Elenco de Mamma Mia! Here We Go Again

15 musicais bem ao estilo de Mamma Mia!

Se queres prolongar o efeito “Mamma Mia!” podes assistir a outros musicais dentro do mesmo género: os jukebox musicals. 

Existem filmes sobre música, que a utilizam como parte de toda a trama, repercutindo-a na atmosfera envolvente das personagens (ver “A Propósito de Llewyn Davis” [2013] como exemplo). Também existem filmes musicados, os conhecidos musicais, alguns adaptados de espectáculos da Broadway (como “Hairspray” [2008]) e outros completamente originais (como o caso recente de “La La Land: Melodia de Amor” [2016]).

Até aqui tudo bem: consideram-se dois géneros, ou subgéneros, muito particulares ao cinema americano. O primeiro chamado “music movie”, em que a música é elemento crucial no seguimento da trama, não sendo utilizada nos diálogos entre as personagens como efectivamente já acontece no musical. Mas além destes (sub)géneros, tantas vezes interligados pela imensidade de sensações que despertam nos espectadores – e por nos colocar a cantarolar no final da projecção-, existe ainda outra categoria por poucas vezes tida em conta. Os “jukebox musicals” são confundidos com o “music movie” e o musical, apesar de se distinguirem de ambos.

A SEQUELA DE MAMMA MIA! É O MAIS RECENTE JUKEBOX MUSICAL A CHEGAR ÀS SALAS

Alexa Davies, Jessica Keenan Wynn e Lily James em “Mamma Mia! Here We Go Again” (2018)

Na verdade, os “jukebox musicals” podem ser definidos como filmes musicais que até podem ser originais no seu enredo e nas suas personagens, mas que dispõem de músicas previamente lançadas, e quase sempre inerentes a uma memória popular. O recente aumento de popularidade desta fórmula cinematográfica é resultado, nem mais nem menos, da transposição do universo musical dos ABBA para o cinema. É neste (sub)género, portanto, que se inscreve “Mamma Mia!” (Phyllipa Llyod, 2008) protagonizado por Meryl Streep e Amanda Seyfried. O mesmo acontece com a a sua sequela “Mamma Mia! Here We Go Again” (Ol Parker, 2018) estreada agora entre nós, e desta vez com Lily James e Amanda Seyfried nos principais papéis. Mas nem “Mamma Mia!” nem “Mamma Mia! Here We Go Again” são casos fechados. A indústria cinematográfica de Hollywood cedo se apercebeu que só teria a lucrar se apostasse em filmes que repescassem músicas conhecidas do público, de um qualquer artista ou grupo musical.

Pela importância que algumas canções têm na tua vida decidimos reunir alguns dos grandes “jukebox musicals” feitos na história do cinema, entre os quais uma minoria que talvez não associarias a essa categoria. Desde o cinema clássico, passando pelo cinema independente dos anos 80/90 e, inesperadamente, num piscar de olhos ao cinema de animação, qualquer um dos “jukebox musical” que te recomendamos mostra como, através da música, o cinema consegue ser não só maior como também melhor do que a vida! E como diz Ruby Sheridan a personagem de Cher em “Mamma Mia! Here We Go Again”: “Let’s get the party started”!




1. “Mamma Mia” (2008)

