The Right Stuff | © Disney

Os Eleitos | Entrevista exclusiva ao elenco e criadores da série Disney+

A Magazine.HD esteve à conversa com o elenco e os criadores de “Os Eleitos”, a nova série da Disney+ e National Geographic.

Nunca antes a Magazine.HD havia conseguido reunir um painel tão interessante de rostos da televisão e do cinema norte-americanos numa só entrevista. Tudo aconteceu no âmbito da promoção da série da National Geographic “Os Eleitos“, cuja estreia aconteceu no passado dia 9 de outubro na Disney+, com novos episódios disponíveis na plataforma de streaming às sextas-feiras.

Falámos portanto com Patrick J. Adams (o Mike da série “Suits”), Jake McDorman (da série “Limitless”), Colin O’Donoghue (o Capitão Gancho de “Once Upon a Time”), Michael Trotter (“Underground”), James Lafferty (“One Tree Hill”), Nora Zehetner (“A Anatomia de Grey”),  Shannon Lucio (“Os Agentes da S.H.I.E.L.D.), Eloise Mumford (“As Cinquenta Sombras de Grey”), Patrick Fischler (“Mad Men”), Eric Ladin (“Broadwalk Empire”) e Josh Cooke (“The Marvelous Mrs. Maisel”).

Todos eles, em conjunto com Mark Lafferty (produtor e criador da série) e Jennifer Davisson (produtora executiva e uma das responsáveis da Appian Way Productions), revelaram um pouco sobre os desafios de trazer para o pequeno ecrã, numa versão atualizada, a história dos primeiros astronautas dos EUA.

Os Eleitos
Os protagonistas da série “Os Eleitos” © Disney

Para conceber a série mais espacial de sempre, a National Geographic partiu do icónico best-seller de Tom Wolfe (título original The Right Stuff, publicado em 1979), que em 1983 teve direito a uma bem sucedida adaptação para o cinema da autoria de Phillip Kaufman. O êxito estrondoso valeu ao filme de ficção científica 8 nomeações para os Óscares da Academia, e por sua vez, 4 vitórias nas categorias que a obra parece ter inovado: Melhor Som, Melhores Efeitos Sonoros, Melhor Banda-Sonora e Melhor Montagem.

“Os Eleitos” segue os primeiros dias do programa espacial Mercury Seven, sobre os primeiros homens norte-americanos a chegarem ao espaço. Estamos nos inícios da década de 60, no auge da Guerra Fria quando a recém formada NASA selecionou sete dos melhores pilotos militares de teste para se tornarem astronautas. Em competição direta com os russos, estes homens alcançariam algo extraordinário e tornar-se-iam autênticas lendas. No centro da trama temos o Tenente Comandante Alan Shepard, um dos melhores pilotos de teste na história da Marinha norte-americana, a que dá vida Jake McDorman; e o Major John Glenn, um venerado piloto de testes e homem de família comprometido com princípios inabaláveis interpretado por Patrick J. Adams. Shepard foi o primeiro norte-americano a chegar ao espaço e Glenn, mais tarde um reconhecido senador do Ohio pelo Partido Democrata, o primeiro norte-americano a entrar em órbita da Terra.

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A série com oito episódios foca-se inclusive no impacto que estes astronautas e as suas famílias tiveram ao nível mediático, não só por terem assinado um contrato com a LIFE Magazine, como também pelos seus feitos terem sido observados de perto por toda a América. Numa espécie de “reality-show” transcendental, os astronautas tiveram que lidar com a instantânea celebridade e com a competição, numa tarefa árdua que lhes poderia custar a vida.

A produção desta tão ambiciosa série pela National Geographic e pela Appian Way Productions, a produtora de Leonardo DiCaprio, reflete o quão ambiciosa está a Disney+ em “agarrar” os melhores conteúdos. Na conversa com os artistas responsáveis por esta história, falámos da importância do streaming nos dias de hoje e da necessidade da trama da serie ser uma espécie de contar os feitos da maneira mais justa possível.

“Os Eleitos” convoca a uma nova audiência, aquele que vê os filmes e séries Disney, Pixar, Marvel, Star Wars, FOX e National Geographic num só lugar: a Disney+. Sente a magia Disney nesta nossa conversa com a equipa técnica da série.

Equipa de “Os Eleitos”, nova série Disney+ em conversa

Os Eleitos
Patrick J. Adams como John Glenn © National Geographic / Disney+

MHD: Porque quis contar esta história Mark?

