Spectre, a elegância intemporal de James Bond | O MI6

 

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Mas o que seria de James Bond sem a sua equipa do MI6? M (Ralph Fiennes), Q (Ben Wishaw) e Moneypenny (Naomie Harris) têm em Spectre grandes oportunidades para brilhar. Em tons frios, com uma preferência pelo azul, estas três personagens são caracterizadas por uma certa falta de opulência, quando comparadas com o restante elenco, compensada por uma discreta elegância.

Spectre 007 James Bond

Harris aparece-nos em indumentárias de linhas simples e pouco ostentosas na sua beleza. O dourado e vermelho que a tornavam uma presença fogosa em Skyfall são aqui substituídos pela solidez e calma de azuis e tons neutros, apropriados para a sua posição nos escritórios e não no campo.

Spectre 007 James Bond

Q, por sua vez, é uma caricatura do jovem intelectual da atualidade, sendo que, desde Skyfall, o seu guarda-roupa tem ganho uma crescente maturidade estilística. Em Spectre vemos a personagem sair da sua zona de conforto e acompanhar Bond nas gélidas montanhas austríacas, nunca deixando de se apresentar em roupas suaves, confortáveis e que tendem a salientar a diminuta estatura de Q em comparação com os assassinos à sua volta.

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Spectre James Bond 007

M é o mais elegante deste grupo, com figurinos tradicionais e clássicos confecionados por Timothy Everest numa colaboração semelhante à de Tom Ford para a personagem de Bond.

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No final, por muito sombrias que sejam algumas das visões de Spectre, os filmes de James Bond são sempre caracterizados por uma sofisticação e luxo que apontam para um classicismo intemporal. Bond é tão icónico pelas suas aventuras como pelo seu charme e estilo, sendo que as suas roupas sempre foram uma componente essencial para a lenda.

Spectre estreia em salas nacionais dia 5 de novembro, invadindo os cinemas com as suas figuras de bela, se mortífera, elegância.

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Cláudio Alves

Licenciado em Teatro, ramo Design de Cena, pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Ocasional figurinista, apaixonado por escrita e desenho. Um cinéfilo devoto que participou no Young Critics Workshop do Festival de Cinema de Gante em 2016. Já teve textos publicados também no blogue da FILMIN e na publicação belga Photogénie.

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