Atores de Hollywood assinam carta aberta contra união de Paramount e Warner Bros
O ano de 2026 fica marcado pela disputa intensa entre três protagonistas do setor cinematográfico. Um processo foi iniciado pela Warner Bros. Discovery (WBD) com vista a avaliar propostas para uma possível aquisição do seu estúdio por outra produtora. Na corrida entraram a Paramount Skydance e a Netflix. No entanto, a Netflix saiu derrotada quando viu a Paramount apresentar uma proposta de 111 bilhões de dólares, superior à sua oferta de 82,5 milhões.
Carta aberta reúne personalidades de Hollywood

Entretanto, mais de mil personalidades de Hollywood, desde atores a criativos, assinaram uma carta aberta contra a possível aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance.
Entre os nomes incluídos encontram-se Ben Stiller, Kristen Stewart, Glenn Close, Adam McKay, Alan Cumming, Alyssa Milano, Cynthia Nixon, David Fincher, Elliot Page, Yorgos Lanthimos e Joaquin Phoenix.
Em causa está a possível união de estúdios históricos num único grupo. Assim, é defendido pelos diversos profissionais – incluindo argumentistas, produtores e outros intervenientes da indústria – que uma redução da taxa de emprego e da produção cinematográfica vai ser provocada por esta aquisição. Ainda mais quando Hollywood atravessa um momento de fragilidade.
Impacto na indústria levanta preocupações

Além disso, a carta publicada no BlocktheMerger.com, sustenta que esta união poderá resultar em menos oportunidades para os criadores. Com isto, a redução de empregos em todo o ecossistema de produção, “bem como em custos mais elevados e menor diversidade de conteúdos para o público”. A carta continua a explicar que esta união dos estúdios “reduziria o número para apenas quatro nos Estados Unidos”.
Por outro lado, esta que é uma das maiores fusões do meio cinematográfico da história, encontra-se ainda dependente da votação dos acionistas da Paramount Skydance, empresa que pertence a Larry e David Ellison. A decisão deverá ser oficializada ainda durante o mês de abril. Posteriormente será necessária a aprovação por parte dos órgãos reguladores governamentais.
Será este o fim de Hollywood?
Por fim, os intervenientes de Hollywood defendem no documento que a união dos dois estúdios prejudica a “integridade, independência e diversidade” da indústria. Segundo os assinantes, a fusão “prioriza os interesses de um pequeno grupo de acionistas poderosos em vez do bem do público geral”.