Mark Lafferty: Esta história é bastante importante para mim. Enquanto frequentava o liceu li o livro e tinha-o sempre comigo. À medida que foi crescendo via e revia o filme. Além disso, o espaço sempre fez parte da minha família. O meu pai era piloto e eu aprendi a voar quando estava na universidade. Curiosamente, vivíamos bem perto de Moffett Field, uma instalação da NASA no norte da Califórnia.

Quando a National Geographic apresentou-me esta ideia e eu ao princípio pensei “Bem, esta história já foi contada. Não sei se há algo novo que se possa aproveitar”. Foi então que decidi ler o livro de novo e apercebi-me que há toda uma dimensão sobre as personagens e sobre as suas famílias que ainda não tinham encontrado o caminho certo no ecrã. Quis ir mais a fundo e descobrir que possibilidades tinha. As histórias precisavam de encontrar um patamar mais pessoal, que não fosse apenas a ida até ao espaço. Aquilo que me atraiu foi mesmo contar uma história mais privada através de 8 episódios, em vez do tempo mais limitado e restrito de um filme.

Os Eleitos
The Right Stuff (1983), filme realizado por Phillip Kaufman © The Ladd Company

MHD: Qual foi o envolvimento de Leonardo DiCaprio enquanto produtor executivo desta série?

Mark Lafferty: O Leo é um homem bastante ocupado (sorrisos). Quero dizer, todos sabemos o quanto ele é apaixonado pelo espaço e o quanto é um grande admirador do livro de Tom Wolfe. Apesar de ser uma das pessoas mais requisitadas em Hollywood, com tanta coisa a conhecer na sua agenda, acho que conseguiu oferecer uma contribuição sincera para o projeto que produzimos em conjunto.

MHD: Qual a razão para o espaço ser tão fascinante para os espectadores modernos?

Jennifer Davisson: Acredito que a resposta dependerá muito de pessoa para pessoa. Para mim, esta história está fortemente relacionada com os momentos em que nos reunimos enquanto nação e desejamos alcançar alguma coisa aparentemente impossível. Hoje, enquanto comunidade global, enfrentamos tamanhas dificuldades e sofrimentos que parece ser díficil olharmos para trás e ver o que fomos capazes de fazer quando estávamos todos focados numa coisa em simultâneo. Para mim é esse um dos motivos pelos quais o espaço é tão fascinante. Como humanos, somos inerentemente exploradores, vivemos curiosos com o desconhecido e isso é algo que nos fascina e, ao mesmo tempo, nos apavora. O espaço é o derradeiro desconhecido e são esses dois pontos que, para mim, mantêm as pessoas interessadas neste tipo de histórias.

Patrick J. Adams: Não esqueçamos que provavelmente apenas 550 pessoas na história da Terra tiveram oportunidade de visitar o espaço, e ver o planeta de outro ponto de vista. Há algo de envolvente sobre a experiência vivida por essas pessoas e que as mudou por completo. Continuamos a deixar-nos cativar por essa experiência, queremos ouvi-la e, acima de tudo, queremos entendê-la. É o que nos mantém interessados na temática espacial.

Os Eleitos
James Lafferty como Scott Carpenter © National Geographic / Disney+

MHD: Os Eleitos mostram como as pessoas comuns lidam com o facto de se tornarem celebridades do dia para a noite. Como é lidar com esta situação nos dias de hoje enquanto atores? 

Patrick J. Adams: Essa é uma pergunta difícil. Eu fico completamente corado e desconfortável quando alguém me pergunta “Qual é a sensação de ser famoso?”, porque eu não me sinto assim. Considero um processo realmente estranho passar do anonimato a uma pessoa reconhecida pela série em que trabalhas. Estarei grato às pessoas por assistirem à série, e ainda mais grato por eu ter um emprego, pois não o tinha há algum tempo. Tento lidar com isso da forma mais humilde possível, além de receber os presentes dos fãs com bastante apreço e carinho.

MHD: Sentiram-se pressionados ao interpretarem heróis americanos? 

Michael Trotter: Acho que a maior pressão foi entender realmente quem foram estes homens e como atuavam por detrás das fotografias, mesmo com o rótulo de “heróis”. Para mim o objetivo foi sempre conseguir compor a minha personagem, o Gus, primeiro como homem, antes sequer do estereótipo de herói. Foi um enorme desafio e gostaria muito de saber o que teriam a dizer nos dias de hoje.

