"Apollo 10 1/2: Uma Infância na Era Espacial" ©Netflix

Apollo 10 1/2: Uma Infância na Era Espacial, em análise

Richard Linklater leva-nos de volta ao sonho das viagens espaciais com “Apollo 10 1/2: Uma Infância na Era Espacial”, disponível na Netflix.

Vivemos nos dias de hoje num avanço para uma nova Era Espacial. Com o nome da NASA a voltar à boca do mundo, com o público a assistir aos lançamentos da Space X, com sondas a serem enviadas para Marte e a ultrapassarem o nosso Sistema Solar, e com empresas como a Virgin Galactic e a Blue Origin a apostarem forte no turismo espacial, atrevemo-nos outra vez a sonhar com as estrelas e com a última fonteira.

No entanto, e apesar de todo o entusiasmo, nada se compara com a febre espacial vivida nos anos 60 durante a corrida espacial. Particularmente entre 1961 e 1972, com o Programa Apollo, num conjunto de missões espaciais coordenadas pela NASA com o objetivo de colocar o homem na Lua. Entre atualizações constantes e missões a serem transmitidas na televisão, paralelamente com a competição com outros países como a Rússia para ver quem chegava primeiro à Lua, o clímax desta odisseia espacial foi atingido com a histórica missão da Apollo 11 e o tão desejado pousar na Lua.

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E foi à volta deste acontecimento que o escritor, realizador e produtor Richard Linklater decidiu construir o seu último filme, “Apollo 10 1/2: Uma Infância na Era Espacial”, vagamente baseado na sua infância. O filme de animação americano estreou no dia 1 de Abril na Netflix.

“Apollo 10 1/2: Uma Infância na Era Espacial” é protagonizado por Glen Powell, Jack Black, Zachary Levi, Josh Wiggins, Milo Coy, Lee Eddy, Bill Wise, Natalie L’Amoreaux, Jessica Brynn Cohen, Sam Chipman e Danielle Guilbot. A produção ficou ao encargo da Minnow Mountain e da Submarine – conhecidas pelo seu impressionante trabalho na série “Undone”, em associação com a Detour Filmproduction e a Netflix Animation.

“Apollo 10 1/2: Uma Infância na Era Espacial” ©Netflix

A ideia para o filme surgiu originalmente a Linklater em 2004. Em 2018, este anunciou que iria realizar a longa-metragem a partir de um argumento escrito também por ele. Inicialmente, o plano seria um filme live-action, mas por influência dos desenhos animados ao fim de semana de manhã e da natureza lúdica da animação, Linklater optou por seguir também ele um estilo de animação.

A produção de “Apollo 10 1/2: Uma Infância na Era Espacial” utilizou diversas técnicas de forma a criar um visual que transpira um misto entre realidade e animação. Um exemplo disso é que foram utilizados filmes caseiros criados em Houston, Texas durante a década de 1960. Partes das filmagens foram feitas em frente a uma tela verde, e tudo o que os personagens não interagiram ou tocaram foi animado na pós-produção. Para além disso, houve ainda cenas filmadas em live-action e cuja animação só ocorreu em pós-produção, usando uma técnica semelhante à rotoscopia usada em “Waking Life” (2001) e “A Scanner Darkly” (2006) também de Linklater.

“Apollo 10 1/2: Uma Infância na Era Espacial” ©Netflix

O filme foi recebido com críticas geralmente positivas, com o Rotten Tomatoes a relatar uma taxa de 90% de satisfação e o Metacritic a revelar uma pontuação de 79/100. Entre os principais elogios contam-se a escrita pessoal, que consegue revitalizar temáticas antigas, impressionando com ingredientes visuais modernos e deixando uma verdadeira sensação nostálgica.

Apaixonados pela corrida espacial encontrarão em “Apollo 10 1/2: Uma Infância na Era Espacial” uma parte histórica, lembrando o documentário vencedor de 3 Primetime Emmys “Apollo 11” (2019), e uma parte de aventura que evoca sentimentos semelhantes ao vermos “E.T. – O Extra-Terrestre”. É um imersivo conto de infância numa época excitante, que transportando a audiência para o pináculo da Era Espacial consegue transmitir os sentimentos vividos pela população da altura, ao mesmo tempo que nos mostra a perspetiva histórica pelos olhos e a imaginação de uma criança. A animação será do agrado dos fãs de “Undone” (cuja 2ª temporada também já estreou na Netflix), cujo estilo moderno e revigorante traça uma bonita e cativante tela onde se desenrola a narrativa.

Apollo 10 1/2: Uma Infância na Era Espacial
“Apollo 10 1/2: Uma Infância na Era Espacial” ©Netflix

Apollo 10 1/2: Uma Infância na Era Espacial” de Richard Linklater é o filme ideal para ver em ambiente familiar, ensinando, entretendo e impressionando.

TRAILER | A ATERRAGEM NA LUA NUNCA ANTES IMAGINADA!

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Apollo 10 1/2: Uma Infância na Era Espacial, em análise
Apollo 10 1/2: Uma Infância na Era Espacial

Movie title: Apollo 10 1/2: Uma Infância na Era Espacial

Movie description: Houston, Texas, 1969. O momento triunfal da primeira aterragem na Lua ganha vida pelos olhos de um menino com sonhos intergalácticos.

Date published: 1 de April de 2022

Country: EUA

Duration: 97 minutos

Director(s): Richard Linklater

Actor(s): Glen Powell, Jack Black, Zachary Levi, Josh Wiggins, Milo Coy, Lee Eddy, Bill Wise, Natalie L'Amoreaux, Jessica Brynn Cohen, Sam Chipman, Danielle Guilbot

Genre: Animação, Aventura, Drama

  • Emanuel Candeias - 74
74

CONCLUSÃO

Richard Linklater traz para a Netflix uma odisseia espacial que é uma ode à época de 60, durante a corrida espacial, fazendo ressurgir todos os sentimentos de paixão e espanto que, em especial, as missões Apollo trouxeram à vida das pessoas. “Apollo 10 1/2: Uma Infância na Era Espacial” é para todos aqueles que mal o sol se põe começam a olhar para as estrelas.

Pros

  • Conto de infância pessoal, com um paralelismo entre os fatos reais e a imaginação de criança;
  • Nostalgia e homenagem à Era de Ouro Espacial;
  • Animação encantadora.

Cons

  • A fusão entre sonho e realidade pode ser confuso para algumas pessoas;
  • Não pretende ser mais do que um recontar imaginativo de uma história de infância.
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Emanuel Candeias

Graduado em Hogwarts, foi head-boy de Ravenclaw. Aventurou-se durante uns tempos pela Middle-Earth e por Westeros, tendo feito grandes amizades na House Stark e com os elfos de Lothlórien. De forma a aprofundar os seus conhecimentos contactou grandes mentes como Doctor Banner, Doctor Strange e chegou mesmo a viajar com Doctor Who. Dedicou-se durante uma temporada a fortalecer a sua espiritualidade em Konoha, onde aprendeu com os mestres Goku e Naruto. Neste momento encontra-se perdido no Matrix. O seu sonho é vir a ingressar na Starfleet.

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