Okja, Já Não Pertenço a Este Mundo e Mudbound

TOP Filmes Originais Netflix

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Nem só de séries se faz a Netflix! Não acreditas? Então confere estes 12 filmes originais do gigante do streaming que não podes mesmo deixar de ver!

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Com gastos de milhões de milhões em conteúdo, a Netflix é um autêntico oceano de conteúdo, mas ainda que as suas séries sejam as responsáveis pela fama reinventada e pela revolução da forma como vemos e percebemos televisão, a verdade é que o seu catálogo de filmes originais – apesar de conter muitas entradas de qualidade duvidosa – vai-se compondo cada vez mais como um digno par.

Hoje aproveitamos o balanço e reunimos os melhores filmes originais que a plataforma de streaming tem a oferecer – excluindo documentários – enquanto esta continua a sua jornada imparável na produção de conteúdo original.

 

 

BEASTS OF NO NATION (2015)

Realizado porCary Fukunaga ; Elenco: Abraham AttahEmmanuel AffadziRicky Adelayitor, Idris Elba

Já quase tudo se disse e se escreveu sobre o drama bélico escrito, produzido e realizado por Cary Fukunaga sobre uma criança que se torna soldado enquanto o seu país atravessa um terrível período de guerra, todavia, não podíamos deixar de prestar ainda mais reverência a Beasts of No Nation. Musculada, visceral e brutal, a primeira grande incursão da Netflix por caminhos cinematográficos obriga-nos a mergulhar no mais doloroso caos para permanecer connosco longos dias depois do visionamento. Quer seja como uma interpretação da lealdade manipulada, da inocência perdida ou dos mais trágicos horrores da guerra, Beasts of No Nation é uma paragem difícil mas obrigatória do provedor de streaming.




VAGABUNDOS (2016)

Realizado porAdam Leon ; ElencoCallum TurnerGrace Van PattenMichal Vondel

“Envolvidos numa troca de malas suspeitas por motivos diferentes, Danny e Ellie passam juntos uma noite atribulada quando a coisa corre mal.”, é esta a sinopse mal amanhada que a Netflix nos oferece de Vagabundos, mas não te deixes enganar: com uma alma descontraída dos anos 70, é uma odisseia sobre dois jovens que se apaixonam onde ser “a vela de serviço” é alegria pura. Adam Leon dá-nos tudo aquilo que adoramos em pequenos indies: personagens inteligentes, credibilidade juvenil, diálogos deliciosos e uma mistura de géneros (neste caso, comédia romântica e crime) incrivelmente cool e original.




TALLULAH (2016)

Realizado porSian Heder ; ElencoEllen PageAllison JanneyTammy Blanchard

A Netflix pôs-lhe a mão antes de o Festival de Sundance de 2016 sequer começar, o que faz de Tallulah um apetecível exemplo de que o Cinema Feminino está bem e de saúde. Realizado por Sian Heder (argumentista e produtora de Orange is the New Black) e protagonizado por uma nova reunião entre Ellen Page e Allison Janney (depois do sucesso retumbante de Juno), Tallulah é um intenso drama sobre uma jovem errante que rouba o filho de uma mãe negligente. Exemplo perfeito de um filme para mulheres e liderado por mulheres com muita coragem e substância social, Tallulah é um dos grandes underdogs presentes na plataforma de streaming.




OKJA (2017)

Realizado por:Bong Joon-ho ; ElencoSeo-Hyun Ahn, Tilda Swinton, Jake Gyllenhaal

Se não estás bem a ver quem é Bong Joon-ho, vamos respirar fundo e fingir que nada disto aconteceu. Descrito por Quentin Tarantino como “o Spielberg coreano no seu auge”, Bong Joon-ho abanou o género dos monster movies em 2006 com The Host – A Criatura, embuiu de entusiasmo o género do mistério e crime com Mother – Uma Força Única (2009) e provou que a ficção científica dramática também não o assusta no fabuloso Snowpiercer – Expresso do Amanhã (2013). É curioso mas não inocente que tenhamos aberto este destaque com uma referência a Steven Spielberg, porque este Okja é mesmo uma espécie de E.T. em esteroides, onde uma jovem rapariga arrisca a vida para salvar um enorme animal das garras de uma sinistra multinacional científica. Tilda Swinton, Paul Dano, Seo-Hyun Ahn e Jake Gyllenhaal compõem o elenco principal de um dos grandes filmes que marcaram o festival de Cannes em 2017 – onde competiu, inclusive, para a Palma de Ouro. Poderoso testemunho das capacidades de Bong Joon-ho, Okja é simultaneamente um dínamo político, uma sátira cáustica do meio corporativo, um épico de aventura e uma narrativa de crescimento e, por isso mesmo, o tipo de filme cujas falhas resultam da sua grande ambição, mas cujos sucessos conseguem ser verdadeiramente mágicos.

