Skylanders Giants (PS3) em análise

 

 
Editora:
Activision
Produtora: Toys for Bob

 

Género: Plataformas

 

Plataformas: PlayStation 3, Xbox 360, PC, 3DS, Wii, Wii U

 

Classificação Etária: 7+

 

 

 

Enredo: 7/10
Jogabilidade: 8/10
Gráficos: 7/10
Som: 7/10
Nota Final: 8/10

 

Após o grande sucesso que foi o primeiro Skylanders, os monstros regressam com mais personagens, novos cenários e uma história simples e interessante.

O conceito é simples e viciante: coloquem o vosso boneco em cima da plataforma e imediatamente o monstro aparece no ecrã. O pacote inicial de Skylanders Giants traz o jogo, o portal com o qual introduzimos o boneco real no jogo e três monstros Skylanders para começarmos a nossa aventura. A escolha destes três monstros é interessante, pois as suas características são distintas, levando a diferentes experiências de jogo e, quem sabe, a repetir o jogo após terminado.

Todo o jogo passa pela evolução dos monstros. Ganhamos dinheiro e trocamos por itens, entre eles os chapéus, que ajudam a nossa personagem a evoluir, dando-lhes novos poderes e características.

Interessante ainda o facto de todo o vosso progresso (evolução do monstro, dinheiro, roupas) estar gravado no interior do próprio boneco, sendo fácil transportá-lo para a casa de um amigo vosso e ajudá-lo em qualquer parte do jogo ou lutando contra ele, em qualquer que seja a consola, o que é excelente!

 

Enredo: É do mais simples que há. Viciante e fácil desde o primeiro minuto, o enredo é simples e com um humor algo infantil, mas muito bem conseguido. Tal aspeto leva o jogo a estar virado para um público mais juvenil mas, com o aumentar da complexidade, também os jogadores mais adultos encontrarão desafios e momentos de enorme vício. Não será descabido dizer que qualquer adulto ao fim de algumas horas quererá levar este jogo ao máximo.

As personagens são boas, com alguns momentos hilariantes e que elevam a qualidade dos diálogos.

 

Jogabilidade: O facto de podermos usar as personagens que temos do jogo anterior é muito agradável mas, para quem comece, não existirá grande dificuldade em dominar este jogo. O jogo apela ainda à curiosidade e exploração e se por um lado temos uma evolução constante das personagens, também não faltarão momentos em que paramos essa evolução para explorar territórios e experimentar chapéus e ver os seus resultados nos nossos monstros.

Gráficos: Coloridos, suaves e diversificados, sem nunca serem sublimes ou monótonos. Aliás, a variedade de cores e temas dos cenários é um ponto alto deste jogo. Não apresenta bugs, a câmara faz o seu papel sem dificuldade os momentos cinematográficos ajudam ao espírito do jogo.

 

Som: Nada ou quase nada a assinalar. As vozes são boas, com algumas a destacarem-se pelo seu lado humorístico. Os sons das batalhas estão bem conseguidos, e mesmo sem serem fabulosos, também é verdade que não se tornam repetitivos.

No geral este jogo é mais maduro que o anterior e melhor em todos os aspetos. Peca por ser mais curto (história principal) que o anterior e por apenas termos a hipótese de jogarem dois jogadores em simultâneo, o que corta uma experiência que poderia ser ainda melhor.

O jogo é muito viciante, com muito para colecionar, o que nos obrigará a colecionar ouro, quer por batalhas, quer por exploração de cenários, e que tornará toda a experiência fora da história principal, obrigatória. E há muito para se fazer fora da história principal, o que prolonga imenso a duração do jogo!

No entanto este jogo tem um problema, o problema financeiro: muito ao género de Pokemon, os monstros têm os seus elementos (aqui são 8) e teremos de conseguir usar um monstro com um elemento que tenha vantagem sobre o do inimigo. Isto “obrigará” a comprar-se novos monstros, gastando alguns euros nos mesmos, para conseguirmos entrar em cenários exclusivos de casa elemento, usar itens exclusivos e derrotar monstros que de outra forma serão quase invencíveis. Sendo assim, este jogo pede empenho mas também alguns euros a quem o jogar.

Um jogo recomendado a qualquer criança: divertido, inteligente, viciante. Preparem-se para muitas horas de jogo.

 

Pontos fortes:

  • Viciante
  • Muito para se fazer fora da história principal
  • Cenários coloridos e com grande variedade

 

Pontos fracos:

  • Apenas dois jogadores em simultâneo
  • Limitativo para quem não quiser comprar mais bonecos

 

LP

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Luis Pinto

Developer de videjogos e inteligência artificial - Autor do canal Luís Pinto - Apaixonado por jogos desde o tempo do Spectrum!

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