© Scopely / Global Worldwide

Kingdom Maker, em análise

Chegou um novo jogo mobile de estratégia, “Kingdom Maker”. Será que a Scopely e a Global Worldwide trazem outro êxito?

Existem milhares de jogos mobiles, divididos por diversas plataformas. Contudo, só alguns é que conseguem alcançar o sucesso dentro da área. Ou seja, com a quantidade de apps que existem, é (quase) um num milhão alcançar essa proeza. Assim sendo, o género de estratégia é um dos mais escolhidos entre os jogos mobile. Por exemplo, “Clash of Clans”, da Supercell, é um dos maiores sucessos. Com um mecanismo de jogo simples, mas divertido e interativo, cativou milhões de fãs por todo o mundo. Assim como, “Plague Inc.”, da Ndemic Creations, com uma premissa arrojada e invulgar, o objetivo é criar um vírus e exterminar a raça humana. Também com um mecanismo de jogo simples, com várias mutações disponíveis para “melhorar” o vírus, encantou milhões de jogadores. Até mereceu uma adaptação para a Steam.

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Nesse sentido, a Scopely, em parceria coma Global Worldwide, criaram um jogo mobile de estratégia distinto e gratuito, o “Kingdom Maker”. A empresa norte-americana tem um portfólio invejável, com uma vasta experiência em jogos MMO (massive multiplayer online), tais como, “The Walking Dead: Road to Survival“, “Star Trek Fleet Command”, “Marvel Strike Force”, “WWE Champions”, “Wheel of Fortune”, entre outros. Assim sendo, este jogo mobile inspirado na época medieval traz algo diferente para os jogadores mais exigentes (e para os jogadores que só queiram divertir-se). Ou seja, só existe uma regra, a tua. Por isso, se quiserem criar um reino pacífico, está ao vosso alcance. Se preferirem levar a vida de Genghis Khan, e conquistar todas as terras possíveis, também está ao vosso alcance.

Assim sendo, “Kingdom Maker” imerge os jogadores numa aventura medieval única, com várias opções de personalização, narrativas e batalhas épicas iniciadas pelos jogadores. Assim sendo, os jogadores começam o seu reinado, após um falecido tio deixar-nos uma pequena fortaleza. A partir daí, têm a ajudar de um velho soldado, que antes de sucumbir, conduz-nos ao castelo. Lá, dentro de um baú de ouro, está Owlie, um pequeno mocho que nos vais guiar (e ajudar) durante o jogo inteiro. Não se deixem enganar pela pequena estrutura de Owlie, dado que é das personagens mais faladoras (e cómicas) do jogo mobile. A seguir, e um dos elementos mais importantes do jogo, é a criação da nossa linhagem. Ou seja, numa interação simples, digna de “The Sims”, o casal reinante terá de reproduzir um herdeiro, essencial para as futuras narrativas e batalhas do jogo.

Kingdom Maker
© Scopely / Global Worldwide

No meio disto, o pequeno mocho ajuda-nos a desenvolver a nossa fortaleza, para além das muralhas do castelo, ou seja, começamos a construir habitações, pedreiras, serrarias e edifícios militares. A partir daí, os jogadores ganham a sua liberdade, para levarem o seu rumo. Nesse sentido, “Kingdom Maker” divide-se em seis principais características – as famílias nobres, com a criação da linhagem, dramas românticos e batalhas entre reinos; as batalhas em tempo real, com lutas até a cidade em defesa cair ou até os invasores ficarem sem camponeses, dado que é possível pedir reforços; a construção de cidades, onde o céu é (quase) o limite; o controlo do território, onde fora do teu reino, existem outros múltiplos reinos, de outros jogadores, divididos por distritos; os exércitos personalizáveis, existem várias maneiras de ter o melhor batalhão; e por fim, as alianças, semelhante ao que acontece em “Game of Thrones”, une-te a outros reinos, e conquista tudo.

Kingdom Maker
© Scopely / Global Worldwide

Apesar de ser um jogo mobile, “Kingdom Maker” tem o potencial para receber uma adaptação na Steam, semelhante ao que aconteceu com “Plague Inc.”, devido ao vasto jogo que se pode tornar. Igualmente, os gráficos, para um jogo mobile, merecem ser destacados, com animações suaves e sem defeitos, algo que em maioria dos jogos não se verifica. Contudo, há um senão, que poderá ser um entrave para alguns jogadores. Um dos principais modos de um jogo gratuito ser rentável, e também para se manter ativo, é as microtransações, (quase) como pay-to-win. Assim sendo, os jogadores que decidirem investir para uma rápida expansão, facilmente conseguiram dominar os restantes. Contudo, o jogo oferece várias missões fáceis, de modo aos restantes jogadores, conseguirem obter recursos necessários para evoluírem.

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Nesse sentido, a Scopely e a Global Worldwide criaram um jogo mobile que pode tornar-se num êxito dentro dos jogos mobile, sobretudo de estratégia.

TRAILER | AVENTURA-TE EM KINGDOM MAKER

Que rumo vais tomar? Paz ou Guerra?

  • ENREDO - 85
  • JOGABILIDADE - 87
  • GRÁFICOS - 80
  • SOM - 75
82

Kingdom Maker

Um jogo mobile de estratégia, inspirado na época medieval, onde o rei és tu, e a única regra a seguir, é a tua decisão.

Pros

  • Jogabilidade simples e divertida;
  • Várias camadas de personalização;
  • Cada jogador, um destino diferente;

Cons

  • A música poderia ser melhorada, dado que repete sempre;
  • A tradução para português tem algumas falhas;
  • Microtransações;
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