Braids (foto de Melissa Gamache)

Braids regressam com “Eclipe (Ashley)”

“Eclipse (Ashley)” é um testemunho de amizade e abre o caminho para o novo álbum do trio canadiano de pós-rock Braids.

É verdade que Raphaelle Standell-Preston nos gratificou recentemente, ainda no passado mês de Outubro, com um álbum dos Blue Hawaii, o magnificamente intitulado Open Reduction Internal Fixation. Mas, a bem dizer, era dos Braids que tínhamos saudades, desde que em 2015 lançaram o grande Deep In the Iris. E agora, embora pouco tenha sido dito sobre ele, foi anunciado que para o ano podemos contar com o seu sucessor, a ser lançado pela Secret City Records. Como prova, partilharam o single principal, “Eclipse (Ashley)”, com um vídeo realizado e editado por Nina Vroemen, no qual participa a própria artista Ashley Obscura, a quem a canção é dedicada.

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No comunicado de imprensa pode-se ler a explicação que, em nome da banda, Raphaelle Standell-Preston dá da origem da canção: “Durante a viagem de carro para ir ver o eclipse solar total, preocupávamo-nos com não ter óculos para olhar para o sol, aqueles cómicos que parecem que se está sentado a ver um filme 3D. No meio da conversa, a Ashley disse ‘devíamos aproveitar esta oportunidade para pensar sobre o que nos eclipsa nas nossas vidas’. BAM. REFOCAR. Levámos todos este sentimento connosco enquanto nos ‘sentávamos na beira do cais, vendo a lua a abraçar o sol’. Sentámo-nos em silêncio, aninhados por entre a erva alta, as flores do campo, as rochas e a água brilhante, de olhos fechados a reflectir. Regressando ao estúdio, a canção brotou de nós de uma só vez. […] O compasso é estranho, um pouco como a bizarria de ter escuridão às 13h em Montreal, num dia solarengo de verão.”

O comunicado termina com o lema de que os melhores amigos são para a vida toda e uma breve apresentação de Ashley Obscura como uma escritora e editora latino-norueguesa, tida por uma das melhores poetisas vivas do Quebeque. É fundadora e editora-chefe da Metatron Press e autora de Cosmica Cosita (Caleta Olivia, 2019), Ambient Technology (Metatron, 2018), e I Am Here (Metatron, 2014). Para quem não a conhece, o videoclipe pode seguramente funcionar como uma boa apresentação, se não à sua obra pelo menos à amizade com Raphaelle Standell-Preston.

BRAIDS | “ECLIPSE (ASHLEY)”

Maria Pacheco de Amorim

Literatura, cinema, música e teoria da arte. Todas estas coisas me interessam, algumas delas ensino. Sou bastante omnívora nos meus gostos, mas não tanto que alguma vez vejam "Justin Bieber" escrito num texto meu (para além deste).

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