JW Ridley

“Homesick (Out The Blue)” é o novo single de JW Ridley

Em “Homesick (Out The Blue)”, JW Ridley, sem abandonar o registo melancólico, assume-o num ritmo acelerado e tom confiante. 

No mês passado JW Ridley brindou-nos com o meditativo single “Glass Eyes”, onde o cantautor, acompanhado por uma melodia minimalista, nos falava de solidão. Agora, surge uma nova canção, “Homesick (Out The Blue)” que já está disponível via Handsome Dad Records, e conta, novamente, com a colaboração de Ali Chant. Ouve-a abaixo.

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Apesar de não vir acompanhado por um vídeo insólito e esotérico, como o single lançado em Fevereiro, ainda assim “Homesick (Out The Blue)”  desencadeia em nós aquele sentimento de uma dissonância um tanto assombrosa. Contudo, esta dissonância torna-se aqui mais consciente e JW Ridley parece capaz de a enfrentar. Num ritmo mais acelerado, o artista já não se deixa levar pelo sentimento. Pelo contrário, apodera-se dele e assume-o, confiante e seguro.

Numa pulsação atmosférica quase ao estilo krautrock, ao som de volteios de guitarra constantes e teclados vibrantes, a voz de JW Ridley ecoa serena e reconfortante. Ocasionalmente apoiado por uma voz feminina, num “Out The Blue” repetido, JW Ridley sugere-nos esta ideia de uma emoção meticulosamente calculada que se tem vindo continuamente a refinar com cada música.

"Homesick (Out The Blue)" JW Ridley
Capa de “Homesick (Out The Blue)”

Em “Homesick (Out The Blue)”, Ridley contempla as mudanças externas da vida – as estações, os locais, as pessoas que entram e saem das nossas vidas: “in the summer I was always haunting for your love/ in the winter I could only be with what was done”. Consciente da efemeridade que caracteriza as circunstâncias que experienciamos ao longo da vida, contrasta-as com nossas facetas internas que podem nunca mudar. O cantor fala deste contraste psicológico por trás da canção: “É sobre as coisas a que nos apegamos ou as coisas que realmente nunca nos deixam”.

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Ridley conta que num dos momentos em que se encontrava sozinho, deu uso ao espaço e ao pouco tempo que tinha e gravou o single num dos quartos vazios de uma casa que ele co-habita, “O prédio tem estes pequenos quartos estranhos, então fui até lá e gravei as minhas faixas enquanto ninguém lá estava”. Enquanto no single anterior o artista retratava o sentimento de solidão num ambiente familiar, aqui é capaz de até na solidão encontrar companhia nas “coisas que nunca nos deixam”.

Resta-nos aguardar por novos singles (quem sabe, no próximo mês?). Por enquanto, não existe nenhuma indicação de um futuro álbum. Até lá, vivamos no presente e apreciemos o que temos. Que não é pouco.

JW RIDLEY | “HOMESICK (OUT THE BLUE)”

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