Thief (PS4) | Análise

 

 thief capa  

  • Editora: Square Enix
  • Produtora: Eidos
  • Plataformas: PS4, PS3, Xbox One, Xbox 360, PC, Wii U

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“Thief” é um jogo que vale pelo ambiente que oferece de forma quase constante. Tal como a maioria dos jogos no início de vida de uma consola, traz bons momentos e alguns bugs, tornando-se num jogo inconstante. Mas quais são os altos e baixos deste jogo?

thief

Começando pelo pior, o ponto mais negativo é a inteligência artificial dos guardas, que varia entre a aceitável e vários momentos em que estão abaixo do que é exigido actualmente. Não nos surpreendem, apresentam falhas para nos detetar e, em alguns momentos, até se atrapalham quando nos perseguem, bloqueando o caminho aos seus colegas. No entanto, estas falhas na inteligência artificial são alguma vezes suavizadas pela forma como o cenário está montado, levando-nos a pensar na melhor forma de prosseguir.

Thief-Screenshots

E esse é um dos pontos mais altos, a forma como nos obriga a pensar no jogo para avançar. Cada instante pode ser um novo desafio e é aqui que o ambiente ganha uma qualidade que nos leva a acreditar que somos ladrões, caminhantes nas sombras, invasores que não criam som. Para tal jogo funcionar são precisos mais dois componentes: bons cenários e bom sistema de luz/sombras. Começando pelos efeitos de luz/sombra, o jogo está bastante bom. Existem alguns locais onde se notam falhas, mas na maioria das vezes está muito bem conseguida, ajudando-nos a decidir pela melhor abordagem. No cenários a qualidade já não é tão marcante, pois, apesar do excelente design, são vários os locais onde os cenários nos atrapalham ou limitam, quer seja por um caixote que não podemos subir ou alguma parte de uma casa que não podemos descer e que tanto jeito nos dava para atacar um soldado.

thieftrailer

Na parte gráfica, com os efeitos de luz e design já mencionados e com grande qualidade, a cidade ganha uma qualidade gráfica que demonstra que estamos perante a nova geração. Todavia não existem momento em que se sinta uma qualidade muito elevada na componente técnica.  Na parte sonora o jogo apresenta efeitos especiais muito bons e uma boa banda sonora que ajuda ao ambiente desejado. Infelizmente é pena vermos que alguns diálogos não encaixam no trabalho facial dos personagens. Na parte do enredo não há muito a dizer. O enredo é secundário, sem grande impacto na forma como jogamos nem capaz de nos empolgar de forma constante. Os diálogos são medianos e as falas dos guardas, enquanto percorremos as ruas, são repetitivos, o que apesar de não estragar o jogo, podia ser o aspeto a estar melhor. A verdade é que no início sentimos a falta de um bom enredo, mas aos poucos, ao entrarmos neste ambiente e o que queremos é mais desafios, mais para roubar e mais formas de avançar, e isso o jogo proporciona.

Mas este é um jogo sobre ser ladrão e sobre a cidade onde atuamos. É viciante roubar tudo o que encontramos, é viciante andar pelas sombras, e apenas os loadings entre as várias áreas da cidade nos podem deixar frustrados. Pela frente teremos muitos puzzles, alguns que serão um bom desafio,  tal como será o próprio jogo a partir de uma certa dificuldade. Com vários níveis de dificuldade, levantem a fasquia e preparem-se para um desafio muito interessante e que vos tirará muitas horas. Na dificuldade média este é um jogo que deverá durar mais ou menos 15 horas, mas se quiserem descobrir mesmo tudo, preparem-se para mais umas 10 horas, dando a este jogo uma longevidade bastante interessante.

thief gameplay

O melhor deste jogo é a sua atmosfera e o facto de termos tantos caminhos e formas possíveis para avançar em qualquer situação. Este é um jogo que nos obriga a ser ladrão, nunca atacando sem pensar. Aliás, o sistema de combate, que não está perfeito, apresenta uma dificuldade tão acima da média (a partir do momento que estamos contra mais do que um guarda), que o melhor plano será sempre não lutar. “Thief” é um jogo que vale pela sua singularidade e pela atmosfera. Tem limitações, o enredo não tem grande impacto e é frustrante com alguns loadings, mas é viciante, é longo, é um desafio enorme nas dificuldade mais altas e tem muito para ser descoberto. “Thief” é um jogo bastante interessante que podia ter sido melhor em aspetos simples que o tornariam num grande jogo.

Pontos fortes:

  • Excelente atmosfera
  • Muito para se descobrir e roubar
  • Várias formas de prosseguir
  • Bons puzzles e os vários níveis de dificuldade tornam o jogo num bom desafio
  • Bons efeitos de luz/sombra

Pontos fracos:

  • Inteligência artificial dos guardas é fraca em alguns momentos
  • Enredo não tem impacto
  • Por vezes a cidade limita-nos as ações

Para saberem mais sobre o jogo, cliquem aqui.

LP

Luis Pinto

Software developer - Autor do canal Tek Test - Apaixonado por jogos desde o tempo do Spectrum!

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