"Godzilla vs Kong" | © NOS Audiovisuais

Godzilla vs. Kong, em análise

O MonsterVerse da Legendary Pictures culmina no confronto de dois reis dos monstros, “Godzilla vs Kong”, num filme que bateu recordes na pandemia e se encontra no top box office de 2021.

King Kong é o rei de Skull Island e deixou isso bem patente a Mason Weaver (Brie Larson), James Conrad (Tom Hiddleston) e Preston Packard (Samuel L. Jackson) no filme de 2017, “Kong: Skull Island”, o 3º a ser lançado nesta saga, mas o primeiro em termos temporais. Já Godzilla teve dois filmes para mostrar a humanos e a monstros quem é o alfa. Em “Godzilla” de 2014, o rei dos monstros apresentou-se à humanidade e apareceu como a única esperança do mundo contra os monstruosos desafios que estariam para chegar. Já em “Godzilla: King of the Monsters” de 2019, com o destino da humanidade em jogo, Mark Russell (Kyle Chandler), a sua filha Madison Russell (Millie Bobby Brown) e a agência de cripto zoologia Monarch juntam os seus esforços a Godzilla para as colisões e a disputa de supremacia entre as antigas superespécies de Mothra, Rodan e a grande némesis, Ghidorah. A questão era: O que aconteceria se uma força imparável colidisse com algo inamovível?

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“Godzilla vs Kong” marca assim o 4º filme do MonsterVerse da Warner Bros. e da Legendary Entertainment, é o 36º filme da saga Godzilla e a 12ª película envolvendo King Kong. Os planos para um universo cinematográfico partilhado entre Godzilla e Kong foram revelados em 2015 pela Legendary, após o sucesso do primeiro filme da saga. Este foi elogiado por restaurar o fogo da franchise, com comentários de ter um bom equilíbrio do drama humano e sendo um verdadeiro espetáculo visual de monstros gigantes a esmagar tudo à vista. Em 2017 Adam Wingard foi anunciado como realizador e a produção começou em 2018, com filmagens no Hawaii, Australia e em Hong Kong.

Inicialmente o filme estava previsto estrear a Novembro de 2020, mas subsequentes atrasos devido à pandemia COVID-19 levaram a que tal só acontecesse a Março de 2021 simultaneamente nas salas de cinema nos EUA e em streaming na HBO Max, chegando em Maio aos cinemas portugueses. “Godzilla vs Kong” quebrou diversos recordes de box office durante a pandemia, faturando mais de $440 milhões, tornou-se o terceiro filme de maior bilheteria de 2021 e na altura do seu lançamento foi o maior sucesso de estreia na história da HBO Max.

Godzilla vs. Kong
Godzilla vs. Kong ©Legendary Entertainment

Wingard, que esteve considerado por Peter Jackson para realizar uma sequela da sua versão de “King Kong” de 2005, diz que aceitou de imediato a proposta dos produtores, revelando que foi irresistível poder trabalhar com duas personagens tão icónicas, para além de responder a uma das perguntas mais antigas deste universo de monstros. O realizador afirmou ainda que este novo filme não seria um remake do antigo “King Kong vs. Godzilla” de 1962, e que após assistir a todos os filmes de Godzilla e de King Kong retirou inspirações da adaptação de 1976 de “King Kong”, e das produções da Toho: “Godzilla vs. Destoroyah”, “Godzilla vs. Mothra” e “Shin Godzilla”.

A história foi escrita por uma equipa liderada por Terry Rossio com apoio de Michael Dougherty e Zach Shields, que co-escreveram, e no caso de Dougherty também realizou a prequela, “Godzilla: King of the Monsters”. Relativamente ao elenco, Millie Bobby Brown e Kyle Chandler regressaram para interpretar os seus papeis anteriores e nas novas adições contamos com: Alexander Skarsgård a interpretar Nathan Lind, Rebecca Hall no papel de Ilene Andrews, Kaylee Hottle a interpretar Jia, Brian Tyree Henry como Bernie Hayes, Julian Dennison como Josh Valentine, Demián Bichir como Walter Simmons e Eiza González a dar vida a Maia Simmons. O filme teve ainda a presença das estrelas Jessica Henwick, Shun Oguri e Lance Reddick.

Godzilla vs. Kong
Godzilla vs. Kong ©Legendary Entertainment

Godzilla vs Kong” era um dos filmes mais esperados de 2021 e havia alguma expectativa para os fãs de filmes de ação e sci-fi. Em grande parte este MonsterVerse foi criado exatamente para este confronto final, para vermos Godzilla frente a frente com Kong, e para se decidir qual deles é o verdadeiro “king of the monsters”, será que diferente ao antecessor de 1962, desta vez iriamos ter um claro vencedor? Quais foram as vossas apostas?

