Classic Fever | Tempos Modernos (1936)

Apresentando a última aparição cinematográfica do icónico Little Tramp, Tempos Modernos é uma sátira tremenda da era industrial e uma irresistível mistura de comédia física e melodrama assumido.

A filmografia de Charlie Chaplin é um compêndio de clássicos do Cinema, mas hoje escolhemos honrar e relembrar o seu último filme mudo – uma irilhante e hilariante exploração crítica que espicaça a mecanização da América (e do mundo).

 

O QUE É QUE VOU RELEMBRAR HOJE?

Tempos Modernos (1936), Modern Times no título original, de Charlie Chaplin e protagonizado pelo mesmo, a quem se junta Paulette Goddard, Henry Bergman e Tiny Sandford.

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MAS AFINAL DO QUE É QUE TRATA?

A eterna luta entre o homem e a máquina! O Vagabundo de Charlie Chaplin procura ganhar a vida ao trabalhar numa fábrica de tecnologia de vanguarda – um lugar onde giringonças como a máquina de almoços automática prometem algum dia reduzir a hora de almoço a 15 minutos. Inevitavelmente lançado no desemprego, o Vagabundo junta-se a uma jovem sem abrigo (Paulette Goddard), em busca da felicidade… e de um salário.Pelo caminho torna-se um guarda-noturno movido a patins, empregado de mesa, cantor nonsense, prisioneiro, e muito mais. No final, o Vagabundo e a rapariga afastam-se da objectiva de braços dados. Não encontraram nem a felicidade, nem um salário, mas sim, o amor.

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PORQUE É QUE NÃO POSSO PERDER?

Etiquetado de “culturally significant” pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos em 1989, selecionado para preservação pelo National Film Registry, distinguido pelo AFI (American Film Institute) como um dos 100 Melhores Filmes de Sempre… não que o clássico de Charlie Chaplin precisasse, mas resolvemos apresentar algumas das razões que justificam a sua classificação como inequívoco clássico cinematográfico. No entanto, não há melhor razão que a sua inerente e inigualável qualidade, impermeável à passagem do tempo.

Desafiando a lógica de uma era que já se deixava influenciar pelos talkies, Tempos Modernos é o inolvidável adeus do Little Tramp mas sobretudo uma impecável sátira à industrialização. Misturando comédia e drama social, o último filme “mudo” de Chaplin (tinha alguns efeitos sonoros e algumas personagens a dizer breves passagens apenas) foi um olhar crítico sobre um mundo onde a Grande Depressão fazia sombra a todos os que lá viviam. De facto, uma das principais razões para o sucesso intemporal do filme é a relevância sempre atual dos seus temas contemporâneos – o esfumar do sonho americano, as crescentes dificuldades de vida, o ser humano como mera parte de um todo, a desumanização promovida pela modernidade, burocracia e industrialização.

Muitas vezes distinguindo como o “Orson Welles da comédia”, Chaplin é uma figura incontornável da história do Cinema e se por algum motivo ainda não visitaste a obra deste carismático cineasta, Tempos Modernos pode ser um bom lugar para começar.

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UMA FRASE PARA A POSTERIDADE

Remember, if you wish to keep ahead of your competitor, you cannot afford to ignore the importance of the Billows Feeding Machine.

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PARA FICAR NO OLHO E NO OUVIDO (DA MENTE)

Catarina Oliveira

Licenciada em Ciências da Comunicação e com formação complementar em Design Gráfico, além de editora e diretora criativa da MHD é também uma das sócias fundadoras da mais recente face da empresa. Colaboradora de Cinema na Vogue Portugal. Gestora de conteúdo na Lava Surf Culture e NOS Empresas - Criar uma Empresa. Autora do blog de Cinema Close-Up.

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