Antes de Hollywood ser o que é hoje, havia Douglas Fairbanks. O ator que dava o salto, esgrimia e conquistava o público do cinema mudo faria 143 anos e viveu apenas 56, mas conseguiu o que poucos conseguem.
Ou seja, acabou por ser uma das maiores estrelas do seu tempo e ajudar a construir a própria indústria. Assim sendo a sétima arte deve muito ao ator.
Quem foi Douglas Fairbanks?

Nasceu Douglas Elton Thomas Ullman, em Denver, no Colorado, a 23 de maio de 1883, e chegou ao cinema vindo da Broadway.
Estreou-se em 1915 com “The Lamb” e começou por fazer comédias leves, antes de se tornar o herói de capa e espada. “The Mark of Zorro” (1920), “Robin Hood” (1922), “The Thief of Bagdad” (1924) e “The Black Pirate” (1926), este rodado em Technicolor, foram os grandes êxitos de uma carreira com mais de 40 filmes. Assim sendo, era conhecido como o “Rei de Hollywood”.
Como ajudou a mudar a indústria do cinema?
Douglas Fairbanks era também um homem de negócios. Assim sendo, em 1919, cofundou a United Artists com Charlie Chaplin, Mary Pickford e D. W. Griffith, para que os artistas tivessem controlo sobre os seus próprios filmes.
Casou com Pickford em 1920, e o casal ficou conhecido como a realeza de Hollywood. Em 1927, foi um dos fundadores da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e o seu primeiro presidente, e apresentou a primeira cerimónia dos Óscares, em 1929.
Que herança deixou?
A chegada do cinema sonoro foi dura para a sua carreira. Despediu-se do ecrã com “The Private Life of Don Juan” (1934) e morreu a 12 de dezembro de 1939, em Santa Monica, vítima de um ataque cardíaco, com 56 anos.
Dois meses depois, recebeu um Óscar honorário, a título póstumo, pela sua contribuição para o desenvolvimento internacional do cinema. O filho, Douglas Fairbanks Jr., também se tornou uma estrela de Hollywood.
Que outros atores lendários já recordámos?
Este tributo junta-se aos de Henry Fonda, Christopher Lee e Christopher Plummer, mestres de três gerações do cinema.
Assim como Anthony Quinn, Tony Curtis, Jason Robards, Robert Alda e José Ferrer também tiveram direito à sua homenagem. O mesmo vale para Walter Huston, que ganhou um Óscar num filme realizado pelo filho, uma história de família que faz lembrar a de Fairbanks.



