Tom Hardy em "Venom: Tempo de Carnificina" © Sony Pictures

Tom Hardy | De A Origem a Venom 2: Tempo de Carnificina

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Apesar de todos o quererem como James Bond, Tom Hardy dá agora vida a Venom, um dos maiores vilões da Marvel. Recorda a sua evolução.

Na MHD queremos celebrar a estreia de “Venom 2: Tempo de Carnificina”, de Andy Serkis com a celebração da carreira de Tom Hardy através de uma galeria muito especial. Falamos de um dos atores mais versáteis do Reino Unido, que tem ganho peso em Hollywood desde que participou “A Origem” (Christopher Nolan, 2010), na pele de um misterioso arquiteto de sonhos com muito sentido de humor. Desde então, deu vida a tantas personagens sendo ligeiramente difícil acreditar que foram feitos em apenas 10 anos.

Mesmo assim, será preciso recuar até 2001 para relembrarmos a sua primeira aparição no ecrã. Tratou-se de um pequeno desempenho, na pele de John A. Janovec em apenas dois episódios da série “Irmãos de Armas” (2001), série criada por Tom Hanks e Steven Spielberg. No mesmo ano, esteve em “Cercados” (2001), de Ridley Scott, mas foi a obra-prima de Christopher Nolan sobre o mundo dos sonhos, que Hardy conseguiu ascender a figura de estrela mundial. Percebido o seu talento e versatilidade – com diálogos bastante irónicos -, Tom Hardy acabou por fazer de tudo um pouco. Passou pela comédia, pelo musical (cantou no peculiar “London Road” ao lado de Olivia Colman), pelo drama familiar, mas evidentemente parece ter encontrado no género de ação uma espécie de lugar seguro, de porto de abrigo, como aconteceu por exemplo com outras estrelas como Sylvester Stallone ou Mel Gibson.

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Não será por acaso que as personagens de Tom Hardy evocam sempre uma exacerbada masculinidade, e se por vezes essa masculinidade é vista como um super-poder, noutros momentos tornam a sua presença no ecrã ameaçadora, acabando por roubar tempo de antena aos verdadeiros protagonistas dos filmes em que participa. Um dos casos aconteceu com “O Cavaleiro das Trevas Renasce” (2013), também de Christopher Nolan, onde conseguiu impor o seu físico, e conseguiu ameaçar qualquer espectador com a sua voz. Apesar de surgir muitas vezes mascarado – as personagens de Tom Hardy já sabiam dos tempos para os quais caminhávamos -, o ator é um autêntico mestre do disfarce vocal, o que lhe dá um certo rigor e consolida personagens que, de outra forma, não seriam tomadas tão a sério. A quem goste tanto da metamorfose vocal e física deste ator, que o convidaram para dar vida a dois irmãos gémeos, em “Lendas do Crime” (2015), porque se um Hardy é bom, dois nunca são demais.

O mesmo acaba por acontecer no seu desempenho como Venom, que surgiu pela primeira vez no filme “Venom” (2018), que marcou a estreia na realização de Ruben Fleischer. Agora, para o novo filme “Venom: Tempo de Carnificina”, vemos Eddie Brock a tentar encontrar um equilíbrio com aquele ser simbiótico que também faz parte do seu corpo e, por sua vez, da sua identidade. Haverão muitos espectadores que dificilmente serão convencidos, mas a grande maioria – verá no comportamento maníaco de Tom Hardy – uma forma de lidar amigavelmente com os fantasmas. É isso que o ator consegue passar com as suas personagens, mesmo que esta afirmação tenha algo de assustador.

Tom Hardy é capaz de tornar complexa a presença de qualquer ser, por mais linear, vazio e desnecessário que seja. São talvez todas estas as razões que levam muitos fãs e até os mais simpáticos críticos de cinema, a elencar Tom Hardy como o ator ideal para interpretar o próximo James Bond. Certamente não será o escolhido, por já ter outras tantas personagens associadas ao seu currículo, mas se há alguém que gosta de ir à luta é Tom Hardy. Conhece as principais personagens de Tom Hardy desde “A Origem” até “Venom: Tempo de Carnificina”, com grande estreia nos cinemas portugueses a 14 de outubro.

A Origem (2010)

Tom Hardy
Tom Hardy em “A Origem” © Warner Bros.
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Virgílio Jesus

Era uma vez em...Portugal um amante de filmes de Hollywood (e sobre Hollywood). Jornalista e editor de conteúdos digitais em diferentes meios nacionais e internacionais, é um dos especialistas na temporada de prémios da MHD, adepto de todas as formas e loucuras fílmicas, e que está sempre pronto para dois (ou muitos mais!) dedos de conversa com várias personalidades do mundo do entretenimento.

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