Top MHD | As Melhores Séries 2014

 

Que estamos a viver a Era Dourada da televisão, disso não há quaisquer dúvidas. Mas agora, depois de fazermos a despedida do ano, chegou a altura de olhar para trás e eleger as melhores séries que foram exibidas em Portugal durante 2014.

Doze membros votantes da Magazine.HD da secção de Televisão ordenaram as dez séries favoritas de cada um, sendo essas classificações individuais convertidas em pontos, numa lógica progressiva. A lista abaixo apresentada traduz o somatório de todas as pontuações atribuídas.

Eis as melhores séries de 2014, para a MHD:

 

#10 – Fargo 

Fargo

Foram muitos os que “torceram o nariz” quando foi anunciado que o FX iria adaptar o filme clássico de 1996, “Fargo“, para a televisão. O que ninguém esperava era que o showrunner Noah Hawley criasse uma série com uma visão independente fazendo em simultâneo juz ao filme original dos irmãos Coen.

Com um elenco carregado de atores veteranos (Keith Carradine, Colin Hanks, Bob Odenkirk, Oliver Platt, Billy Bob Thornton, Martin Freeman etc.) e a performance arrebatadora da novata Allison Tolman, “Fargo” conseguiu criar uma temporada consistentemente perturbadora e recheada de humor negro.

A segunda temporada de “Fargo” irá passar-se em 1979 e confirmados no elenco estão Jeffrey Donovan, Jesse Plemons e Kirsten Dunst. Resta saber se esta antologia continuará interessante e instingante. (Catarina Porfírio)

 

#9 – Homeland (ex-aequo)

homeland

Depois de uma atribulada terceira temporada que culminou na morte trágica de Nicholas Brody (Damian Lewis), “Homeland” volta às origens e a tudo aquilo que deveria ter sido desde o início, com renovada energia e com os sinais vitais ainda bem longe do óbito anunciado.

Agora com o epicentro da ação localizado em Islamabad, Carrie (Claire Danes) é capaz de se mover com a destreza e resiliência que lhe reconhecemos logo nos primeiros instantes da primeira temporada e já não existem elementos secundários que perturbem aquilo que ela melhor sabe fazer. É aqui que a quarta temporada de “Homeland”, que funciona como reboot em relação às anteriores, ganha em relativamente ao passado mais próximo: esquecem-se os melodramatismos acessórios, os choros copiosos e o romance lamecha, e concentra-se o argumento num trilho de ação triunfal marcado por uma intensidade que já parecia extinta.

Os últimos episódios desta quarta temporada em nada ficam a dever aos mais vigorosos da primeira e, depois de uma sequência de episódios de tirar o fôlego, somos obrigados a fazer o apelo: todos vocês que já tinham desistido de Carrie e companhia, podem voltar a este lado da trincheira que serão bem recebidos de volta. É bom que se entenda que já não temos o Brody mas… temos o Quinn! (Daniel Rodrigues)

 

#9 – Hannibal (ex-aequo)

hannibal

Inspirado na obra de Thomas Harris, “Hannibal” tem em Hugh Dancy (Will Graham) e Mads Mikkelsen (Hannibal Lecter) um dos focos principais de atenção. A intensidade que imprimem às personagens que interpretam, a dinâmica estabelecida entre personagens, os constantes jogos de espelhos de Hannibal Lecter e o estado e instabilidade mental de Will Graham elevam “Hannibal” a um patamar de excelência.

As interpretações de Hugh Dancy e Mads Mikkelsen confirmam a enorme capacidade de representação destes atores em papéis de elevada complexidade. (Ruben Pires)

 

#9 – Penny Dreadful (ex-aequo)

penny dreadful

Em 2014, a Showtime premiou o mundo com uma adaptação contemporânea de uma “Penny Dreadful” – uma série de histórias de ficção escabrosa típica do século XIX e uma alternativa económica aos livros de Charles Dickens. A série criada por John Logan entrelaça as origens de algumas das personagens e figuras mais famosas da literatura fantástica. “Penny Dreadful” junta as obras de Bram Stoker, Mary Shelly e Oscar Wilde e une-as numa narrativa única, com detalhes minuciosos e impecáveis que dependem muito do extraordinário guarda-roupa (da autoria de Gabriella Pescucci), dos cenários fabulosos e do incrível elenco.

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“Penny Dreadful” é elegante e dotada de um senso de humor maliciosamente aprazível. É uma adaptação gótica contemporânea e é claramente fruto das sensibilidades cinematográficas de um veterano habituado a escrever para Cinema. (Sofia Santos)

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#8 – Vikings

vikings

Vikings” é a primeira série dramática feita pelo Canal História, um dos grandes gigantes da televisão que, até há pouco tempo, se dedicava exclusivamente a criar documentários. Felizmente os responsáveis pelo canal decidiram aventurar-se no mundo do drama e o resultado simplesmente não poderia ser melhor.

