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15 Coisas que não sabias sobre Regresso ao Futuro

Passam 30 anos desde a estreia de Regresso ao Futuro, a desculpa perfeita para revisitar alguns dos factos mais curiosos sobre a trilogia.

Mas esta não é a única razão especial para nos lembrarmos do clássico futurista tripartido de Robert Zemeckis, afinal estamos muito próximos do histórico 21 de outubro de 2015: a data que Marty, Doc e Jennifer visitam no futuro de Regresso ao Futuro II.

1. E SE…?

regresso ao futuro

O coargumentista e produtor Bob Gale estava a visitar os pais no Missouri quando se cruzou com o Livro de Curso do Secundário do pai. Ao folheá-lo, descobriu que o pai tinha sido delegado de turma estando, tal como ele mesmo, profundamente envolvido com a gestão da vida escolar. Este facto fê-lo pensar “se tivesse estado na escola com o meu pai, teríamos sido amigos?”. Acreditando que esta ideia podia fazer nascer um filme, Gale apresentou-a ao amigo Robert Zemeckis e juntos começaram a trabalhar no argumento em setembro de 1980.




2. REJEITADO À NASCENÇA

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De acordo com o argumentista Bob Gale, em 1981 a Columbia Pictures rejeitou o filme porque apesar de ter como base uma boa ideia não era “suficientemente sexual”, sugerindo que Zemeckis e Gale o levassem à Disney. Depois de mais quatro rejeições de estúdios diferentes, os dois amigos resolveram então tentar a sorte na Disney que lhes disse que “uma mãe a apaixonar-se pelo filho não é um tema apropriado para um filme familiar sob a alçada da Disney”. Eventualmente, o projeto levantou voo na Universal.




3. SPACEMAN FROM PLUTO

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De um modo geral, a Universal adorou o título “Back to the Future” proposto por Zemeckis e a sua equipa, à exceção do responsável do estúdio, Sid Sheinberg. Num memo ao realizador, Sheinberg insistiu que ninguém veria um filme que contivesse a palavra “futuro” no título, sugerindo que este fosse alterado para “Spaceman fom Pluto” – a propósito da B.D. que aparece no filme. No entanto, o produtor executivo Steven Spielberg respondeu-lhe: “Caro Sid, muito obrigada pelo teu memo tão divertido. Rimo-nos todos imenso com ele”. Demasiado orgulhoso para admitir que estava a falar a sério, Sheinberg concedeu que se mantivesse o título original proposto.




4. A LENDA DO DELOREAN

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Em versões rascunhadas do argumento, a máquina do tempo de Doc passou por outros objetos, incluindo um frigorífico. Eventualmente, Zemeckis e Gale decidiram utilizar um DeLorean porque tinha um aspeto estranho, futurista, que quase se assemelhava a uma nave espacial. John DeLorean, criador da marca que só produziu 9000 unidades antes de acabar em 1982, tornou-se um enorme fã do filme escrevendo uma carta onde dizia: “Obrigado por manterem o meu sonho vivo. Provavelmente metade das pessoas que têm DeLoreans têm-nos porque viram Regresso ao Futuro”.

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5. VELOCIDADE MÁGICA

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A internet está cheia de teorias que tentam a explicar a razão de o DeLorean de Doc ter de atingir a velocidade mágica de 88 milhas/hora (sensivelmente 142 km/h) – algumas delas particularmente imaginativas e engenhosas. No entanto, a justificação é bem simples: os designers de produção achavam que condizia bem com o velocímetro digital e que era um número fácil de o público recordar.




6. QUASE, QUASE UM MCFLY DIFERENTE…

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Vários atores famosos participaram na corrida para interpretar o papel do herói Marty McFly, mas Michael J. Fox foi sempre a primeira escolha. No entanto, e em virtude dos conflitos de agenda com as gravações de “Family Ties”, teve de recusar o trabalho. Eric Stoltz foi posteriormente escolhido e chegou mesmo a filmar com a equipa durante seis semanas… mas Robert Zemeckis sentia que a potencialidade cómica do filme não estava a ser atingida. Apesar de ter custado ao estúdio milhões de dólares e de se terem perdido semanas de trabalho, a Universal concordou em reatar o filme com Fox, que tentou conciliar a produção com o trabalho na série.




