No primeiro dia do NOS Alive em 2026, 9 de julho, Matt Berninger subiu ao Palco Heineken pelas 23h45, após o espectáculo de Nick Cabe and the Bad Seeds no palco principal e antes de 21 Pilots chegarem para fechar o certame. Não desiludiu uma plateia bem composta.
Dos The National à estreia a solo de Matt Berninger
A história de amor entre os The National e Portugal já se faz bem longa. No decurso deste século XXI, a banda norte-americana já deu mais de 20 concertos em terras lusas, entre prestações em nome próprio e espectáculos de festival. Já estiveram pelo NOS Alive no passado, e já passaram por Lisboa por 8 vezes. São sempre recebidos de braços abertos, dúvidas existissem.
Contudo, Matt Berninger, o vocalista desta conceituada banda indie, nunca se havia apresentado a solo até ontem, 9 de julho. Fez do palco Heineken um palco gigante com a sua imensa presença de palco e capacidade de interagir com a audiência.
Em palco apresentou os seus dois discos de originais a solo, “Serpentine Prison” (2021) e “Get Sunk” (2025), tendo tido tempo para apresentar ao público português algumas novas canções que ainda não figuram da sua discografia breve sem os The National.
No que diz respeito à paisagem sonoro desta experiência a solo, Matt Berninger distancia-se muito pouco das paisagens sonoras dos The National e qualquer fã da banda conseguirá com muita facilidade desfrutar deste concerto.
Aliás, a setlist relativamente breve, composta apenas por 14 canções, incluiu a interpretação de três temas da banda norte-americana: “Gospel”, “Slow Show” e “Terrible Love”. Aqui, Matt Berninger pôs em prática as suas habituais tácticas de encantamento da audiência, movendo-se para meio do público enquanto cantava e correndo pelo palco Heineken fora com fãs em seu redor.
E se todo o alinhamento foi bem-aceite e pautado por uma interação acima da média, foram mesmo estas “covers” de The National que levaram os presentes ao rubro.
As melhores harmonias vocais do palco Heineken
Quanto à voz de Matt Berninger, melancólica e profunda, continua na sua melhor forma e pôde ser ouvida de forma cristalina neste palco secundário do NOS Alive. Com a ajuda de uma nova banda e de uma teclista que fazia também as lides de co-vocalista, foi com alegria que recebemos as harmonias vocais entre esta e Matt.

Isto porque quem ouviu o último álbum dos The National, “First Two Pages of Frankenstein” (2023), que contém duetos com vozes femininas como Phoebe Bridgers e Taylor Swift, sabe que a voz única de Matt Berninger casa na perfeição com harmonias partilhadas no feminino.
A 9 de julho de 2026, foi um prazer ouvi-las no Passeio Marítimo de Algés. Resta-nos esperar que Matt Berninger, com ou sem os The National, volte a terras lusas muito brevemente.
Desse lado, estás a acompanhar esta edição do NOS Alive em 2026? Cá estaremos com todos os destaques!

