Os Melhores Filmes de 2013 by MHD | Parte I

Estamos na iminência de dizer adeus a 2013 e a dar as boas vindas a 2014. E, como sempre, fazemos o balanço cinematográfico do ano elegendo aqueles que são, na opinião de doze membros da Magazine.HD os melhores filmes que estrearam em Portugal, em circuito comercial, em 2013.

Os membros votantes da Magazine.HD, após uma pré-seleção de 20 títulos, ordenaram os dez filmes favoritos de cada um, sendo atribuídas classificações progressivas aos dez filmes escolhidos e ordenados. A lista abaixo apresentada traduz o somatório de todas as pontuações atribuídas.

 

#10 – Django Libertado / Django Unchained

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«Apesar de todas as homenagens cinematográficas e referências históricas, “Django Libertado” é, no seu esqueleto narrativo, uma simples e inquebrável história de amor. Porque é, na sua essência, a jornada de um Siegfried Negro, pela libertação da sua Broomhilda. (…) “Django Libertado” transpira a Tarantino (que parece cada vez mais assumir um género particular no cinema contemporâneo). Não precisamos de falar da violência, do sangue ou dos diálogos e citações memoráveis. Isto é Tarantino e não precisa de ser explicado. Nós já sabemos.» Leia a crítica completa aqui. (39 pontos)

#9 – Raptadas / Prisoners

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Há qualquer coisa de David Fincher na nova obra de Denis Villeneuve. Em cada canto sente-se a tensão sufocante de “Se7ven” e o ritmo narrativo (e porque não, também a sublime prestação de Jake Gyllenhaal) nos trazem à memória “Zodiac”. Muitas mais referências cinematográficas poderíamos descrever, mas nenhuma se equipara àquela que se vê no fim (talvez a melhor conclusão para um filme de 2013), onde um apito parece ser um totem (o pião giratório no fim da obra de Christopher Nolan) oriundo de “Inception”: sabemos a verdade inequívoca, mas a dúvida é um sentimento que permanece. “Raptadas” ganha tanto com as suas interpretações e com a sua cuidada realização como ganha nas referências que habilmente utiliza. E é por isso que é um dos grandes thrillers dos últimos anos. (41 pontos)

#8 – A Vida de Adèle – Capítulos 1 e 2 / La Vie d’Adèle – Chapitres 1 et 2

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«Quando chegamos, batidos e devastados, à última mas esperançosa passagem de “A Vida de Adèle”, damo-nos conta que Kechiche desenhou um autêntico mapa da alma humana, e tudo fica bastante claro. Deixamos o Cinema com um nó na garganta, e partimos de novo como adolescentes enfeitiçados pelo primeiro amor, mesmo que esmagados pela crueza da realidade. A nível pessoal, e desde que o ar frio daquela noite de novembro chocou o meu corpo quente e amedrontado, depois de três horas de reflexão pessoal e humana, nunca mais deixei de ver Adèle. Todos os dias, em todo o lado.» Leia a crítica completa aqui. (44 pontos)

#7 – A Caça / Jagten

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Mads Mikkelsen é um dos nomes mais sonantes do Cinema dos dias de hoje e tem no fabuloso filme de Thomas Vinterberg a oportunidade de colocar o seu imenso talento em prática. “A Caça” é uma obra profundamente moderna que joga com aquilo que somos e aquilo que nos podemos tornar se a verdade não for bem entendida. Um intenso drama sobre a influência das informações distorcidas na forma como a sociedade avalia o caráter do ser humano. É como se a vida fosse um Big Brother onde a opinião do público, apesar de aparentemente irrelevante e errada, pode destruir a nossa participação.  (50 pontos)

#6 – The Hunger Games: Em Chamas / The Hunger Games: Catching Fire

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«O que torna “The Hunger Games” num fenómeno particularmente especial é que pode ser o que o espectador quiser – um épico de ação, um romance trágico, um thriller político ou uma reflexão social metafórica. Somos convidados a mergulhar num mar de metáforas se assim o desejarmos, ou apenas apreciar uma sólida peça de ação e entretenimento básicos.» Leia a crítica completa aqui. (62 pontos)

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