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MY HAPPY FAMILY (2017)

Realizado por: Nana Ekvtimishvili, Simon Groß ; Elenco: Ia Shugliashvili, Merab Ninidze, Berta Khapava

Numa sociedade patriarcal, uma família georgiana comum vive com três gerações sob um mesmo teto. Todos ficam chocados quando uma das mulheres da família decide, aos 52 anos, sair da casa dos pais e morar sozinha. Sem a família ou o marido, ela começa uma viagem para o desconhecido. Com a realizadora e argumentista georgiana Nana Ekvtimishvili no leme, My Happy Family apresenta um cenário curioso, que é autenticamente transformado numa pequena tragicomédia grega, numa incrível mistura doméstica de comédia e tristeza.




MUDBOUND – AS LAMAS DO MISSISSIPI (2017)

Realizado por: Dee Rees ; Elenco: Carey Mulligan, Garrett Hedlund, Jason Clarke

Seis anos depois da revelação pulsante de Pariah, Dee Rees regressou à cadeira de realização com um projeto que estende os seus horizontes de escala e ambição; em Mudbound ambienta-se ao Mississipi pós-Segunda Guerra Mundial num drama sobre duas famílias – uma branca, uma negra – cujas vidas se intersectam.Com o preconceito e a divisão como força motriz mas sem perder de vista o contexto da Segunda Grande Guerra, Mudbound versa sobre a natureza da existência pós-esclavagista, corrigindo uma fração cinematograficamente negligenciada da história afroamericana. Assim apresenta-se como um devastador mas incrivelmente necessário drama racial com traços de épico,   que não se coíbe de passar o dedo na ferida e sente-se, talvez mais do que nunca, incrivelmente relevante. Num confronto entre a raça, a classe social, a guerra e a (im)possibilidade de unidade, Mudbound é um vislumbre do passado que ajuda a compreender o presente e o futuro.




A INCRÍVEL JESSICA JAMES (2017)

Realizado por: Jim Strouse ; Elenco:Jessica WilliamsChris O’DowdLakeith Stanfield

Uma jovem aspirante a dramaturga de Nova Iorque está a tentar superar o fim de uma relação quando conhece o recém-divorciado Boone. O resto da história… bom, já conseguimos todos imaginar, certo? Certo. A diferença é que, A Incrível Jessica James consegue tornar um enredo totalmente banal e que com toda a certeza já vimos em algum lado em algo novo e, quem sabe, até mais honesto. O que também não vimos certamente foi uma performance tão complexa e apaixonante como a de Jessica Williams – boa sorte a não desejar que ela se torne também a tua melhor amiga! A Incrível Jessica Jones é a representação contemporânea da adorada comédia romântica desaparecida: divertida, sentida e, acima de tudo, verdadeira.




THE MEYEROWITZ STORIES (NEW AND SELECTED) (2017)

Filmes Originais Netflix

Realizado por: Noah Baumbach ; Elenco: Adam Sandler, Ben Stilles, Dustin Hoffman

Temos de admitir que sempre que vemos “novo filme Netflix” junto com o nome de Adam Sandler, é situação para nos fazer fugir a sete pés para um bunker mais próximo com receio de contrair alguma maleita infecciosa, mas se existe um filme de Noah Baumbach na parada, podem contar com o nosso lugar cativo na fila do Cinema. Pesando estas duas realidades tão distintas, resolvemos dar uma oportunidade a The Meyerowitz Stories e os deuses da sétima arte estiveram do nosso lado: depois dos deliciosos desvios de Frances Ha (2012), Enquanto Somos Jovens (2014) e Mistress America (2015), o realizador nova-iorquino está de volta aos meandros das dinâmicas familiares com The Meyerowitz Stories, a crónica de uma família distante que é obrigada a reunir-se para celebrar o trabalho artístico do patriarca. Como um dos confessos herdeiros da neurose de Woody Allen, Baumbach oferece mais um fraturante retrato geracional num prazeroso festival de sensibilidade e (pouco) bom senso.