Aaron Staton: O Wally Schirra escreveu um livro onde fala sobre a sua tentativa de descobrir se o programa espacial servia apenas de distração, ou de facto heróico. Eu acho que o Wally conseguiu olhar para trás e perceber o valor que o espaço e as suas conquistas tiveram. Provavelmente, no momento em que vivenciou os factos narrados pensou se estaria no lugar e tempo certos.

James Lafferty: Para mim foi mesmo um sonho tornado realidade. Enquanto criança, havia uma pequena caixa na minha menta que sempre me disse que eu deveria ser astronauta ou interpretar um astronauta na TV. Foi realmente inspirador. Ao ler a biografia do Scott Carpenter, percebi que também ele havia sentido o mesmo quando foi selecionado para o programa, afinal também era um sonhador e um pensador cósmico. Acho que nunca esperava que isso acontecesse na sua vida.

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Shannon Lucio como Louise Shepard e Jake McDorman como Alan Shepard © National Geographic / Disney+

MHD: Será que nos poderiam contar um pouco mais sobre as preparações física e psicológica para desempenharem os primeiros astronautas americanos? Considerariam a transformação mais exigente quando comparada com personagens anteriores que desempenharam na televisão ou no cinema? 

James Lafferty: Penso que o mais desafiante, e também aquilo que mais gostei em termos de preparação, foi tentar mergulhar neste mundo, na pesquisa sobre o programa Mercury Seven e sobre os seus indivíduos. Foi, de certo modo, um processo esclarecedor e um trabalho de casa emocionante. E há ainda todo um conjunto interminável de materiais por onde estudar (risos).

Aaron Staton: Eu estava mais intimidado pelos desafios físicos do que pelos desafios mentais. Isto porque tive oportunidade de trabalhar em “Mad Men”, que decorre mais ou menos durante a mesma década que “Os Eleitos”, e portanto já entendia o período em termos de formas de estar, de vestir, etc. Só quando estive duas semanas numa escola de voo e me sentei num cockpit de um jato, percebi realmente os desafios. Tive um piloto de teste, o Dave Kennedy, que me orientou, e aos meus colegas, em todos os processos… Depois passei alguns dias a analisar vídeos. Percebi que embora fosse necessário fazer isso, não deixava de ser intimidante.

Eric Ladin: Eu interpreto um dos engenheiros da série, que na época não tiveram o merecido mérito, nem sequer foram considerados heróis, como aconteceu com os astronautas. Foi ao ler o livro sobre Chris Kraft e a sua autobiografia que percebi que os engenheiros estavam bem com isso. Muitos desses homens estavam completamente à vontade por estar em segundo plano e não serem colocados em capas de revistas. Contentaram-se em deixar os sete astronautas serem os heróis para certificar que o trabalho era feito. Portanto, em termos de abordagem, eu considero o meu papel um pouco diferente. Um dia também quero ser um herói americano, mas aqui percebi que havia que colocar a minha ambição de lado e tentar retratar o Chris consoante aquilo que acreditava.

MHD: O cinema e a televisão têm repensado a relevância de papéis femininos para maior diversidade e inclusão na arte. Como são as mulheres desta história além de mães e esposas? 

Eloise Mumford: Uma das coisas que me atraiu neste projeto, antes sequer de estar envolvida, foi ler o argumento e perceber que o Mark Lafferty, que o escreveu, e todos os membros da equipa técnica estavam profundamente empenhados em contar as histórias das mulheres. Não queriam rotular “as mulheres” ou as “esposas”, mas mostrá-las como indivíduos, da mesma forma que os homens têm essa individualidade. Quiseram dar oportunidade às mulheres para poderem ser complexas e apresentassem toda uma diversidade de pensamentos, sentimentos e emoções. Sinto-me orgulhosa e entusiasmada, uma vez que a série incorpora muito mais o ponto de vista feminino que “Os Eleitos” tem no livro ou no filme. Acredito que somos beneficiados quando há uma maior diversidade de histórias. Neste caso em particular, temos que nos lembrar que as mulheres nos anos 50 e 60 não tinham o mesmo direito à igualdade como nós temos hoje. Ainda há um caminho longo a percorrer, mas a série cumpre uma missão clara sobre essas fascinantes mulheres. Orgulho-me de poder trazer as suas histórias à vida.