O novo filme passa-se cinco anos após “Godzilla: King of the Monsters” e 48 anos depois de “Kong: Skull Island”. Enquanto Kong continua exilado em Skull Island, sendo monitorizado pela Monarch, Godzilla passeia livremente pela Terra, mantendo a supremacia. No entanto, quando a Apex Cybernetics aposta num projeto duvidoso para lidar com a ameaça dos titãs e devolver a superioridade à humanidade, os acontecimentos começam a descarrilar. Nathan Lind, Jia e Ilene Andrews, fazendo de Kong o seu guia, partem numa expedição organizada pelo CEO da Apex, Walter Simmons, para encontrarem a Hollow Earth, lar original dos titãs. Madison Russel e o seu amigo Josh Valentine juntam-se a Bernie Hayes de forma a investigarem a veracidade das teorias de conspiração de Hayes, após Godzilla ter atacado uma das instalações da Apex.

Godzilla vs. Kong
Godzilla vs. Kong ©Legendary Entertainment

A 4ª entrada no MonsterVerse é mais forte quando tem a sua atenção virada para os verdadeiros protagonistas do filme que são os monstros. “Godzilla vs Kong” é impressionante em termos visuais, superando os filmes anteriores, e oferece a ação de kaiju que todos desejávamos. Os confrontos de Godzilla vs Kong, tanto no mar como em Hong Kong são cenas que ficarão marcadas na história do cinema como lutas épicas e que dificilmente serão superadas, havendo resposta à pergunta de quem é o mais forte dos dois monstros. A introdução de Hollow Earth e de Mechagodzilla são ótimos e cativantes elementos que alargam a mitologia deste universo. Como curiosidade, o mesmo artista, Jared Krichevsky, que projetou MechaGodzilla para “Ready Player One”, redesenhou o vilão para este filme.

Com apenas 113 minutos, este é o filme mais curto do MonsterVerse. Apesar disso, um dos seus contras é mesmo o de que poderia ser ainda mais curto. O drama humano e toda a narrativa envolvendo as personagens humanas é um prejuízo para o filme, tornando-o vazio, cheio apenas de fillers e cortam o momentum e o impacto da história. Já em 2019, “Godzilla: King of the Monsters” sofreu dos mesmos problemas, tendo excelentes efeitos visuais e épicas cenas de ação, mas sendo muito pobre em termos narrativas. “Godzilla vs Kong” ainda introduz alguns plots interessantes, mas não os explora como deveria, gastando o seu tempo em enredos inúteis. Como a série “Primal” de Genndy Tartakovsky demonstra, não são precisas grandes falas, nem produções de duração extensa para se expor uma história cativante e sólida, e Adam Wingard podia ter tirado inspiração também disto.

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Godzilla vs Kong” é hipnotizante em termos visuais e tudo o que desejávamos em termos de ação. Praticamente tudo o que é focado nos monstros resulta, porém em termos humanos o filme é um autêntico desastre e perde muito do seu tempo com esse falhanço.

Trailer | O Combate do Ano em “Godzilla vs Kong”?

Conhece todos os segredos sobre “Godzilla vs. Kong” no site oficial do filme.

Godzilla vs. Kong, em análise
Godzilla vs. Kong

Movie title: Godzilla vs. Kong

Movie description: Só pode haver um Rei dos Monstros. Um deles terá de cair. A viagem ao lar dos titãs poderá guardar a chave para salvar a humanidade. Um Godzilla enfurecido, um Kong longe de casa, uma teoria da conspiração que poderá tornar-se real. Quem irá vencer?

Date published: 6 de May de 2021

Country: Estados Unidos

Duration: 113 minutos

Director(s): Adam Wingard

Actor(s): Millie Bobby Brown, Kyle Chandler, Alexander Skarsgård , Rebecca Hall , Brian Tyree Henry , Demián Bichir , Eiza González

Genre: Ação, Sci-Fi, Thriller

  • Emanuel Candeias - 64
64

CONCLUSÃO

Godzilla vs. Kong” é hipnotizante em termos visuais e tudo o que desejávamos em termos de ação. Praticamente tudo o que é focado nos monstros resulta, porém em termos humanos o filme é um autêntico desastre e perde muito do seu tempo com esse falhanço.

Pros

  • Efeitos visuais dignos de nomeação a Óscar
  • Ação épica entre Godzilla e Kong
  • Resposta à pergunta: “Quem é o mais forte?”
  • Hollow Earth e MechaGodzilla

Cons

  • Drama humano e personagens humanas praticamente inúteis
  • Muito tempo perdido em plots aborrecidos e demasiados fillers
  • Falta de aprofundamento nos elementos mais cativantes
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