As Marchas Populares de Lisboa representam um dos momentos mais emblemáticos das Festas de Lisboa. A tradição competitiva começou em 1932, pela mão de Leitão de Barros, Norberto de Araújo e do Diário de Lisboa, inspirada nas tradições populares dos bairros lisboetas. Ao longo das décadas, as marchas tornaram-se uma das maiores celebrações culturais da capital, associadas às festas de Santo António.
Este ano, as Marchas Populares celebram 94 anos de história. Como habitual, o grande desfile realiza-se na noite de 12 para 13 de junho, na Avenida da Liberdade, considerada por muitos a noite mais especial do ano em Lisboa.
Cada bairro prepara cuidadosamente coreografias, figurinos, cenários, músicas e adereços para impressionar o público e o júri. Além disso, as marchas competem em várias categorias, incluindo melhor coreografia, cenografia, figurinos, letra, musicalidade, composição e desfile. As músicas continuam a desempenhar um papel essencial nesta tradição. Todos os anos, é lançado um concurso para escolher a canção oficial da Grande Marcha de Lisboa. Ainda assim, cada bairro mantém também a sua identidade musical própria durante o desfile.
A noite de Santo António continua a ser o grande destaque, assim como os Manjericos
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Conhecido como o santo casamenteiro, Santo António mantém-se como a figura central das Festas de Lisboa. Antes do desfile das marchas, realiza-se a cerimónia dos Casamentos de Santo António, normalmente na Sé de Lisboa ou nos Paços do Concelho. Depois da cerimónia, os casais recém-casados seguem para a Avenida da Liberdade, onde tradicionalmente abrem o desfile das Marchas Populares.
Assim como os manjericos e as sardinhas, estes elementos são um símbolo bastante forte das festas de Lisboa. Mas a sua associação às romarias e arraias pouco têm a ver com as celebrações. Abundantes durante esta época do ano, as sardinhas foram-se associando às festas populares pela inúmera oferta e baixo preço. Já os manjericos estão associados ao amor. Assim, acredita-se que começaram a ser oferecidos entre casais, por serem uma planta popular durante a altura do ano. De acordo com a tradição, ao receberem um manjerico do seu amado, as meninas devem cuidar da planta por um ano até este ser substituído, por um novo. Para além da planta, o vaso tem de estar decorado com pequenos versos populares alusivos ao amor.
“Somos Lisboa, Somos Europa” é o tema de 2026
O tema escolhido para as Marchas Populares de 2026 é “Somos Lisboa, Somos Europa”, anunciado durante a cerimónia de entrega de prémios da edição anterior.
O alinhamento das marchas a concurso no dia 29 será o seguinte: a Marcha Infantil abre a noite, seguida pelas marchas de Benfica, Bica, São Domingos de Benfica, Bela Flor-Campolide, Graça e Bairro Alto, terminando com a Marcha da Mouraria. Já no dia 30 de maio, a Marcha dos Mercados dá início ao desfile, seguida pelas marchas da Madragoa, Castelo, São Vicente, Alto da Pina, Olivais e Penha de França, encerrando a noite a Marcha de Carnide. Por fim, no dia 31 de maio, a Marcha Santa Casa abre o espetáculo, seguindo-se Alfama, Marvila, Ajuda, Alcântara e Bairro da Boavista, com a Marcha do Beato a fechar o alinhamento.
Na noite de Santo António, de 12 para 13 de junho, as 20 marchas a concurso, juntamente com as três marchas extraconcurso, voltam a cumprir a tradição e a descer a Avenida da Liberdade. Nesta que é considerada uma das noites mais especiais, e longas, do ano para os lisboetas. Os desfiles de apresentação decorrem entre 29 e 31 de maio, no MEO Arena, em Lisboa. Os bilhetes têm o custo de 6 euros. Já o desfile na Avenida da Liberdade terá entrada livre.