filmes na tv
Meryl Streep

Começamos precisamente com “Mamma Mia! The Movie” (Phyllipa Llyod, 2008). Neste filme uma jovem noiva quer encontrar o seu verdadeiro pai, antes do grande dia. Mas o problema é que não tem a certeza de quem ele seja. Apenas sabe, após ter lido em segredo os antigos diários da mãe, que o pai pode ser um dos três amores do passado. Mesmo sabendo que a mãe não vai concordar, decide, em segredo, convidá-los a todos para o casamento. Com uma história que busca influências diretas a “Boa noite, Sra. Campbell” (Melvin Frank, 1968), “Mamma Mia” foi um êxito de bilheteira absoluto em Portugal (tendo sido o filme mais visto em salas em 2008) e rendeu cerca de 615 milhões de dólares em todo o mundo. A banda-sonora foi nomeada para o Grammy Award de Melhor Compilação Musical num Álbum para Cinema, Televisão ou Outro Media. Inclui algumas das músicas mais conhecidas dos ABBA como “Mamma Mia”, “Dancing Queen”, “I Have a Dream”, “Chiquitita” e “Lay All Your Love On Me”. As melhores interpretações musicais estão a cargo de Meryl Streep, Amanda Seyfried, Christine Baranski, Dominic Cooper e Julie Walters. Curiosamente, e apesar dos rumores imediatos à estreia relativos à possibilidade de uma sequela, só no ano passado é que a mesma foi anunciada, em muito devido a Meryl Streep recusar-se a participar numa continuação. “Mamma Mia! Here We Go Again” traz de volta o elenco do filme original e adiciona um conjunto de jovens talentos como Lily James, Jeremy Irvine, Jessica Keenan Wynn, Alexa Davies, Josh Dylan e Hugh Skinner. Cher e Andy García são os nomes de peso presentes. Uma homenagem inconfundível a uma das maiores bandas de todos os tempos e o filme perfeito para começar esta lista!




2. “A Idade do Rock” (2012)

Mamma Mia
Tom Cruise em “A Idade do Rock”

O segundo filme desta lista ganhou sucesso por colocar inesperadamente uma das maiores estrelas do cinema mundial a cantar: nada mais nada menos do que Tom Cruise (sim, o Ethan Hunt de “Missão: Impossível”). Durante a produção do filme o ator teve aulas de canto e aprendeu a fortalecer a sua voz. Em “Rock of Ages” (Adam Shankman, 2012) Tom Cruise canta “Paradise City” dos Guns N’Roses, e “Wanted Dead or Alive”, de Bon Jovi! A história  dispõe de todos os elementos de um certo tipo de musical lamechas, uma vez que segue uma rapariga de uma vila e um rapaz da cidade, que se encontram no Sunset Strip em Hollywood, onde procuram realizar os seus sonhos. O romance “rock n’roll” é contado através dos hits de Def Leppard, Joan Jett, Journey, Foreigner, Bon Jovi, Night Ranger, REO Speedwagon, Pat Benatar, Twisted Sister, Poison, Whitesnake, entre outros. Julianne Hough e Diego Boneta, este no seu filme de estreia, são os protagonistas desta história. Contam-se ainda as participações de Russell Brand, Paul Giamatti, Catherine Zeta-Jones, Malin Akerman, a rainha do R&B Mary J. Blige, Bryan Cranston e Alec Baldwin.




3. “Happy Feet” (2006)

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Happy Feet

Quando Mumble, um pinguim recém-nascido, descobre que não sabe cantar, todos ao seu redor ficam preocupados. Mas Mumble, rapidamente descobre ter outro talento: dança sapateado como ninguém. Rejeitado pela comunidade, Mumble inicia uma viagem em que descobre a amizade de um grupo meio louco de pequenos pinguins-de-adélia e a razão da escassez de peixe no oceano, que ameaça a sobrevivência da vida na Antártida. Ao ritmo do sapateado de Mumble e nas vozes dos talentosos Hugh Jackman e Nicole Kidman ouvem-se canções de Stevie Wonder, Paul McCartney, Freddie Mercury, entre outros. De deixar todos boquiabertos é a atuação de “My Way” por Robin Williams, a música de Frank Sinatra que é aqui cantada em espanhol. O sucesso de “Happy Feet” repercutiu-se nos prémios da Academia, ao vencer o Óscar de Melhor Filme de Animação, provando que o “jukebox musical” pode dar igualmente frutos na temporada de prémios. A realização está a cargo de George Miller, o mesmo cineasta de Mad Max, que também assinou a sequela “Happy Feet 2” estreada em 2011, mas que não teve mesma repercussão junto do público nem da crítica.




