A poucas horas da primeira semifinal da Eurovisão 2026, marcada para 12 de maio em Viena, a reação internacional ao primeiro ensaio de Portugal deixou sinais animadores. Os Bandidos do Cante, que representam Portugal com “Rosa”, conseguiram captar a atenção da imprensa especializada graças a uma atuação marcada pela identidade portuguesa, força vocal e uma encenação visualmente elegante.
Apesar de as casas de apostas continuarem a colocar Portugal fora dos favoritos à qualificação, as primeiras críticas ao ensaio mostram um cenário bem mais positivo.
“Rosa” impressiona pela autenticidade
O grupo português subiu ao palco da Wiener Stadthalle com uma proposta assumidamente diferente do registo dominante desta semifinal. Em vez de efeitos explosivos ou coreografias intensas, Portugal apostou numa performance centrada nas harmonias vocais e na emoção.
O site That Eurovision Site descreveu a atuação como “mágica”, destacando o ambiente criado em palco, com iluminação escura, planos de câmara intimistas e projeções de rosas brancas. A publicação sublinhou ainda a sensação de autenticidade transmitida pela banda.
Entretanto, o portal Aussievision destacou que Portugal oferece “uma pausa necessária” entre atuações mais intensas, elogiando a harmonia vocal e o percurso cénico entre a passerelle e o palco principal.
Vozes de Portugal recebem elogios
Se houve um elemento que reuniu consenso entre os jornalistas presentes, foi a componente vocal dos Bandidos do Cante. Vários meios especializados referiram que a interpretação vocal esteve “irrepreensível”, com harmonias sólidas e uma entrega emocional muito convincente.
A imprensa destacou particularmente a abertura a cappella, que criou imediatamente uma ligação com a plateia. Além disso, a escolha de manter o foco na voz e não em efeitos cénicos excessivos foi vista como um risco calculado, mas potencialmente diferenciador.
Encenação simples
A atuação portuguesa começa no arco exterior do palco antes de avançar progressivamente para o palco principal. Pelo caminho, os ecrãs LED mostram rosas brancas a desabrochar, reforçando a ligação visual com a canção “Rosa”.
A entrada da violinista nos momentos finais também chamou a atenção dos jornalistas internacionais, acrescentando uma camada dramática à performance. Segundo vários comentários recolhidos na imprensa especializada, esta progressão cénica dá profundidade à atuação e cria um crescendo emocional capaz de marcar os espectadores.
Qualificação continua em aberto
Apesar das críticas positivas, a grande questão mantém-se. Será suficiente para garantir um lugar na final de 16 de maio? Portugal atua na quinta posição da primeira semifinal, um lugar considerado competitivo no alinhamento oficial do concurso. Assim sendo, podes seguir em direto na RTP, a partir das 20h.
Embora as apostas continuem reservadas, alguns analistas acreditam que a autenticidade de “Rosa” pode conquistar tanto jurados como público, especialmente num alinhamento dominado por propostas mais explosivas.
Por agora, uma conclusão parece certa. Os Bandidos do Cante chegaram a Viena para representar Portugal com personalidade própria. E, depois deste primeiro ensaio, a esperança portuguesa ganhou novo fôlego.