Na sua segunda temporada “Vikings” basicamente fez tudo bem. Os atores são ótimos e conseguem dar vida às personagens que interpretam de forma natural e realista, os valores de produção são tão bons como os de qualquer filme, os cenários são extremamente bem feitos, as batalhas são sangrentas e brutais e a banda sonora consegue elevar ainda mais o material que adorna, conferindo-lhe uma atmosfera épica e etérea.

Outro fator a favor desta série é o respeito pela veracidade histórica, atingindo um ótimo equilíbrio entre entretenimento e informação. “Vikings” consegue estar à altura dos mitos e lendas que lhe servem como base, o que não é dizer pouco.  (Bruno Vargas)

 

#7 – Gotham

gotham

Gotham mostra-nos a origem de algumas das personagens mais icónicas do universo do Batman, até mesmo de toda a nona arte. Com um look um bocado gótico e uma série de enredos cativantes e imersivos nas personagens, esta série conquistou o 7º lugar da nossa lista. (Rodrigo Marques)

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#6 – Agents of S.H.I.E.L.D.

agents of shield

Para a segunda temporada de “Agents Of S.H.I.E.L.D.” os produtores prometeram o que faltou na primeira: mais Marvel. E não desiludiram. A segunda temporada arrancou ao ritmo em que terminou a temporada, com uma “story arc” bem definida, claramente pensada a longo prazo, e o final da primeira parte desta segunda temporada deixou bem claro que a “story arc” da série terá grande importância em pelo menos um dos filmes anunciados para a fase 3 do MCU.

Para a segunda parte da temporada fala-se na possível aparição de Hawkeye (Jeremy Renner), Nick Fury (Samuel L. Jackson) e a adição de Mockingbird (Adrianne Palicki). Será?… (Vitor Simão)

 

#5 – Arrow

arrow

“Arrow” elevou a sua fasquia num ano em que se destacou Deathstroke (Manu Bennet), um adversário à altura do Green Arrow televisivo, e a transformação em herói do Oliver Queen de Stephen Amell, mudança acompanhada por performances sólidas do ator, claramente muito feliz e confortável com um arco na mão.

Já as incorporações de Roy Harper (Colton Haynes) e Canary (Caity Lotz) à ‘equipa Arrow’ deram um ambiente “familiar” à série e, ao lado de Felicity Smoak (Emily Bett Rickards), trouxeram um tom de divertimento por vezes ausente nas primeiras temporadas. Um dos elementos mais notáveis em “Arrow” foi como a série tem vindo a expandir o universo DC, e só este ano tivemos Flash ou Ray Palmer (Atom), um episódio dedicado à Suicide Squad, e ainda vilões de renome como Ra’s Al Ghul e a sua League of Assassins. (Miguel Conceição)

 

#4 – Sherlock

sherlock

Quantos episódios são necessários para fazer uma temporada perfeita? Quando se junta a escrita superior de Steven Moffat e Mark Gatiss com o talento e química de Benedict Cumberbatch e Martin Freeman e uma pitada do carisma de Amanda Abbington são apenas três (e, diz-se, capazes de trazer os mortos de volta à vida)! (Erica Franco)

 

#3 – The Walking Dead

the walking dead

“The Waking Dead” não anda mesmo morto e, prova disso mesmo, é a renovação da série apocalítica da “AMC” para mais uma quinta jornada de “zombiaria”. E se a fórmula carnívora e sanguinária de uma “zombieland” sobrelotada poderia conduzir a algum desgaste da mecânica (come e foge), Rick e companhia continuam a reinventar as dinâmicas humanas de sobrevivência intergrupal. O canibalismo até pode ser a nova moda entre os vivos, e algumas consciências até podem ter abandonado o barco temporariamente. Mas é este espírito de união fraternal e a noção do quão frágil é condição humana, que continuam a amolecer os nossos corações forçados ao sentimentalismo.

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“The Walking Dead” é uma caminhada familiar pelas trevas imprópria para cardíacos, com a promessa de inspirar o comum dos mortais a lutar por um mundo mais digno e justo. (Miguel Simão)

 

#2 – True Detective

true detective

Seria impossível elogiar o que foi feito em televisão este ano sem destacar a série da HBO que marcou tantas pessoas. Em vários momentos da sua curtíssima primeira temporada, o thriller policial brilhantemente protagonizado por Matthew McConaughey e Woody Harrelson, roçou a perfeição.