4. “A Prairie Home Companion” (2006)

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Meryl Streep e Lindsay Lohan em Prairie Home Companion

Embora não seja diretamente um “jukebox musical”, este filme apresenta êxitos do country norte-americano e conecta-se muito bem a “Mamma Mia!” uma vez que é também protagonizado por Meryl Streep. Robert Altman despediu-se com um filme sobre um programa de variedades de rádio que consegue sobreviver ao aparecimento da televisão. Meryl Streep e Lily Tomlin são as Irmãs Johnson, Yolanda e Rhonda, um duo “country” que resistiu ao circuito das feiras pelo país fora. Já Lindsay Lohan interpreta a filha de Meryl Streep, Lola, que tem a sua grande oportunidade de cantar ao vivo no programa, mas acaba por se esquecer da letra. Kevin Kline é Guy Noir, um detetive privado que já conheceu melhores dias e que agora trabalha como responsável pela segurança, e Woody Harrelson e John C. Reilly são Dusty e Lefty, os Old Trailhands, uma dupla de cowboys cantores. Juntemos Virginia Madsen como um anjo, Tommy Lee Jones como Homem do Machado e Maya Rudolph como a assistente de palco grávida e temos uma história divertida passada numa noite chuvosa de sábado em St. Paul, Minnesota, onde os fãs fazem fila para entrar no Teatro Fitzgerald e ver “A Prairie Home Companion”. Mas o que ninguém sabe é que a rádio WLT, onde passa o famoso programa, foi vendida a um grupo de empresas no Texas e o espectáculo dessa noite será o último. Destaque para algumas músicas como “Mudslide”, “Let Your Light Shine on Me” ou “Summit Avenue Rag” que já existiam previamente ao filme. O argumentista e aqui também ator Garrison Keillor chegou a apresentar na vida real o programa de rádio com o mesmo nome.




5. “Across the Universe” (2007)

Mamma Mia
Jim Sturgess e Evan Rachel Wood

Quinto filme desta lista, “Across the Universe” é uma história de amor e um musical bastante estranho e peculiar ao som dos Beatles, que tem como pano de fundo os turbulentos anos 60, entre os protestos anti-guerra e o rock’n roll, passando de Liverpool para as ruas divididas por motins em Detroit e até para a Guerra do Vietname. Neste panorama, Jude (Jim Sturgess), filho de mãe solteira, decide abandonar Liverpool e seguir para os Estados Unidos onde espera conhecer o pai, um americano que esteve na Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial. Lá conhece Lucy (Evan Rachel Wood), irmã de um amigo. Juntamente com um pequeno grupo de amigos e músicos, associam-se aos movimentos anti-guerra emergentes, liderados por “Dr. Roberts” (Bono) e “Mr. Kite” (Eddie Izzard). O filme tem realização de Julie Taymor e ouvem-se imensas canções dos Beatles como  “I want you (She’s so heavy)”, “Come Together”, “All my Loving”, “Let it be” ou “Lucy in the Sky with Diamonds” , etc. É o filme perfeito para aqueles que querem conhecer as canções do grupo, bem como para os fãs da “beatlemania”. Importa mencionar que os Beatles talvez sejam o grupo musical mais presente em “jukebox musicals”. Destacam-se  filmes como “Yellow Submarine” (1968) e “Help!” (1965), ambos protagonizados pela própria banda britânica, e até “I Wanna Hold Your Hand” (1978), que acompanha alguns fãs que tentam ver a banda na sua primeira viagem aos Estados Unidos.




6. “Não Há Como a Nossa Casa” (1944) 

Judy Garland e Tom Drake
Neste seu terceiro filme, Vincente Minnelli mostrou o porquê de ser tão respeitado em Hollywood, aproveitando-se de tudo o que a indústria cinematográfica lhe tinha ensinado, com uma narrativa da estrutura clássica, e com direção de fotografia em Technicolor. Além disso, este filme marcaria o início da época de ouro dos musicais da MGM com Arthur Freed na produção. A história fala-nos de uma família e de quatro irmãs (uma delas a inconfundível Judy Garland), situando-se em St. Louis, em 1903, ano em a cidade acolheu uma Exposição Universal. Judy Garland canta vários êxitos, como “The Trolley Song”, “The Boy Next Door” e “Have Yourself a Merry Little Christmas” (música quase sempre presente nos filmes de Natal). Para alguns surpresa nesta lista, “Não Há Como a Nossa Casa” no título português, é um “jukebox musical” porque algumas das suas canções já existiam. Entre elas destacam-se “Meet Me in St. Louis, Louis” de Kerry Mills e Andrew B. Sterling, datada de 1904; “Under the Bamboo Tree”, letra e música de Robert Cole e The Johnson Bros., e datada de 1902. No mesmo ano de estreia do filme a canção “Meet Me in St.Louis”, foi eleita bem cultural para a Biblioteca do Congresso. Por sua vez, “The Trolley Song” e “Have Yourself a Merry Little Christmas” contam  na lista das 100 canções mais importantes de musicais no cinema.



