House of the Dragon: Ryan Condal responde aos fãs e garante que não vai ceder ao “ruído” da internet

Emma D'Arcy © HBO

A terceira temporada de “House of the Dragon” está prestes a estrear e a ansiedade para saber o que vai acontecer está ao rubro! A guerra civil Targaryen continua, agora com a fação dos Blacks mais próxima de invadir King’s Landing, alcançando um marco crucial na batalha. Contudo, os Greens têm planos próprios e ainda vamos poder testemunhar muitos conflitos antes do grande final da série – planeado algures para 2028.

A segunda temporada deixou preocupações no seio do fandom, devido não apenas à adaptação questionável de determinados eventos face ao livro “Fire & Blood” de George R. R. Martin, mas também pela falta de batalhas concretas com dragões – um dos maiores atrativos da série.

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Ryan Condal e a sua equipa já descansaram os fãs quanto a este último “problema”, garantindo uma mega batalha logo no primeiro episódio do novo capítulo de “House of the Dragon”. No entanto, o showrunner não parece minimamente afetado pela opinião do público, e essa postura rígida pode vir a ser um problema para o futuro da narrativa.

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“Não vamos dar ouvidos ao ruído de fundo”, afirma Ryan Condal

Numa conferência de imprensa realizada no início de junho, Ryan Condal esteve à conversa com Jamie East sobre o que podemos esperar da terceira temporada de “House of the Dragon”. Confrontado com o descontentamento dos fãs em relação a vários elementos dos episódios passados, foi levantada a questão sobre se a equipa sentiu a necessidade de alterar o seu modo de trabalho para os novos capítulos.

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“Não, quero dizer, continuámos com o plano que tínhamos do início”, refere Ryan Condal. O showrunner continua ao afirmar, “não vamos dar ouvidos ao ruído de fundo”. Ainda que não seja a resposta que muitos gostariam de ouvir, o criador de “House of the Dragon” faz questão de pedir paciência aos fãs:

“Esta é uma série de quatro temporadas, com dois anos entre cada capítulo, mas, no fim, estamos a contar uma só história. Ficar chateado com algo que vai a meio, é como chegar a meio de uma peça de teatro e dizer que não gostamos dela, apenas porque não gostámos de um acontecimento em específico do meio. Ainda estão por vir dois atos, e é aí que estamos”.

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O problema das “voltas” e das alterações estruturais de “House of the Dragon”

Com a enorme antecedência com que o argumento é preparado, na realidade, o que Condal diz é que nada pode ser alterado à última hora. Se os fãs não gostaram de algo, resta-lhes ter paciência.

Continua a não haver qualquer tentativa, por parte da produção, de justificar alterações que muitos consideram aberrantes. Entre as maiores queixas encontram-se a omissão de personagens secundárias vitais, romances que nascem do nada e sem propósito aparente, bem como o exasperante ciclo sem fim de Daemon em Harrenhal. A juntar a isto, critica-se a invenção de conflitos inexistentes entre personagens para forçar tensão, e o constante “vai não vai” da guerra.

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Embora a segunda temporada tenha oferecido episódios absolutamente fantásticos, nomeadamente, “A Son for a Son” e “The Red Dragon and the Gold”, a verdade é que muitos capítulos foram excessivamente parados. Com capítulos dominados por uma política de “andar às voltas” que não agradou à maioria.

Resta agora esperar que Ryan Condal cumpra o que prometeu para a terceira temporada de “House of the Dragon”, entregando o fogo e o sangue que os fãs exigem. Possivelmente fazendo-nos esquecer uma segunda temporada que soube a pouco.

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Quando estreia “House of the Dragon”?

A terceira temporada da série que adapta “Fire & Blood” de George R. R. Martin chega à HBO Max Portugal na madrugada do dia 22 de junho. Além dos novos episódios, estão ainda disponíveis podcasts, incluindo um especial “Game of Thrones”.


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