A trama foi envolvente, o roteiro de qualidade fabulosa, os diálogos instigantes e o final soberbo. O trabalho de realização de Cary Fukunaga ultrapassou as barreiras do expectável em televisão, criando uma experiência inesquecível para todos aqueles que precisavam de preencher o vazio deixado por “Breaking Bad”. Certo é que o espectro de Rust Cohle irá “assombrar” a cultura pop por muito tempo! (Catarina Porfírio)

 

#1 – Game of Thrones

game of thrones

Habituada a bater recordes – série de televisão mais vendida na iTunes Store, programa mais pirateado pelo terceiro ano consecutivo e, claro, grande vencedora da Copa Séries MHD – Game of Thrones” conseguiu subir ainda mais a fasquia depois do memorável final da terceira temporada. A morte de Joffrey, o discurso de Tyrion Lannister, o “esmagador” confronto entre Oberyn Martell e a Montanha são alguns dos melhores momentos de TV de 2014, que valem a esta série o lugar no “trono” do nosso TOP. (Erica Franco)

 

Menções Honrosas

O Top Melhores Séries 2014 reflete as opiniões pessoais da jovem equipa da Magazine.HD. No entanto, não queremos deixar passar em branco algumas das outras séries igualmente apoiadas pelos votantes mas que, por insuficiência de pontos, não integraram a lista oficial de dez. São elas: “House of Cards”, “The Affair”, “Downton Abbey”, “Masters of Sex”, “How to Get Away with Murder”, “Orphan Black”, “Bates Motel” e “American Horror Story”.

Não poderíamos também deixar de mencionar o incrível “Breaking Bad” que embora tenha terminado nos EUA em 2013, a última temporada estreou em 2014 em Portugal.

 

Breaking Bad

breaking bad

Foi a 20 de Janeiro de 2008 que Walter White (Bryan Cranston) e Jesse Pinkman (Aaron Paul) foram apresentados ao Mundo. Ao longo de 5 temporadas com 62 episódios assistimos às aventuras e adversidades destas personagens que transformaram a tabela periódica dos elementos químicos num sucesso à escala mundial.

Aclamada unanimemente pela crítica e vencedora de Emmy’s, Screen Actors Guild, Golden Globes e Satellite Awards, a série Breaking Bad – realizada e produzida por Vince Gilligan – contou a história de um homem fracassado que depois de diagnosticado com um cancro no pulmão resolve garantir monetariamente o futuro da sua família produzindo metanfetaminas com um problemático ex-aluno, que além de as cozinhar, gostava de as provar.

Tudo na vida de Walter e Jesse podia ter sido perfeito se não vivessem rodeados de viciados em drogas, gangs, carteis, polícia e de uma lista infindável de mortes. Mas nós espectadores, adorámos que assim fosse. Ao longo dos vários episódios, rimos e chorámos. Veneramos e odiamos personagens. Vibramos com o sucesso dos seus negócios, temíamos quando as coisas corriam mal. Sonhávamos com futuros felizes para White e Pinkman, sempre conscientes de que o fim iria acontecer.

Por ser uma das séries mais bem escritas da História da Televisão contemporânea e por ser a série detentora de uma entrada no Livro do Guinness World Records – com a maior audiência de todos os tempos – “Breaking Bad” merece, inevitavelmente, uma menção honrosa neste Top da Magazine HD. (Sofia Santos)

 

Catarina Porfírio

Licenciada em Ciências da Comunicação | Apaixonada por séries, devoradora de livros e de grande parte de cultura pop. Tem a escrita como terapia e um ódiozinho de estimação a quem dá calinadas no Português. De vez em quando pode ser encontrada no Twitter @Cuquinha89

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2 thoughts on “Top MHD | As Melhores Séries 2014

  • Esqueceram-se do “The Leftovers”?! O quê?! Uma das melhores séries dos últimos anos… E não concordo com o “Fargo” em décimo lugar, nem com o “Penny Dreadful” e o “Hannibal” em nono (deviam estar no topo)… Também não concordo com as vossas escolhas para os lugares #7, #6 e #5 (aliás, nem deviam estar nesta lista…). Não vos estou a condenar, estou-vos só a dar a minha opinião…

    Continuem com o bom trabalho! 🙂

  • Olá David,

    Agradecemos o teu comentário.
    Tal como referimos no artigo, este TOP foi feito com base numa votação de 12 membros da MHD e reflete as suas escolhas e preferências individuais. Como tal, e como em tudo, é subjetivo.
    Se para ti e para alguns membros da MHD The Leftovers está no topo das preferências, para a maioria dos votantes não. O sistema de pontos foi imperativo e, como tal, respeitámos a opinião da maioria. Mas a lista não é feita de verdades absolutas e estamos sempre abertos a sugestões. Valorizamos bastante as opiniões dos nossos leitores e entusiasma-nos a possibilidade de debater ideias.

    Obrigada.

    Cumprimentos,
    Catarina Porfírio

    H

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