The Peripheral © Prime Video

The Peripheral | Entrevista exclusiva com Gary Carr e Charlotte Riley

Um novo mundo de sci-fi, “The Peripheral” já está disponível na Prime Video, e com Gary Carr e Charlotte Riley no elenco principal.

Uma produção Amazon Studios, “The Peripheral” é a adaptação televisiva do livro homónimo do aclamado autor William Gibson. Descrita como uma história de ficção científica, mas talvez com os olhos postos mais nas pessoas do que na sociedade em geral (os próprios actores o têm confirmado), tem produção executiva de dois grandes nomes do meio, Jonathan Nolan e Lisa Joy.

Estreada na Prime Video no passado dia 21 de outubro, e com episódios a sair todas as semanas até dezembro, “The Peripheral” conta com Chloë Grace Moretz no papel de protagonista, e um elenco principal composto por Jack Reynor, Gary Carr, Eli Goree, JJ Feild, T’Nia Miller, Charlotte Riley, Alex Hernandez, Adelind Horan, Amber Rose Revah e Austin Rising.

The Peripheral
© Prime Video

“The Peripheral” transporta-nos para o ano de 2032, onde a sociedade é obcecada com a tecnologia e as simulações virtuais e alguns conseguem inclusive trabalhar a habilidade de viajar para o futuro através de um espécie de avatares. O enredo acompanha Flynne Fisher (Moretz), uma jovem rapariga que tenta manter a família unida apesar de todos os seus problemas e de estarem numa cidade remota dos EUA. Inteligente e ambiciosa, vê a sua vida mudar quando decide entrar no mundo da realidade virtual para ajudar o irmão (Jack Reynor). A história revela-se uma teia de intrigas, viagens no tempo e exploração dos perigos da tecnologia.

E, perante um novo mundo de histórias, a Magazine.HD não quis perder a oportunidade de conversar um pouco com Gary Carr e Charlotte Riley, do elenco principal da série Amazon. Gary Carr, conhecido por “Trigonometria”, dá vida a Wilf Netherton, descrito no livro como um publicista do início do século XXII, a viver 70 anos após o tempo de Flynne e já depois do período apocalíptico. Já Charlotte Riley (“Peaky Blinders”) é Aelita, uma personagem cujo destino estará entrelçado com o de Flynne.

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Antes de mais nada, muitos parabéns pela série. Uma adaptação televisiva é sempre um grande projecto. Tiveram oportunidade de ler o livro antes de aceitarem o trabalho?

Gary: Sim!

Charlotte: O Gary sim, eu não.

Gary: Bem, o Jonathan disse-me para não o fazer. O produtor executivo, Jonathan Nolan. Ele disse-me que o livro era muito denso e que eles estavam a trabalhar na adaptação pelo que não deveria investir tanto na leitura do mesmo. Mas eu tinha de o fazer! Eu não queria entrar no projeto sem saber nada e estou feliz por o ter feito. Eu adorei o livro!

Charlotte: Eu não o li porque já fiz/trabalhei em várias adaptações no passado e penso que, para mim, pessoalmente, é mais fácil guiar-me apenas pelo guião. Porque as pessoas, os argumentistas, mudam várias vezes a maneira como as personagens são para o ecrã e eu não queria ser influenciada pelo que estava escrito no livro. Por isso escolhi de forma propositada não ler o livro.

The Peripheral
Gary Carr é um dos co-protagonistas de Chloë Grace Moretz © Prime Video

Então, sem ter lido o livro Charlotte, como é que a personagem foi construída? Apenas pelo guião ou houve algum input até pelo autor, William Gibson?

Charlotte: Eu construí-a inteiramente a partir do guião. Pelo que entendi a minha personagem, Aelita, é completamente diferente no livro e tem uma storyline diferente por isso não teria sido realmente útil para mim [a leitura do livro]. Talvez mais para entender melhor o mundo criado. Mas construí-a ao falar com os argumentistas, e muito da personagem é como ela interage com o mundo e as outras personagens à sua volta. Para mim foi isso e tentar encontrar o prazer em interpretar esta personagem. Foi o meu ponto de partida.

Gary, ao longo da carreira ainda não havia uma série de ficção científica. Porquê “The Peripheral”?

Gary: Penso que a oportunidade ainda não se tinha apresentado no passado. Sou um grande fã do género de ficção científica mas o que me interessou em “The Peripheral”, primeiro que tudo, foi que Jonathan Nolan e Lisa Joy estavam a produzir a série. E eu sou um grande fã do trabalho deles. Por isso, ainda mesmo antes de ter lido o guião, eu de certo modo já tinha dito sim na minha cabeça. E depois, saber que ia ser uma história de ficção científica e que eles são provavelmente as melhores pessoas para trabalhar neste género na televisão tornou-se bastante entusiasmante. E saber que era um trabalho de William Gibson, que eu não conhecia antes do projeto, mas sabendo que ele tem um grande número de seguidores e que é responsável por fantástica literatura de sci-fi. E a escrita dos argumentos é um trabalho fenomenal, no diálogo, o texto e a storytelling. Houve muitas coisas que me atraíram desde logo ao projeto, muitas boxes às quais consegui fazer um check.

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Charlotte, como é que “The Peripheral” de destaca de outras séries de sci-fi?

Charlotte: Eu penso que parte do sci-fi se debruça muito em criar um novo mundo mas o que me parece que fizeram em “The Peripheral” foi centrar-se mais nas personagens. Porque quem é que quer saber de um mundo novo se não houver ligação com as personagens? E para mim eles criaram personagens muito boas, que não interessa quem és, haverá alguém que irá estar por detrás delas, ou a torcer por elas. Há muito coração, e realmente muito em jogo para a maioria das personagens, o que nos permite estar investidos num mundo fácil de acreditar, e onde há investimento nas personagens.

TRAILER | THE PERIPHERAL JÁ ESTREOU

Já tinhas ouvido falar desta série? Ficaste curioso(a) em vê-la?

Marta Kong Nunes

Fanática de cinema e séries por pura paixão, sou da geração Disney mas também das Tartarugas Ninjas, Motoratos e afins. Já passei pela obsessão de vários géneros de cinema e apesar de me considerar eclética, nada me tira o gozo de um bom filme de acção (por muito irrealista que seja). Séries também se devoram por cá, mas a magia de um filme, será sempre a magia de um filme!

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