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Está prestes a estrear na RTP1 um filme duplamente premiado na última edição do festival de cinema IndieLisboa: “Cochena” (2026, Diogo Allen).

Esta é a primeira longa-metragem do realizador Diogo Allen – que tem trabalhado principalmente como assistente de realização em filmes como “No Táxi do Jack” (2021, Susana Nobre) ou “Mal Viver” (2023, João Canijo) – e traz-nos um retrato íntimo de uma família da comunidade cigana.

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Qual a narrativa de Cochena?

Cochena
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“Cochena” é um documentário que retrata o quotidiano de uma família cigana através do olhar do casal Maria e Arménio.

Maria e Arménio são um casal errante que vive de pequenos gestos primordiais num dia-a-dia onde a resistência e a celebração os caracteriza.

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Quem faz parte do elenco do filme vencedor do IndieLisboa?

Cochena
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O filme “Cochena” é liderado pelo casal Anastácio Romão e Ermelinda Maria da Silva.

No resto do elenco estão, portanto, os restantes membros desta família a pontuar este retrato filmado ao longo de dois anos.

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Quando estreia Cochena na RTP1?

O documentário “Cochena” tem, pois, a sua estreia televisiva marcada para a próxima noite de quinta-feira 10 para sexta-feira 11 de setembro às 00h00 na RTP1.

De referir que este filme é totalmente inédito comercialmente, sendo que passou apenas no circuito de festivais através do IndieLisboa.

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Cochena, nas palavras do IndieLisboa

Cochena
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A saber: “Cochena” foi um duplo vencedor na edição de 2026 do IndieLisboa. Assim, a longa-metragem venceu os prémios de Melhor Longa Metragem da Competição Nacional e Universidades para Melhor Longa Metragem Portuguesa.

Carlota Gonçalves, programadora do IndieLisboa referiu a propósito do filme: “No mundo de ‘Cochena’ tudo pode entrar: colher flores, deitar-se no chão, procurar caracóis, ver fotografias, evocar quem já cá não está e faz falta; acções reveladoras de um apelo de vida gigante. Maria e Arménio lideram este mundo e seguimos com eles por caminhadas, por conversas e encontros, por banalidades, confissões, reflexões. Seguimos com eles pela errância cigana que extravasa de vida, onde há fogueiras, danças e música, crianças e alegria. Um filme pontuado pelo tempo, pelos gestos, por festejos, por jovens e adultos, e pelo que pensam e dizem de repente.”

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Por fim, o júri da Competição Portuguesa – composto por Aya Koretzky, Feyrouz Serhal e Jaume Claret Muxart – referiu que “Cochena” é “um retrato sincero que capta com beleza a essência do espírito único de uma comunidade, (…) oferece uma perceção elegante e discreta, mas ao mesmo tempo vívida, da vida. É uma celebração sentida que destaca o calor dos laços familiares e sociais de uma forma profundamente humanista e cinematográfica”. Por outro lado, o Júri Universidades declarou: “sente-se o longo processo de aproximação a esta comunidade. A composição pensada dos planos, juntamente com uma montagem que não romantiza a sua vivência, revela uma justeza do filme para com os protagonistas (todos).”


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