Stephen Sondheim © HBO

Stephen Sondheim, mestre dos musicais, faleceu aos 91 anos

Stephen Sondheim é um dos maiores nomes do teatro musical norte-americano. A dias da estreia de “West Side Story” (2021), o compositor faleceu aos 91 anos.

Um dos maiores “vozes” e figuras do teatro musical americano durante a segunda metade do século XX, Stephen Sondheim é aos dias de hoje o compositor com mais Tony Awards de sempre. Nesta passada sexta-feira 26 de novembro, faleceu com 91 anos, em Roxbury, deixando um vasto legado na Broadway e no mundo do entretenimento.

Com espectáculos como “Sweeney Todd” e “Pacific Overtures”, até “Company” ou “A Funny Thing Happened on the Way to the Forum”, Stephen Sondheim transformou os palcos da Broadways e influenciou muitos dos grandes nomes que conhecemos hoje; um protegido de Oscar Hammerstein II, o compositor destacou-se por uma carreira onde se iniciou com a tradição mas que incorporou alguns dos temas e estruturas mais complexos e dissonantes da música do século XX.

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A sua carreira na Broadway teve início em 1953, com o musical “Saturday Night”, onde escreveu as músicas e letras do espectáculo; no entanto, esta sua estreia foi de curta duração dado a morte precoce do produtor do espectáculo. A mudança abrupta levou Sondheim até Hollywood, na série “Topper”, e a escrever música de “Girls of Summer” e “Invitation to a March”. Foi apenas mais tarde, via Arthur Laurents, que o compositor se juntou a “West Side Story” (1957), tendo o seu lançamento em grande na Broadway. Após o icónico espectáculo colaborou com “Gypsy” e “Candide”.

West Side Story
Estreou em 1957 na Broadway mas a história de “West Side Story” vai voltar uma vez mais aos ecrãs, e com as mesmas canções em que Sondheim colaborou em ’57 | © 20th Century Studios

Após estes trabalhos, o compositor lançou-se “a solo” com “A Funny Thing Happened on the Way to the Forum”, em 1962, e que até à data foi o seu musical mais rentável de sempre, com maior duração de presença em palco e que ficou na história pelas músicas “Comedy Tonight” e “Everybody Ought to Have a Maid”. Para além deste, Sondheim tem no currículo outros musicais bastante conhecidos, como “Company”, “Follies” e “Sweeney Todd”, mas que sempre se enquadraram num tom mais pessimista face a outros trabalhos em que participou.

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Apesar do seu talento Sondheim não se conseguir equiparar ao sucesso popular de Andrew Lloyd Webber em termos de dinâmica social, o compositor conquistou ao longo da carreira sete Tony Awards e ainda um Special Tony Award em 2008 (lifetime achievement) por Teatro. Muitas vezes apontado pelos críticos como alguém cujo trabalho faltava alguma da magia inerente ao de Lloyd Webber, a verdade é que o seu trabalho perdurou durante o tempo e tem sido revivido ao longo de várias décadas.

O compositor manteve-se activo por vários anos, com alguns intervalos de tempo entre espectáculos, teve o seu último projecto original a chegar aos palcos em 2003, “Bounce”, no Goodman Theater em Chicago; não obstante, “Sweeney Todd” e “Company” continuam a ter revivalizações esporádicas na Broadway assim como alguns dos seus maiores êxitos musicais, que inclusive foam apresentados num repertório especial em 2002 no Kennedy Center.

vilões
Um do seus trabalhos mais notórios, “Sweeney Todd” continua a ser amplamente reconhecido indústria e também já teve uma adaptação cinematográfica por Tim Burton, com Johnny Depp | © Warner Bros.

Apesar do seu legado ser na Broadway, Stephen Sondheim também deixou a sua marca noutras áreas: foi o responsável pela banda sonora de “Stavisky” (1974), de Alain Resnais, pelas músicas “Reds” e “Dick Tracy” de Warren Beatty, uma das quais lhe valeu o Óscar em 1991 por “Sooner or Later (I Always Get My Man)”. Para além do prémio da Academia o compositor ainda ganhou vários Grammys pelo álbum do elenco de espectáculo e ainda música do ano por “Send in the Clowns” (1975). O seu legado foi explorado ainda em 2013, pelo documentário da HBO, “Six by Sondheim”.

Stephen Sondheim ainda mantém legado vivo, e esteve envolvido em West Side Story, que estreia em Dezembro.

Marta Kong Nunes

Fanática de cinema e séries por pura paixão, sou da geração Disney mas também das Tartarugas Ninjas, Motoratos e afins. Já passei pela obsessão de vários géneros de cinema e apesar de me considerar eclética, nada me tira o gozo de um bom filme de acção (por muito irrealista que seja). Séries também se devoram por cá, mas a magia de um filme, será sempre a magia de um filme!

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