Shannon Lucio: Revela-se admirável a maneira como a série explora a perspetiva das mulheres, que não está somente relacionada com o programa espacial. “Os Eleitos” foca-se nos pequenos momentos de cortar a respiração do dia a dia, apenas associados aos relacionamentos com seus filhos. Em algumas sequências, a série explora apenas aquilo que sucede nas suas vidas enquanto estão sozinhas em casa. Mesmo que a trama seja sobre os primórdios da NASA, faz uma espécie de ponto de vista holístico de todos os envolvidos e o que decorreu durante aquele período.

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Patrick J. Adams como John Glenn e Colin O’Donoghue como Gordon Cooper © National Geographic / Disney+

MHD: Uma das personagens da série Annie Glenn lutou durante vários anos contra a gaguez e bloqueios da fala. Quão desafiante foi interpretar esta mulher tão icónica na cultura norte-americana? 

Nora Zehetner: Eu senti-me apavorada porque nunca fiz nada parecido, e preocupada porque pensei corresse mal. Só quis uma boa representação da Annie e das outras pessoas que gaguejam. Achei que isso era importante. As nossas limitações não nos definem, mas sim a forma como lidamos com elas. Foi isso que a Annie representou, ao lutar durante anos para curar a sua gaguez. A certo momento, fala ao telefone com o seu marido, e este fica surpreso porque nunca a tinha ouvido falar de maneira tão clara. Foi importante para mim capturar o seu espírito e a sua fisicalidade.

MHD: Qual a vossa opinião sobre a competição entre os Estados Unidos da América e a Rússia durante a conquista do espaço? 

Eloise Mumford: O nosso mundo é estimulado pela competição e era por isso que competiam. Neste momento parece que existe uma espécie de competição em relação ao desenvolvimento de uma vacina [para a pandemia COVID 19] e eu apoio-a. Curiosamente, a segunda pessoa que a Rússia enviou para o espaço foi uma mulher. E os Estados Unidos não tinham nenhum interesse em competir nesse sentido de inclusão. Mesmo assim, quando queremos ser os primeiros em algo, alcançamos grandes feitos.

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Nora Zehetner como Annie Glenn e Eloise Mumford como Trudy Cooper © National Geographic / Disney+

MHD: Quem contactaram para criar as vossas personagens? Conseguiram chegar a algumas famílias ou mulheres astronautas? 

Nora Zehetner: Na verdade, não nos foi permitido. Acabei por ler e pesquisar muito. Mas, infelizmente, não nos era permitido chegar às famílias por motivos legais.

Eloise Mumford: Alguns membros das famílias, como a Trudy Cooper já não está vivos, lamentavelmente. A Annie Glenn era a única que ainda estava viva quando rodámos a série, mas a maior parte não. Tivemos sorte por existir imensa informação sobre o programa em livros e em autobiografias escritas pelos próprios astronautas, algo que se tornou realmente útil. Não havia tanta informação sobre as mulheres, mas procurámos onde podíamos, como por exemplo, junto de pilotos de teste femininos da mesma geração. A minha personalidade na série foi criada com base nas inspiradoras mulheres da época, daqueles que Trudy Cooper admirava e tentava imitar na sua vida.

Nora Zehetner: Sei que o Patrick J. Adams, que interpreta John Glenn, conseguiu visitar a Fundação John Glenn localizada em Ohio e teve a oportunidade de mergulhar nos arquivos. Por incrível que pareça, teve acesso a cartas de amor de John e Annie, trocadas durante um ano. Isso ajudou-nos desenvolver o relacionamento entre as personagens.

Shannon Lucio: Não havia assim tanta informação sobre a Louise, simplesmente porque a Louise e o Alan eram pessoas muito reservadas. Aliás, ele foi dos poucos astronautas que não publicou nenhuma autobiografia. Então tive que ler o máximo que consegui. Descobri, por exemplo, que a Louise era uma Cientista Cristã e pensava sempre positivamente. Noutro livro em que era citada, descobri que não lhe incomodava a infidelidade de Alan, porque era ela quem ele realmente amava. A Life Magazine disponha de referências visuais importantes sobre a Louise, mas o meu objetivo foi entender como era dentro das quatro paredes, nos momentos em que se ia abaixo. Espero ter-lhe feito justiça e gostaria que estivesse viva para vê-lo.

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Eloise Mumford com centro com Chandler Head à esquerda e Lucy Capri à direita © National Geographic / Disney+

MHD: A série não só está focada nos astronautas e nas suas famílias, como também trabalha a presença mediática dos seus feitos. Como é que o Josh se preparou para interpretar o jornalista Loudon Wainwright? Conseguiu falar com alguém da ilustre família Wainwright? 

