©Paramount Pictures /© Warner Bros / Imagem de LedyX, via Shutterstock (ID: 2260687605)

Atores de Hollywood assinam carta aberta contra união de Paramount e Warner Bros

O ano de 2026 fica marcado pela disputa intensa entre três protagonistas do setor cinematográfico. Um processo foi iniciado pela Warner Bros. Discovery (WBD) com vista a avaliar propostas para uma possível aquisição do seu estúdio por outra produtora. Na corrida entraram a Paramount Skydance e a Netflix. No entanto, a Netflix saiu derrotada quando viu a Paramount apresentar uma proposta de 111 bilhões de dólares, superior à sua oferta de 82,5 milhões.

Carta aberta reúne personalidades de Hollywood

The Drama
Phillip Faraone/Getty Images – © 2026 Getty Images – Image courtesy gettyimages.com

Entretanto, mais de mil personalidades de Hollywood, desde atores a criativos, assinaram uma carta aberta contra a possível aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance.

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Entre os nomes incluídos encontram-se Ben Stiller, Kristen Stewart, Glenn Close, Adam McKay, Alan Cumming, Alyssa Milano, Cynthia Nixon, David Fincher, Elliot Page, Yorgos Lanthimos e Joaquin Phoenix.

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Em causa está a possível união de estúdios históricos num único grupo. Assim, é defendido pelos diversos profissionais – incluindo argumentistas, produtores e outros intervenientes da indústria – que uma redução da taxa de emprego e da produção cinematográfica vai ser provocada por esta aquisição. Ainda mais quando Hollywood atravessa um momento de fragilidade.

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Impacto na indústria levanta preocupações

Peter Jackson, Richard Armitage, Martin Freeman, Mark Hadlow, William Kircher, Graham McTavish, James Nesbitt, Dean O'Gorman, Stephen Hunter, Taniel, and Aidan Turner in O Hobbit: Uma Viagem Inesperada (2012)
©Photo by Mark Pokorny – © 2012 Warner Bros. Entertainment Inc. and Metro-Goldwyn-Mayer Pictures Inc. (US, Canada & New Line Foreign Territories)201

Além disso, a carta publicada no BlocktheMerger.com, sustenta que esta união poderá resultar em menos oportunidades para os criadores. Com isto, a redução de empregos em todo o ecossistema de produção, “bem como em custos mais elevados e menor diversidade de conteúdos para o público”. A carta continua a explicar que esta união dos estúdios “reduziria o número para apenas quatro nos Estados Unidos”.

Por outro lado, esta que é uma das maiores fusões do meio cinematográfico da história, encontra-se ainda dependente da votação dos acionistas da Paramount Skydance, empresa que pertence a Larry e David Ellison. A decisão deverá ser oficializada ainda durante o mês de abril. Posteriormente será necessária a aprovação por parte dos órgãos reguladores governamentais.

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Será este o fim de Hollywood?

Por fim, os intervenientes de Hollywood defendem no documento que a união dos dois estúdios prejudica a “integridade, independência e diversidade” da indústria. Segundo os assinantes, a fusão “prioriza os interesses de um pequeno grupo de acionistas poderosos em vez do bem do público geral”.


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