T'Nia Miller em "The Peripheral" © Prime Video

The Peripheral | Entrevista exclusiva com T’Nia Miller e Lisa Joy

“The Peripheral” é a nova série sci-fi da Prime Video e a Magazine.HD conseguiu falar com a actriz T’Nia Miller, e a produtora Lisa Joy. Sabe tudo aqui!

Num mundo onde as histórias de sci-fi continuam a captar a atenção das audiências, e onde as adaptações televisivas já fazem parte do panorama, chega “The Peripheral”, a nova produção Amazon Studios. Uma série criada a partir do livro homónimo do aclamado  William Gibson, esta tem como grandes produtores executivos Lisa Joy e Jonathan Nolan, conhecidos por trabalhos como “Reminiscência” ou o visionário “Westworld“.

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De uma forma breve, podemos adiantar que “The Peripheral” transporta-nos para o ano de 2032, onde algumas pessoas têm a habilidade de viajar para o futuro e onde a sociedade é obcecada com a tecnologia e as simulações virtuais são um dado adquirido. Na história conhecemos Flynne Fisher, uma jovem rapariga que tenta manter a família unida apesar de todos os seus problemas e de estarem numa cidade remota dos EUA. Ela é inteligente e ambiciosa, e quando entra no mundo da realidade virtual, para ajudar o irmão, tudo muda. Uma teia de intrigas, viagens no tempo e exploração dos perigos da tecnologia.

Com Chloë Grace Moretz no papel de protagonista, a nova série original da Amazon Studios conta ainda Jack Reynor, Gary Carr, Eli Goree, JJ Feild, T’Nia Miller, Charlotte Riley, Alex Hernandez, Adelind Horan, Amber Rose Revah e Austin Rising.

Chlöe Grace Moretz
Chloë Grace Moretz é a estrela de “The Peripheral” © Prime Video

Por aqui, e aproveitando a estreia, a Magazine.HD aceitou o convite para falar com alguns membros do elenco sobre este novo mundo sci-fi onde vemos um mundo diferente mas que na sua essência se deixe reger pelas mesmas emoções de agora. Hoje entramos na conversa com T’Nia Miller, que interpreta Cherise Nuland, e que ainda nos cumprimentou em português, e Lisa Joy, uma das produtoras executivas do projecto.

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“The Peripheral” é um conhecido livro de ficção científica. Como adaptação literária, a primeira pergunta é clara… leram o filme antes do projecto?

T’Nia: Eu tenho uma resposta muito rápida… não. Eu nunca li o livro. Mas acredito que a Lisa tenha lido realmente.

Lisa: Sim, eu li o livro. Li-o na noite em que o Vincenzo [Natali, realizador e produtor executivo da série] mo deu. Levei-o para casa e li-o de uma vez, não conseguia deixá-lo de lado. No dia seguinte falámos e disse que eu faria a série. Sou uma fã enorme do autor, William Gibson, e do próprio Vincenzo por isso sabia que esta seria uma série fantástica.

T’Nia, tendo em conta que alguns dos seus trabalhos mais recentes foram êxitos como “The Haunting of Bly Manor” ou “La Fortuna”, porquê agora uma série sci-fi?

T’Nia: Para mim teve tudo a ver com a escrita. Eu adoro a minha personagem, Cherise. Ela é um prazer de interpretar, tem um certo encanto ao fazer certas coisas menos más de uma forma tão graciosa.

La Fortuna AMC
T’Nia Miller esteve recentemente nas televisões portuguesas com “La Fortuna” ©AMC

Lisa, sendo uma adaptação literária, de que forma é que se inspiraram no livro de William Gibson?

Lisa: Eu penso que o Scott (B. Smith), o Greg (Plageman) e os outros argumentistas fizeram um trabalho incrível na adaptação da obra, honrando o espírito de “The Peripheral”. E William Gibson está bastante feliz com a série, o que me traz uma grande sensação de orgulho pessoal e felicidade. Mas penso que parte da razão de ter funcionado é que ele é um autor bastante generoso, e que percebe que o que o funciona no livro por vezes muda e evolui numa série. Estamos a passar um tempo diferente com as personagens e são áreas que podemos criar e ir mais fundo. E essa parte é também o que torna a série divertida, ao podermos passar mais tempo neste mundo além do livro, fazendo com que o mundo cresça. E eu penso que o Scott e os outros argumentistas retiraram todos os pontos maravilhosos do livro de Gibson e aprofundaram ainda mais de modo a expandir este universo.

Pensam que existe a porta aberta para mais temporadas de “The Peripheral”?

