Entre a extensa oferta de terror na Netflix, há uma minissérie que continua a destacar-se muitos anos depois da estreia. Trata-se de “Missa da Meia-Noite” ou originalmente “Midnight Mass“.
Criada por Mike Flanagan, o mesmo realizador por trás de “A Maldição de Hill House“, esta é uma produção de sete episódios. Ela conquistou tanto o público como um dos nomes mais respeitados do género, Stephen King.
Antes mesmo da estreia, em 2021, o autor já tinha usado as redes sociais para chamar a atenção dos fãs para a chegada desta produção. Ele escreveu: “‘MIDNIGHT MASS’, na Netflix: Mike Flanagan criou uma história de terror denso, fotografado de forma exímia, que atinge um nível elevado de horror no sétimo e último episódio”, escreveu na altura no Twitter (atual X).
Qual o enredo?

A história de Missa da Meia-Noite passa-se numa pequena comunidade insular isolada. Lá, as tensões internas se agravam depois do regresso de um jovem, interpretado por Zach Gilford. E também depois da chegada de um padre pouco convencional, interpretado por Hamish Linklater.
A vinda do sacerdote à Ilha de Crockett coincide com uma série de acontecimentos inexplicáveis, quase milagrosos. Estes eventos despertam um fervor religioso renovado entre os habitantes.
O problema é que esses milagres têm sempre um preço a pagar, e a série vai revelando aos poucos o custo real por detrás de cada fenómeno aparentemente divino.
A opinião da crítica

No Rotten Tomatoes, tem uma classificação de 87%, garantindo assim o selo de Fresh.
“Uma meditação ambiciosa sobre o luto e a fé que é tão deslumbrante quanto inquietante, a lenta ebulição de ‘Midnight Mass’ é um triunfo do terror que deixará os espectadores a tremer – e a pensar – muito depois de os créditos passarem”, pode ler-se como opinião unânime.
“No seu melhor, consegue abrir espaço para o assustador e o sublime, o perverso, o pessoal e o profundo”, destaca a Rolling Stone.
“Haverá gritos, sim. Haverá sangue. Mas não antes de Midnight Mass ter seduzido o seu público a preocupar-se com o que acontece”, salienta o The Wall Street Journal.
Fora do universo de Flanagan, King rendeu-se ainda a produções como Drácula, da BBC e Netflix, e mais recentemente a séries como “Baby Reindeer” e “The Boroughs“, criada pelos irmãos Duffer.