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BARRY (2016)

Realizado por: Vikram Gandhi ; Elenco: Devon Terrell, Anya Taylor-Joy, Jason Mitchell

Vikram Gandhi orquestrou o filme sobre que se foca na vida de estudante na Universidade de Columbia em 1981 de alguém que viríamos a conhecer, alguns anos depois, como um dos mais adorados e respeitados líderes máximos dos Estados Unidos da América. Barack Obama – então conhecido como Barry – luta para descobrir a sua identidade enquanto navega entre várias comunidades e círculos sociais. Não sendo um drama biográfico tremendamente inventivo ou original, Barry é incisivo e expressivo, capturando eximiamente as dualidades do desenvolvimento e crescimento sendo biracial e de um homem à procura do seu lugar – e da sua identidade – no mundo.




PRIMEIRO MATARAM O MEU PAI (2017)

Realizado por: Angelina Jolie ; ElencoSareum Srey MochPhoeung KompheakSveng Socheata

Primeiro Mataram o Meu Pai marca o regresso de Angelina Jolie à cadeira de realização no conto autobiográfico de Loung Ung, um dos milhares que enfrentaram o horror do Khmer Vermelho quando estes assumiram o controlo do Cambodja.  Com habilidade, empatia e graça, Jolie dá-nos um vislumbre arrepiante das atrocidades históricas que ressoam além-fronteiras sem nunca se afastar do olhar da sua jovem protagonista. Devastadoramente honesto e erguendo-se orgulhosamente ao lado de Terra Sangrenta (1984), Primeiro Mataram o Meu Pai é uma das mais importantes explorações sobre o genocídio asiático da memória recente.




JOGO PERIGOSO (2017)

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Realizado por:Mike Flanagan ; Elenco:Carla GuginoBruce GreenwoodChiara Aurelia

Com dezenas de adaptações quase consecutivas desde a passagem dos anos 70 para os anos 80, é um pouco desajustado dizer que Stephen King voltou a estar na moda, mas a verdade é que o interesse no mago do terror e do sobrenatural se renovou com pompa e circunstância em 2017. Neste ano, Torre Negra e IT levaram sem sombra de dúvida o prémio das adaptações mais mediáticas, mas a pedra mais preciosa é, como tantas vezes, a mais subvalorizada. Agilmente realizado por Mike Flanagan, Jogo Perigoso tem uma premissa tão simples e brilhante que damos por nós a perguntar como nunca tinha sido feita antes. Com uma performance notável de Carla Gugino, um argumento simples mas musculado e a capacidade de Flanagan de filmar o (aparentemente) impossível de filmar, Jogo Perigoso é uma obstinada meditação sobre o trauma e a memória e um poderoso reminder de que, por vezes, a simples permissão de deixar algo ser verdadeiramente pequeno é meio caminho andado para criar algo grandioso.




JÁ NÃO PERTENÇO A ESTE MUNDO (2017)

Realizado por: Macon Blair ; Elenco: Melanie Lynskey, Elijah Wood Chris Doubek, Marilyn Faith Hickey

A estreia na realização de Macon Blair é um portento: um mistério maníaco que leva uma enfermeira e o seu vizinho obcecado por armas em buscar de um assaltante local, e não podíamos deixar sem uma carregada nota de destaque aquele que foi, afinal, o vencedor do Grande Prémio do Júri na categoria de Drama em Sundance em 2017. Todavia, não se deixe enganar pelo distintivo: é mais parte thriler de crime à irmãos Coen, parte comédia louca, ou uma uma jornada catártica pelos problemas do quotidiano e uma ruminação profunda sobre as dinâmicas de género e sobre as normas sociais na América de Hoje.

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