Entre crime real, ficção policial e drama de época, estas quatro produções conquistaram mais espectadores do que qualquer outra minissérie na história da Netflix. Para tal, fizemos uma lista, tendo em conta os dados oficiais da plataforma de streaming, com as quatro (mini) obras mais vistas de sempre.
Adolescence (2025) – 142,6 milhões de visualizações

O mundo de uma família vira-se do avesso quando Jamie Miller, de apenas 13 anos, é detido pela polícia sob acusação de assassinar uma colega de escola.
Rodada com a técnica de plano-sequência, sem qualquer corte dentro de cada episódio, a série acompanha em tempo real o impacto da detenção sobre os pais, Eddie e Manda. Assim, eles se veem obrigados a confrontar o pior pesadelo de qualquer progenitor.
Ao longo de quatro episódios, a narrativa afasta-se do género policial convencional para investigar as raízes da chamada manosphere, a cultura online que alimenta misoginia e ressentimento entre rapazes adolescentes, questionando o que a sociedade está a ensinar aos jovens sobre masculinidade e responsabilidade.
No Rotten Tomatoes tem 97% de aprovação da crítica. “Com um estilo arrojado e uma interpretação magnífica do início ao fim, é uma verdadeira lição de narrativa televisiva e uma experiência visual pungente que deixa marcas”
Jeffrey Dahmer Story (2022) – 115,6 milhões de visualizações

Criada por Ryan Murphy, a série reconstrói os crimes de Jeffrey Dahmer, um dos assassinos em série mais infames da história americana. Ele foi responsável pela morte de dezassete jovens homens e rapazes ao longo de mais de uma década em Milwaukee.
Em vez de se limitar a narrar os homicídios, a produção procura expor as falhas institucionais que permitiram que Dahmer atuasse impunemente durante tanto tempo.
Além disso, aborda o racismo e a homofobia que levaram a polícia local a ignorar repetidamente denúncias e sinais de alarme. Sobretudo por a maioria das vítimas pertencer a comunidades negras e LGBTQ.
O sexto episódio destaca-se por abandonar temporariamente o ponto de vista do assassino para se concentrar na vida de uma das vítimas.
No Rotten Tomatoes, esteve muito longe de conquistar a crítica. “Embora pareça estar ciente do perigo de glorificar Jeffrey Dahmer, o estilo sensacionalista do criador Ryan Murphy acaba, mesmo assim, por desviar esta história de terror para o domínio da exploração repugnante”.
I Will Find You (2026) – 115,4 milhões de visualizações

Adaptada do romance homónimo de Harlan Coben, a minissérie segue David Burroughs, antigo professor de direito injustamente condenado pelo homicídio do próprio filho, Matthew.
Cinco anos depois de ser preso, David recebe informação da cunhada, Rachel, sugerindo que Matthew pode continuar vivo. Determinado a descobrir a verdade, David foge da prisão.
Assim, ele mergulha numa investigação repleta de reviravoltas, segredos familiares e conspirações que o obrigam a questionar tudo aquilo em que acreditava sobre a própria vida e a família que perdeu.
No Rotten Tomatoes, também não deixou a crítica rendida e somou apenas 64%. “Uma adaptação mediana de Harlan Coben que põe o elenco à prova e tem a fórmula certa para passar por entretenimento leve”.
The Queen’s Gambit (2020) – 112,8 milhões de visualizações

Ambientada durante a Guerra Fria, a série acompanha Beth Harmon, uma prodígio do xadrez órfã desde criança, que cresce num orfanato do Kentucky nos anos 50. Ela se torna, ao longo da adolescência e início da idade adulta, numa das jogadoras mais talentosas do mundo.
Ao longo de sete episódios, a narrativa explora tanto a ascensão de Beth no competitivo circuito internacional de xadrez como as batalhas pessoais que trava contra a dependência de substâncias e o trauma da infância. Desse modo, constrói um retrato complexo de genialidade e vulnerabilidade.
No Rotten Tomatoes é, a par de Adolescence, uma das minisséries com melhor avaliação dos críticos: 96%. “Os seus desenvolvimentos nem sempre são perfeitos, mas entre a interpretação magnética de Anya Taylor-Joy, os detalhes de época incrivelmente bem recriados e um enredo emocionalmente inteligente. É um sucesso absoluto”.