Josh Cooke: Eu também não consegui falar com a família Wainwright. A pesquisa da equipa esteve mesmo limitada a textos e artefactos históricos. Li o livro que o Loudon escreveu sobre a história da Life Magazine. Nele, existe um capítulo extraordinário sobre os astronautas e a sua maneira de lidar com eles. O seu filho Loudon Wainwright III, cantor folk muito famoso, tem um programa incrível chamado “Surviving Twin” que é sobre a família e que acabei por assistir. Foi realmente interessante observar como funcionava a dinâmica familiar entre pai e filho. Além disso, acabei por ler mais de 200 das suas crónicas para Life Magazine que refletiam as suas opiniões sobre cinema, política, entre outros assuntos. Um tesouro precioso que me permitiu perceber as suas paixões e o quão maravilhosa era a sua escrita.

MHD: A televisão sempre teve um impacto relevante na maneira como o público entende a experiência transcendental das viagens no espaço. Conseguirá o streaming atrair uma nova geração para a profissão tão exigente e perigosa do astronauta? 

Mark Lafferty: Sim claro, estou 100% de acordo.

Eric Ladin: Sim, obviamente.

Mark Lafferty: Sim, claro. Primeiro a série estaria apenas disponível na National Geographic Network e só após um conjunto de reuniões, chegou a confirmação que seria lançada na plataforma de streaming Disney+. Acho que todos, desde o elenco aos produtores executivos, ficámos entusiasmados, porque todas as pessoas ao redor do mundo, dos mais novos aos mais velhos, podem assistir à série, que não está apenas orientada aos norte-americanos. O facto de colocarmos alguém dentro do silo de metal, enchê-lo de explosivos e lançá-lo para a órbita é de loucos. Acredito que este nível de inspiração, seja em termos de conquista espacial, ou de qualquer coisa que permita à humanidade superar o inalcançável, continuará a inspirar jovens ao redor do planeta.

Patrick Fischler: A minha filha tem 11 anos e o meu sogro tem 90 e assistimos em todos juntos à série. A minha filha não conhecia nada da história e ficou encantada. O meu sogro, claro, viveu durante o período e estava mais do que maravilhado. É por isso que a Disney é um sítio fantástico para albergar a série, porque é possível vê-la com as crianças e com os avós e ficarmos todos rendidos.

MHD: Poderemos esperar um novo projeto da National Geographic ou da Disney+ sobre a corrida espacial? Uma segunda temporada ou um spin-off? 

Jennifer Davisson: Posso confirmar-vos finalmente e em primeira mão que a ideia da Disney e da National Geographic é seguir com a produção de mais temporadas sobre os projetos espaciais desenvolvidos pela NASA. Não teremos as mesmas personagens, mas sim novas caras que estiveram por detrás dos projetos desenvolvidos pela agência espacial nas década seguintes ao Projeto Mercury.

MHD: Chegaram a ver o filme na infância? 

Aaron Staton: Não.

James Lafferty: Eu nunca…

Michael Trotter: Eu sim. Afinal era uma criança. Era um miúdo e lembro-me de ver um filme e de ter gostado bastante. Penso que adormeci um pouco porque o filme tinha três horas de duração. Voltei a vê-lo e continuo a gostar bastante.

MHD: Última pergunta. Que significado tem o título original “The Right Stuff”? 

Mark Lafferty: Posso respondê-la eu. Para mim, o Tom Wolfe procurou oferecer perspectivas diferentes sobre os factos, sobre os astronautas, os engenheiros, todos eles orientados para a conquista do espaço. Conforme o tempo passa e as nossas vidas tornam-se mais estranhas e individualistas, acredito que o termo “The Right Stuff” tenha a ver com a ideia de coletivo, daquilo que somos enquanto sociedade.

Trailer de “Os Eleitos”

Vais ver Os Eleitos? A série está disponível na Disney+ desde o dia 9 de outubro. Novos episódios ficarão disponíveis à sexta-feira. 

Virgílio Jesus

Era uma vez em...Portugal um amante de filmes de Hollywood (e sobre Hollywood). Jornalista e editor de conteúdos digitais em diferentes meios nacionais e internacionais, é um dos especialistas na temporada de prémios da MHD, adepto de todas as formas e loucuras fílmicas, e que está sempre pronto para dois (ou muitos mais!) dedos de conversa com várias personalidades do mundo do entretenimento.

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