Lisa: Oh sim! A melhor coisa deste livro é que nos dá um leque infinito de possibilidades percebes? Só pensando nas suas personagens por exemplo. Eu conseguiria ver uma série apenas sobre a personagem de Cherise por seis temporadas, e quem sabe um dia até a façamos. Há muito por explorar e não há falta de material nesse caso.

T’Nia, estaria aberta a mais temporadas como Cherise?

T’Nia: Estão a brincar? Claro, absolutamente. Mal posso esperar por voltar a ser Cherise.

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E o que é que os fãs irão gostar mais da personagem de Cherise?

T’Nia: Eu adoro como a Cherise vê o mundo, e a forma como ela fará qualquer coisa, através de qualquer meio, para ter o que ela precisa feito. Ela tem tantas camadas, é multitasking e muito esperta na sua maneira de viver. É uma pensadora muito rápida. Algo que eu não sou! Que demoro ainda um minuto a pensar nas coisas. Mas a forma como ela anda pelo mundo, e o torna dela e faz com que as pessoas se submetam às suas vontades, eu acho-o fascinante. Ela fascina-me. Ainda o faz. E sinto que ainda estou a crescer e a aprender com ela.

Com um tema tão focado na realidade virtual, ganharam algum interesse adicional pelo tema ou ficam-se pelo trabalho na série?

T’Nia: Hmm, não, eu não tenho muito interesse. Quer dizer, eu tentei usar o headset de VR mas eu simplesmente adoro a interação real. De ir ao pub, beber alguma aguardente e interagir com humanos em vez de estar numa paisagem virtual. Apesar de, aquele simulador que colocam na cabeça, eu definitivamente que experimentaria isso. Gostava de ir à Londres do futuro e ser um pouco voyeur.

Lisa: Sim, eu gostava de ir a um futuro muito distante. Não algo próximo, que não iria querer o que me acontece daqui a 10 anos.

T’Nia: Não, não. Eu iria a 200 anos ao futuro porque se não seria um spoiler. As pessoas gostam de ir às pessoas que lêem o futuro nas palmas da mão. Eu não. Eu não quero saber o meu futuro.

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Actualmente existem imensas série sci-fi. O que é que faz “The Peripheral” ser tão diferente das outras?

Lisa: Eu penso que existe muitas vezes uma dicotomia no género sci-fi, entre um mundo frio, de futurismo e que se sente muito intelectual, e os outros dramas que são mais baseados nas personagens, mais humanos. E para mim “The Peripheral” junta estes dois lados. Estamos a explorar um mundo futurístico desconhecido mas, ao mesmo tempo, o coração da história é sobre estas personagens e as suas ambições, medos e sonhos. E eu penso que essa humanidade, esse calor, fazem de “The Peripheral” uma série bastante única.

T’Nia: E eu vou acrescentar o facto de ir até a um futuro relativamente próximo, e só depois para os anos 2100. E eu sinto que num piscar de olhos é como se estivéssemos lá. Sente-se como algo tangível, bastante real que pode acontecer a qualquer momento. E isso é muito diferente. Porque muitas vezes o sci-fi leva-nos para outros mundos, distantes e algures no tempo. Em “The Peripheral” parece que é algo que nos está muito próximo.

The Peripheral
The Peripheral acontece num ano relativamente próximo, acontecendo apenas depois as viagens no tempo © Prime Video

Lisa: Sim, sem dúvida! Eu sinto que muitas das coisas do livro, escritas por Gibson, já aconteceram até. Ele fala sobre uma pandemia, fala sobre situações de ‘infiltrações’ de russos noutros governos e a dada altura pensamos ‘isto é uma história de sci-fi ou já é um documentário?’. O mais interessante é ver estas situações, que estão mais próximas de nós do que parece, e ver como é que as personagens com que nos relacionamos interagem com esses ambientes e ver as escolhas que fazem.

T’Nia: Sim. E é algo que vai fazer a própria audiência perguntar-se a si mesma ‘qual seria a minha escolha?’.

TRAILER | THE PERIPHERAL JÁ ESTREOU

Já tinhas ouvido falar desta série? Ficaste curioso(a) em vê-la?

Marta Kong Nunes

Fanática de cinema e séries por pura paixão, sou da geração Disney mas também das Tartarugas Ninjas, Motoratos e afins. Já passei pela obsessão de vários géneros de cinema e apesar de me considerar eclética, nada me tira o gozo de um bom filme de acção (por muito irrealista que seja). Séries também se devoram por cá, mas a magia de um filme, será sempre a magia de um filme!

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