7. EINSTEN PODIA TER SIDO UM… CHIMPANZÉ

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No argumento original, Zemeckis e Gale deram a Doc Brown um companheiro primata chamado Shemp. Sheinberg, da Universal, odiou a ideia, defendendo mesmo que filmes com chimpanzés nunca faziam dinheiro.




8. UM FINAL MUITO DIFERENTE

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Inicialmente, era suposto o filme ter lugar no Nevada com os 1.21 gigawatts a serem conseguidos num local de testes nucleares. No entanto, por constrangimentos de orçamento, Zemeckis e Gale tiveram de investir noutra ideia, economizar na escrita e manter os acontecimentos em Hill Valley.




9. SEQUELAS FORA DO OBJETIVO INICIAL

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“O carro voador no final do primeiro filme foi só uma piada, algo para acabar em grande”, relembra Zemeckis, e nada mais era que isso. Mas depois o filme tornou-se um fenómeno e um sucesso de bilheteiras. Posto isto o estúdio colocou uma decisão difícil à sua frente “vamos fazer uma sequela, queres fazer parte ou não? Nesse momento sentimos que tínhamos de proteger o nosso trabalho”.

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10. GEORGE MCFLY DEU PROBLEMAS

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Crispin Glover não regressou para interpretar George McFly no segundo e terceiro filmes porque pediu demasiado dinheiro e acabou por ser largamente excluído das histórias. No entanto, nas cenas que se mantiveram, particularmente no futuro da Parte II, foi interpretado por Geoffrey Weissman. No entanto, foram também usadas imagens do primeiro filme e Glover moveu posteriormente um processo pela utilização da sua imagem sem autorização. O caso foi fechado em tribunal sendo atribuída a Glover uma indemnização de 765.000 dólares – posteriormente, e a propósito desta situação, a Screen Actors Guild introduziu novas regras relativas ao uso ilícito da imagem dos atores.




11. TÉNIS DO FUTURO

de volta ao futuro
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Os ténis Nike que Marty utiliza no futuro foram produzidos para venda em 2008.




12. PREVISÕES ACERTADAS

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Apesar de a representação do futuro de Regresso ao Futuro II ter um intuito cómico, várias previsões revelaram-se acertadas: televisões de ecrã plano, software de conversação em vídeo, tecnologia multicanais, a ubiquidade das câmaras e a recorrência desenfreada de operações plásticas.




13. GOOD OL’FAVOURITE

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A ideia da Parte III surgiu durante as gravações do primeiro filme, quando Michael J. Fox perguntou a Robert Zemeckis qual o período no tempo que mais gostaria de visitar.




14. CORRERIA INSANA

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A filmagem e produção das duas sequelas deu-se simultaneamente, durante 11 meses. A parte mais complicada surgiu quando se montava a Parte II e se filmava a parte III, e Zemeckis foi quase omnipresente neste feito durante três semanas. Enquanto filmava as sequências do comboio em Sonora, Bob Gale supervisionava as edições e montagens finais da Parte II. Quando as filmagens terminavam, Zemeckis apanhava um avião privado até Burbank onde se encontrava com Gale e a equipa e revia as fitas e fazia alterações quando necessário. Depois de passar a noite no hotel da Universal, deslocava-se até ao aeroporto de Burbank e voava de novo para o set no norte da Califórnia, para retomar as filmagens.




15. PARTE IV FORA DE QUESTÃO

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Pelo menos, enquanto Zemeckis tiver algo a dizer na questão. “Não há nenhum Regresso ao Futuro IV e não deve existir um Regresso ao Futuro IV. Não acho que deva existir uma quarta sequela para o que quer que seja. Três é um número dramático. É uma estrutura em três atos.  Quanto é um número par, equilibrado. Quatro é aborrecido.”

Qual o teu facto favorito de “Regresso ao Futuro”?

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