7. “Serenata à Chuva” (1952)

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Gene Kelly e o mítico número musical “Singin’ in the Rain”

O maior musical da história do cinema? É a opinião geral e a sua fama está mais do estabelecida. Mas aquilo que muitos não sabem é que “Serenata à Chuva” é também um “jukebox musical”! Gene Kelly, Donald O’Connor e Debbie Reynolds brilham neste musical aclamado por o mundo que serve de homenagem à sétima arte. O enredo mostra a conturbada fase de transição do cinema mudo para o sonoro no final da década de 20, daí que a presença de música seja inevitável. E é ainda uma homenagem às grandes melodias daquela época, incluindo a que lhe dá o título, que foi das primeiras a ser ouvida no cinema, numa obra de 1929. Os criadores da famosa canção, “Singin’ in the Rain” foram Arthur Freed (letra), e Nacio Herb Brown (música). A mesma acabaria por ser utilizada no cinema, pela primeira vez, em “Revista de Hollywood” (1929). Naquele período, muitos dos filmes que continham música eram eles mesmos filmes sobre música. De salientar ainda que “Revista de Hollywood” conta com um conjunto de estrelas a fazerem de si mesmas como Greta Garbo, Joan Crawford, Buster Keaton, entre outros.




8. “Stormy Weather” (1943)

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Lena Horne e Bill Robinson em “Stormy Weather”

Em casa Bill conta aos seus sobrinhos como começou a sua carreira como bailarino. Assim, regressamos aos anos nos quais pertencia a uma banda enquanto soldado no final da Primeira Guerra Mundial, dos seus trabalhos humildes como empregado de mesa, e claro dos seus primeiros êxitos musicais. “Tempestade Tropical” é ainda hoje considerado um dos maiores musicais da Era Dourada em Hollywood e tal como “Singin’ in the Rain” retira o seu título de uma canção já existente, que data de 1933. A mesma acaba por estar presente entre os 20 números musicais que compõem este filme baseado na vida do seu protagonista, o dançarino afro-americano Bill “Bojangles” Robinson. No elenco estão ainda nomes como Lena Horne, (“Boogie-Woogie Dream”), o músico Fats Waller (a fazer de si mesmo) e Dooley Wilson (ator de “Casablanca”). O filme continua a ter bastante relevância histórica, porque foi uma oportunidade rara para artistas afro-americanos, geralmente relegados aos papéis secundários de empregados domésticos, assumirem papéis relevantes num filme de um grande estúdio, neste caso a MGM, que nesse mesmo ano lançou outro musical: “Um Lugar no Céu”, de Vincente Minnelli.




9. “Purple Rain” (1984)

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Prince em Purple Rain

Vencedor de um Grammy e de um Óscar da Academia, “Purple Rain” é realizado por Albert Magnoli e protagonizado por Prince, e apresenta alguns traços autobiográficos do músico que, aqui, fazia a sua estreia no grande ecrã. Prince interpreta a figura de “The Kid”, um jovem talentoso e problemático vocalista de uma banda de Minneapolis. Com uma vida doméstica tumultuosa, luta pelo refúgio na sua música e pelo amor pela sexy Apollonai Kotero. Muitos ainda acreditam que “Purple Rain” foi escrita diretamente para o filme, mas a verdade é que o maior sucesso do cantor falecido aos 57 anos em 2016 já havia sido apresentado um ano antes. Foi em agosto de 1983, em Minneapolis nos EUA que Prince cantou “Purple Rain” pela primeira vez. A gravação da sua atuação foi mais tarde vista pelo cineasta Albert Magnoli que surpreendido, estava decidido a inclui-la no filme que entretanto iria rodar sobre o artista. O disco “Purple Rain” acabou por ser um dos maiores sucessos da indústria musical – vendeu mais de 20 milhões de cópias e ficou 24 semanas consecutivas no top da Billboard.




