8 Coisas que (possivelmente) Não Sabias sobre os Power Rangers

20 anos depois, os Power Rangers regressam ao grande ecrã para um reboot que promete reenquadrar a saga para a audiência do séc. XXI.

Em antecipação do seu aguardado retorno, recordamos alguns factos curiosos sobre o fenómeno da cultura pop dos anos 90.

 

1. A inspiração descarada

Ok, este facto não é assim tão desconhecido, mas é absolutamente incontornável. De facto, há tantas ideias e séries em exibição em atualidade que é difícil aferir o quão possível é destacar um conceito verdadeiramente original, e nesse aspeto, os Power Rangers são definitivamente MUITO inspirados em material pré-existente. Neste caso, a saga foi adaptada de um conjunto de séries japonesa da Super Sentai. Dedicadas ao público infanto-juvenil, estas séries também são conhecidas pela utilização de artes marciais, efeitos visuais, indumentárias coloridas, armas de assinatura, “monstros da semana” e robôs gigantes. Praticamente uma cópia decalcada.

 

2. O favorito

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Tal como o/a primeiro/a namorado/a que se torna tão especial, o mesmo acontece com muitas sagas de entretenimento, razão pela qual não é totalmente surpreendente que a saga que deu origem ao fenómeno Power Rangers – Mighty Morphin Power Rangers – tenha sido votada a mais querida pelos fãs, numa sondagem levada a cabo pela ABC Family.

 

3. Banidos por Violência Extrema

Levando em conta o contexto atual e imensamente gráfico do retrato da violência em Cinema e Televisão, parece absurdo pensar que a violência retratada na saga original de Power Rangers pudesse, sequer, ser considerada violenta – perdoem-nos o pleonasmo. No entanto, a verdade é que a saga acabou mesmo por ser alvo de bastantes proibições e cortes (ex: Canadá), sendo mesmo banida em alguns países pela violência representada (ex: Nova Zelândia) ou até pela semelhança que o título (Mighty MORPHIN Power Rangers) tinha com a palavra morfina, podendo encorajar os jovens a consumir drogas (Malásia).

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4. Ação encomendada do Japão

Durante pelo menos toda a primeira série de Power Rangers, todas as cenas de ação com fatos eram encomendadas e filmadas no Japão para depois serem exibidas na série americana. Este facto, explica, por exemplo, o facto de nesta série a Ranger Amarela não ter saia, ao contrário da Ranger Cor-de-Rosa que também é interpretada por uma mulher. Isto aconteceu porque nos primeiros rascunhos da série o personagem é masculino, e quando foi mudado para uma Mulher já não havia possibilidade de refilmar as suas cenas.

 

5. O Ranger favorito que não era suposto durar

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Como é natural, numa série tão longa como os Power Rangers, é apenas natural que alguns Rangers tenham durado mais tempo do que outros e que haja alguns favoritos absolutos. No caso dos Power Rangers, facilmente distinguimos um grande favorito: o Power Ranger Verde original conhecido por Tommy Oliver, porque não só tinha um fato atualizado e distinto mas também armas e poderes especiais que o diferenciavam dos restantes. Inicialmente escalado para aparecer apenas em alguns episódios, o Power Ranger Verde acabou por ir ficando devido à paixão assolapada dos fãs. Jason David Frank foi o ator original a interpretar este papel e ele próprio tornou-se lendário no cânone dos Power Rangers, quebrando diversos recordes. Além de interpretar o Ranger Verde na saga original, Frank foi ainda o Ranger Branco original, o Ranger Branco Ninja, o Zeo Vermelho, o Ranger Vermelho Turbo e ainda o Ranger Preto Dino! Frank apareceu em mais de 230 episódios ao longo da sua carreira, tornando-se o ator mais veterano da saga na sua história.

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6. “Third time’s a charm”

Este é o terceiro filme dos Power Rangers a chegar ao grande ecrã – e o primeiro em 20 anos! – depois de Power Rangers: O Filme (1995) & Turbo: A Power Rangers Movie (1997). No entanto, vale a pena recordar que o novo filme é um reboot da saga, não estando de qualquer forma ligado aos dois filmes anteriores.

 

7. Socialmente consciente

Ainda não sabemos até que ponto o novo Power Rangers vai apelar às audiências do séc. XXI – as que acompanharam a saga original com entusiasmo durante os anos 90, e as que agora a conhecem pela primeira vez – mas a verdade é que o reboot da saga juvenil já está a fazer história na indústria cinematográfica – ainda por cima, pela positiva! Power Rangers conta com o primeiro super-herói LGBT retratado pela sétima arte (Trini, a Ranger Amarela) e o primeiro super-herói autista (Billy, o Ranger Azul). Estes “realismos” incluídos no filme pretendem reenquadrá-lo para uma população diversa e, quem sabe até, prestar uma sentida homenagem aos esforços de David Yost, o Ranger Azul na saga original que sofreu de comentários e tratamento homofóbico no set da série aquando das gravações da segunda série, Power Rangers Zeo (1996), na sequência da sua assumida homossexualidade.

 

8. Um repetente muito ilustre

O novo Power Rangers não marca exatamente a estreia de Bryan Cranston no franchise, ao interpretar Zordon. O ator de Breaking Bad deu voz aos monstros Twin Man e Snizzard na série original Mighty Morphin Power Rangers de 1993, e teve o Ranger Azul, Billy Cranston, designado em sua honra.

 

Catarina Oliveira

Licenciada em Ciências da Comunicação e com formação complementar em Design Gráfico, além de editora e diretora criativa da MHD é também uma das sócias fundadoras da mais recente face da empresa. Colaboradora de Cinema na Vogue Portugal. Gestora de conteúdo na Lava Surf Culture e NOS Empresas - Criar uma Empresa. Autora do blog de Cinema Close-Up.

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