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Janet Leigh foi uma das atrizes mais marcantes da história do cinema americano. O seu talento e a sua presença levaram-na ao sucesso na época de ouro de Hollywood, sobretudo nas décadas de 50 e 60. Uma ex-atriz viria a encontrar uma foto sua, dando-se o ponto de partida para uma carreira prolífica.

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A história de Janet Leigh

Janet nasceu em Merced, Califórnia, em 1927. Era filha única e uma estudante sobredotada, visto que acabou o ensino secundário com apenas 15 anos. Passava muito tempo nos cinemas e estudou Música e Psicologia na University of the Pacific. Um dia, enquanto visitava os pais que trabalhavam numa estância de ski na Califórnia, foi descoberta por Norma Shearer, uma ex-atriz da MGM. O estúdio procurava uma atriz que encaixasse no perfil “young naive country girl”. O pai de Janet Leigh trabalhava na recepção e Norma viu uma foto de Janet durante a sua estadia, recomendando-a imediatamente ao estúdio.

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Este encontro valeu-lhe um papel principal no filme “The Romance of Rosy Ridge”, que seria o início de uma carreira com mais de 50 filmes e algumas participações em televisão. Janet participou em inúmeros filmes de sucesso, tais como “Mulherzinhas” (1949), “Angels in the Outfield” (1951), “Scaramouche” (1952), “Houdini, O Grande Mágico” (1953) e “O Escudo Negro” (1954), entre outros.

No entanto, o seu bilhete para a imortalidade seria o filme “Psycho”, do lendário realizador Alfred Hitchcock, que valeu a Leigh uma nomeação ao Óscar de Melhor Atriz Secundária.

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A cena icónica no filme “Psycho”

Psycho de Alfred Hitchcock
© Alfred J. Hitchcock Productions

Janet interpreta Marion Crane, uma secretária em fuga após ter roubado dinheiro ao patrão. Depois de algumas horas em viagem, Marion pára e faz check-in no Bates Motel. Já no seu quarto, decide tomar banho, dando início a uma das cenas mais emblemáticas de Hollywood. Enquanto toma banho, uma figura misteriosa de faca em punho abre a cortina da banheira e esfaqueia Marion, que grita várias vezes até morrer. Assim, Marion morre puxando a cortina e arrancando-a do varão.

Esta cena do filme de Hitchcock tornou-se uma cena de culto do cinema clássico, inspirando inúmeros realizadores a replicá-la desde então. A realização é amplamente elogiada, destacando-se o zoom out feito do olho de Marion após a sua morte e um plano da cabeça do chuveiro. A montagem consiste em cortes rápidos e a banda sonora é hoje uma das mais famosas do cinema, com a música “The Murder” de Bernard Herrmann. Aliás, o realizador Alexandre O. Philippe fez um documentário sobre a cena, intitulado “78/52”. O título alude aos 78 setups de câmara e 52 cortes da sequência.

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Uma das suas filhas seguiu os seus passos

Janet Leigh foi casada com o ator Tony Curtis, com quem teve duas filhas. A mais nova, Jamie Lee Curtis, viria a tornar-se atriz. Com quase 100 créditos entre o cinema e a televisão, venceu o Óscar de Melhor Atriz em 2023 por “Tudo em Todo o Lado ao Mesmo Tempo”.


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