10. “Easter Parade” (1948)

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Judy Garland e Fred Astaire em “Easter Parade”

Neste musical exuberante, Don Hewes (Fred Astaire) e Nadine Hale (Ann Miller) formam uma grande dupla de dançarinos, porém ela resolve iniciar a sua carreira a solo. Depois, Don conhece Hannah Brown (Judy Garland), com quem forma uma nova dupla e, em pouco tempo, alcança tanto sucesso que Florecence Ziegfeld, um grande produtor, resolve contratá-los. Porém, ao saber que Nadine também dança no espetáculo, Don recusa a oferta. Apaixonado por Hannah, mas sem que ela o saiba, Don procura manter um relacionamento meramente profissional, sabendo que deve deixá-la crescer na dança, se ele quiser que ela alcance todo o seu potencial. No total, este “jukebox musical” que consta na lista dos melhores músicas de sempre, contem 17 canções, 8 delas de Irving Berlin que em 1933 apresentou a canção “Easter Parade”. Aliás, a música tinha sido escrita em 1917, com o título “Smile and Show Your Dimple”, como forma de fortalecer as mulheres cujos maridos combatiam na primeira guerra mundial. O filme, realizado por  Charles Walters, inclui outras canções encantadoras que justificam o seu sucesso como “It Only Happens when I Dance with You”, “A Fella with a Umbrella”, “Shaking the Blues Away”, “I Love a Piano”, “Steppin’ Out with my Baby” e a mais famosa, “A Couple of Swells”, em que Astaire e Garland interpretam dois vagabundos. 




11. “Um Americano em Paris” (1951)

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Gene Kelly em “Um Americano em Paris”

Este é um dos grandes filmes musicais da história do cinema, que ganhou 6 Óscares da Academia (entre eles, melhor filme, melhor fotografia a cores e melhor banda-sonora). É a história de um soldado americano que, no fim da guerra, resolve ficar em Paris para seguir a sua vocação de pintor, as suas aventuras com dois amigos (um cantor popular e um pianista) e a sua paixão por uma jovem bailarina. O maravilhoso bailado final, sequência de 17 minutos de dança que demorou mais de um mês a filmar, teve coreografia de Gene Kelly, também ele o protagonista desta história que continua a inspirar cineastas mais novos – como Damien Chazelle para “La La Land”. A banda-sonora do filme recorre à composição orquestral de 1928 da autoria de George Gershwin, que também foi inspirada no período em que Gershwin viveu em Paris, remetendo para a atmosfera romântica da capital francesa nos anos 20. Gershwin é apoiado pelas coreografias desde o divertido “I Got Rhythm” ao romântico “Our Love Is Here To Stay”, sem esquecer a sequência do sonho numa Paris impressionista. Um espantoso exemplo de como a música e o cinema se podem fundir num puro espectáculo apoteótico.  Mais um marco da carreira do cineasta Vincente Minnelli, dos nomes mais repetidos nesta lista de “jukebox musicals”.




12. “Jersey Boys (2014)

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Erich Bergen, John Lloyd Young, Vincent Piazza e Michael Lomenda

Embora não seja um musical, “Jersey Boys” é uma espécie de filme com música num misto com o “jukebox musical”, porque apresenta canções dos Four Seasons, um dos grupos musicais mais emblemáticos da década de 60. Este filme é a história da formação, ascensão e queda da banda de quatro rapazes oriundos de famílias problemáticas de New Jersey (EUA) e desde cedo envolvidos em delitos. O filme, cuja narração é acompanhada por algumas das suas mais conhecidas canções, segue não apenas o percurso musical destes rapazes mas também o código de honra com que sempre se regeram nas suas lutas pessoais, dentro ou fora do palco. Ouvem-se clássicos como “Sherry”, “Big girls don’t cry”, “Walk like a man”, “Dawn”, “Rag doll”, “Bye bye baby” ou “Who loves you”. “Jersey Boys” é realizado pelo veterano Clint Eastwood (“Cartas de Iwo Jima”, “Gran Torino”, “Invictus”). Conta com a participação dos atores John Lloyd Young, Vincent Piazza, Christopher Walken, Erich Bergen, Michael Lomenda, Joey Russo, Donnie Kehr e Erica Piccininni, entre outros.




