"Sacanas Sem Lei" | © Universal Pictures

TOP Quentin Tarantino | 3. Sacanas Sem Lei

O nosso terceiro lugar fica reservado a “Sacanas Sem Lei”, ou “Inglourious Basterds”, uma produção de Tarantino lançada em 2009 e na qual pratica alguma da sua mais ousada subversão histórica.

 

                   

 

Estamos numa frança ocupada pelos Nazis, e Shosanna (Mélanie Laurent) é uma jovem judia que vê a sua família ser massacrada pelo Coronel Hans Landa (Christoph Waltz). Durante anos, Shosanna planeia a sua vingança, até ao momento em que conhece um herói de guerra alemão que organiza uma antestreia repleta de nazis no teatro onde a jovem trabalha. Este evento atrai a atenção de uma guerrilha judia-americana liderada por Aldo Raine (Brad Pitt). Os “inglórios” que colecionam escalpes do inimigo – neste caso, e numa inversão de papéis, os Nazis. Parte do seu plano “modesto” implica a destruição do Terceiro Reich e de Hitler. Para atingir tal objetivo, contam com a ajuda de uma atriz alemã, e também agente secreta – Bridget Von Hammersmark – aqui interpretada por Diane Kruger.

Os planos dos soldados de Hitler encontram-se com os de Shosanna e do grupo liderado por Raine, e chegamos a um evento inesquecível que promete “alterar a História” para sempre. Pelo menos a História que aqui se narra.

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© Universal Pictures

“Sacanas Sem Lei” marca pelo seu sentimento de autenticidade, e pela ironia mordaz transportada por cada cena.  São muitos os longos diálogos que se sucedem, marca notória da obra de Tarantino nos últimos anos. O ritmo é vagaroso, mas estas longas trocas de ideias nunca falham no que diz respeito ao remate final.

São diversas as línguas que gerem este ambiente europeu, com uma esmagadora maioria de atores locais, o que faz com que esta venha divergir da maioria das produções americanas de guerra filmadas em solo europeu, ou que pretende fazer as vezes de europeu. Aliás, o filme é falado cerca de 30% em inglês e o restante maioritariamente em francês ou alemão, algo raro para uma produção de Holllywood.

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Um êxito em todas as frentes, “Sacanas Sem Lei” foi o filme mais bem-sucedido de Tarantino na bilheteira desde “Pulp Fiction”, em 1994. Foi também a sua primeira obra a obter um Óscar no campo da representação – uma estatueta foi entregue a Waltz pela sua interpretação. Recorde-se também que o mesmo ator voltou a vencer por “Django Libertado”, em 2012, reforçando uma colaboração imprescindível, que elevou o ator alemão à categoria de estrela de Hollywood. E que merecido destaque!

Nos Óscares, o filme foi ainda nomeado a Filme do Ano, Realizador, Argumento Original, Fotografia, Edição e em ambas as categorias de som, reforçando um casamento perfeito entre apreciação do público e da esfera crítica. Politicamente incorreto em termos gritantes, nunca pede desculpa nem tenta poupar suscetibilidades, tornando-se assim uma das obras mais sonantes de uma carreira incomparável.

 

                   

 

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Maggie Silva

Mestre em Ciências da Comunicação na vertente de Cinema e Televisão pela FCSH-UNL. Dependente de cultura pop e cinema indie. Campeã suprema do binge watch, sempre disposta a partilhar dois dedos de conversa sobre o último fenómeno a atacar o pequeno ou grande ecrã.

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