10 Coisas que (possivelmente) Não Sabias sobre Alien: O Oitavo Passageiro

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Alien: Covenant está prestes a chegar às salas de cinema, por isso, nada melhor do que visitar o clássico absoluto de Ridley Scott – Alien: O Oitavo Passageiro – e desenterrar algumas das suas mais bem guardadas curiosidades.

Mas lembra-te… no espaço ninguém te ouve gritar!. [/tps_header]

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Um parto difícil

O argumentista Dan O’Bannon vinha de uma “má” experiência depois de ter co-criado Dark Star, uma comédia de ficção científica de John Carpenter, piegas e algo ridícula que o fez prometer que prepararia um filme de terror e ficção científica muito melhor. Assim surgiu Memory, um filme sobre uma equipa de uma nave espacial que respondia a um pedido de SOS de um planeta distante, e que incluía uma cena com um alien a “pregar-se” na cara de um dos membros. Com dúvidas em relação ao resto da história, pediu ajuda a Ron Shusett e ambos fizeram uma reestruturação do filme, usando uma parte de outro argumento que O’Bannon tinha escrito – sobre pequenos monstros que atacavam uma equipa de uma aeronave – usando algumas premissas do projeto Memory. Este argumento original tinha o título de Star Beast, mas O’Bannon nunca se demonstrou muito satisfeito com a denominação. Só quando estava a reler o rascunho é que reparou no número de vezes que a palavra “Alien” era repetida e como nunca tinha sido usada em cinema.




Retido do aeroporto

A arte concetual de H.R. Giger para os xenomorfos era tão perturbadora que os seus desenhos ficaram retidos na alfândega do aeroporto de Los Angeles. O argumentista Dan O’Bannon teve de se deslocar até ao local para explicar aos oficiais que se tratavam de artes para um filme de terror. Na verdade, o xenomorfo foi baseado em trabalhos prévios do artista suíço, nomeadamente no Necronom IV, uma imagem surrealista criada em 1976, três anos antes do filme (e que podem espreitar em baixo). Misturando aspetos orgânicos e não-orgânicos, Giger criou algo que pode simultaneamente ser descrito como surreal, religioso, macabro, biomecânico e até sexual, edificando-o intencionalmente sem olhos para que a criatura tivesse um aspeto ainda mais arrepiante e sem alma.

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Chest-burster surpreendente… para todos

É, possivelmente, a cena mais famosa no imaginário de Alien, e se sempre pensaste que os atores envolvidos na cena pareciam realmente surpreendidos perante o que estava a acontecer… tinhas razão. Nem tudo era representação e houve realmente coisas que não estavam à espera. Apesar de todos saberem que alguma criatura ia saltar do peito de Kane (John Hurt), ninguém sabia exatamente qual o seu aspecto. Ridley Scott fez ainda questão de carregar Hurt com doses industriais de sangue falso que explodiram quando a criatura surgiu, criando um efeito explosivo que, inclusivamente, atingiu diretamente a atriz Veronica Cartwright. Na cena foram ainda utilizados intestinos de vaca e de porco para compor o cenário. Evidentemente, esta cena foi filmada em apenas um take com ajuda de quatro câmaras.




Um Xenomorfo muito humano

Ridley Scott pretendia que o seu xenomorfo tivesse uma forma esguia e angular, nada reminescente da estrutura humana. No entanto, houve sempre um homem dentro do fato – neste caso, Bolaji Badejo, um estudante nigeriano de 22 anos com 2,18m que um dos membros de produção conheceu num bar. Um vídeo de um medonho test screening de Bolaji Badejo pode ser visto abaixo.

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Fatos quentes, mais quentes não há

Os fatos espaciais criados para as sequências que envolviam o contacto com o ambiente exterior eram grandes, pesados e não tinham qualquer meio de circulação do ar. Assim sendo, os atores que tiveram de trabalhar sob fortes luzes do estúdio desmaiavam várias vezes em virtude do calor e da condensação que se dava dentro dos fatos. Foi necessário ter uma enfermeira sempre a postos no estúdio para os atender. Foi apenas quando os filhos de Ridley Scott e do diretor de fotografia Derek Vanlint tiveram de vestir estes fatos (para que parecessem menores perto do Space Jockey) e também desmaiaram que a produção decidiu fazer as muito necessárias alterações aos fatos, melhorando a circulação de ar.




Público indisposto

Uma das formas mais interessantes de abordar Alien para os espíritos mais “sensíveis” é pensá-lo como um “teste de resistência” de impacto visceral. Se situarmos o nível de gore em cenas como a do face-hugger ou do chestburster em 1979 é fácil perceber como estas foram tremendamente chocantes. Portanto é fácil perceber porque é que em visionamentos-teste do filme, as audiências ficaram possessas. De acordo com relatos de quem esteve presente, houve gritos, abandonos das primeiras filas, vómitos na casa de banho, desmaios e até um pobre coitado que partiu o braço enquanto tentava fugir da sala!




Um elenco bem diferente

O elenco de Alien poderia ter tido uma história bem diferente. De facto, os produtores do clássico de culto de Ridley Scott queriam garantir Harrison Ford no papel do Capitão Dallas, mas o eterno Han Solo recusou a sua oferta. Por outro lado, o papel de Ellen Ripley esteve até à última hora a ser discutido por Sigourney Weaver e nenhuma outra que Meryl Streep – Weaver foi mesmo o último membro do elenco a ser escolhido para o filme.

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Depois… veio a mulher!

Ripley foi originalmente escrita como uma personagem masculina até um dos produtores do filme sugerir que poderia ser uma mudança histórica para o Cinema de Ficção Científica fazê-lo uma mulher. E assim nasceu uma lenda!




Criações (pouco) deliciosas

Cerca de 130 ovos de alien foram criados para a cena da “câmara de incubação” debaixo da nave espacial, encontrada por Kane (John Hurt) no original. É curioso pensar em como a equipa de produção criou tantos visuais únicos – o interior destes ovos, por exemplo, consistia em entranhas, corações e estômagos de gado. Já a cauda do facehugger era composta por intestino de ovelha, enquanto o facehugger morto ao qual Ash faz uma autópsia foi feito a partir de marisco, ostras e rins. Evidentemente, não podemos esquecer a estrela da companhia – o poderoso xenomorfo teve a sua cabeça criada a partir de um molde de um crânio humano, mas a baba que lhe escorria da boca nada mais era que lubrificante íntimo. Para os tendões que surgem quando o monstro abre a boca, foram usados preservativos rasgados. Engenhoso, não?




Face-hugger inspirado numa vespa

A ideia de implantar “ovos” dentro de outros organismos surgiu do estudo de vespas parasíticas cuja atividade é verdadeiramente assustadora. Essencialmente, estas vespas, tal como os inolvidáveis face-huggers, injetam os seus embriões numa vítima e utilizam um veneno próprio para paralisar e “zombificar” o seu hospedeiro. Durante um mês, um novo ser desenvolve-se dentro da vítima, consome os seus órgãos até emergir como uma nova vespa totalmente formada. Curiosos? Podem sempre espreitar o acontecimento no bastante informativo vídeo da Team Candiru já abaixo.

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