13. “Cantar” (2016)

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O protagonista de “Cantar!”

Há muito que o coala Buster Moon gere um grande teatro. Se em tempos o local foi grandioso e muito bem frequentado, hoje encontra-se à beira da ruína. Determinado a não desistir do grande projecto da sua vida, Buster tem uma ideia genial: criar um concurso de cantores. Assim, anuncia uma competição onde, para além de um prémio de cem mil dólares, qualquer um pode mostrar o seu valor e cantar para uma grande plateia de entendidos. O concurso vai trazer uma série de talentos escondidos nas criaturas mais inesperadas, alguns mais interessados no prémio, outros esperançosos em mudar as suas vidas e dar largas às suas ambições artísticas. Cada um deles decide que é chegado o momento de se libertar da monotonia da sua vida e mostrar ao mundo o seu valor…Depois de “A Vida Secreta dos Nossos Bichos”, a Illumination Entertainment conta novamente uma história sobre animais, desta vez misturando músicas conhecidas do público. Ouvem-se “Under Pressure” (música original dos Queen, aqui com participação de David Brown), “Shake it Off” (original de Taylor Swift), “Firework” (original de Kate Perry) ou “My Way” (original de Frank Sinatra). Note-se que “Cantar!” estreou há quase dois anos, numa altura em que o musical voltou em grande às bocas do mundo com “La La Land”.




14. “All That Jazz” (1979)

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Roy Scheider

Foi um dos últimos filmes do coreógrafo e realizador Bob Fosse, um dos nomes incontornáveis do showbizz americano, criador do mega sucesso “Chicago”. Um filme autobiográfico, sobre as relações de um artista com a sua obra e com a morte. Joe Gideon (Roy Scheider) é um coreógrafo mulherengo e viciado em drogas, obcecado com a escolha do elenco para o seu novo musical e a montagem de um novo filme. Sem estupefacientes, Joe não tem energia necessária para lidar com a namorada, a ex-mulher e uma filha muito particular. Situações do passado começam a emergir no presente, transformando a sua vida num caos. Recebeu quatro dos nove Óscares para que estava nomeado. Como é bastante evidente o título do filme deriva diretamente da canção “All That Jazz” gravada em 1975 para o musical da Broadway “Chicago”, com música e letra de John Kander e Fred Ebb.




15. “Moulin Rouge!” (2001)

Mamma Mia
Nicole Kidman e Ewan McGregor

Paris de 1899. Christian, um jovem com sonhos de ser poeta, desafia o seu pai quando passa a frequentar o submundo da cidade, precisamente o tradicional clube parisiense Moulin Rouge. Neste depravado e glamoroso refúgio de sexo e drogas, o inocente poeta conhece e apaixona-se por Satine, a grande estrela do clube e a cortesã mais famosa da cidade, com quem vive um trágico caso de amor. O filme é um mítico do musical dos inícios dos anos 2000, revitalizando o género ao apresentar uma verdadeira colagem de músicas contemporâneas, porém levando-as atrás no tempo, até à viragem do século XIX para o século XX. Estão presentes músicas de Madonna, Elton John, The Police, David Bowie e Queen. Oiça-se a tão arriscada quanto exuberante “Elephant Love Medley”, composta de diversas canções como “All You Need is Love” (The Beatles), “I Was Made For Lovin’ You” (Kiss), “One More Night” (Phil Collins), “Pride” (U2), “Don’t Leave Me This Way” (Harold Melvin), “Silly Love Songs” (Paul McCartney), “Up Where We Belong” (Joe Cocker), “Heroes” (David Bowie), e “I Will Always Love You” (Whitney Houston). Mas talvez dos números mais ousados do filme seja o mash-up de “Diamonds Are Girls Best Friend”, música originalmente interpretada por Marilyn Monroe com “Material Girl”, de Madonna, que dá origem a “Sparkling Diamonds”, pela voz da radiante Nicole Kidman.

Ficaste satisfeito com a nossa lista? Quais destes jukebox musicals já assististe e quais os que nos recomendas? Não percas ainda no cinema “Mamma Mia! Here We Go Again”. 

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