King Krule (foto de Charlotte Patmore)

Man Alive! é o novo álbum de King Krule

King Krule anunciou hoje o lançamento de Man Alive!, o sucessor do aclamado The Ooz. Na dianteira do álbum, veio também “(Don’t Let the Dragon) Draag On”.

O novo álbum Man Alive! de King Krule chegará às lojas no dia 21 de Fevereiro, por meio da XL Recordings. Com o anúncio veio o single principal “(Don’t Let The Dragon) Draag On”, do qual já se conhecia uma versão acústica incluída na curta-metragem Hey World! que Archy Marshall lançou no passado mês de Novembro de 2019.

Este terceiro álbum de King Krule segue-se ao criticamente aclamado The Ooz, que constou de várias listas de melhores álbuns de 2017 e foi nomeado para um Mercury Prize. Segundo um comunicado de imprensa, ao contrário deste último, Man Alive! “não pretende apresentar qualquer espécie de fio narrativo ou um comentário ao estado da nação na era do Brexit, mas apenas uma colecção de instantâneos e histórias, habilidosamente sequenciadas num deslumbrador e coerente todo”.

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King Krule gravou parcialmente o novo disco nos estúdio Shrunken Heads, em Nunhead, Londres, tendo tido Dilip Harris como co-produtor, como já fora o caso em The Ooz. Todos os instrumentos foram tocados por ele, à excepção do saxofone, da responsabilidade de um grande amigo argentino, Ignacio Salvadores, numa sonoridade influenciada por música argentina, bossa nova e pela rádio que King Krule andava a ouvir ultimamente. Tendo sabido entretanto do nascimento da sua filha e de Charlotte Patmore, em Março de 2019, mudou-se para o Noroeste de Inglaterra para estar perto da família. Algumas semanas depois retomou e concluiu a gravação nos estúdios Eve, em Stockport.

O novo álbum é mais conciso que o anterior, tendo apenas cerca de 40 minutos ao invés dos 67 de The Ooz, sendo mais fácil apreendê-lo no seu todo, numa única audição. Archy Marshall descreve assim o percurso do disco: “Começa bastante rápido e agressivo, depois mais numa de encostar-se no banco para relaxar até se tornar acolhedor no final. Finais felizes!” […] Desta vez senti-me como tendo saído de um lugar escuro, e estava num momento bom. Apreciei a depressão e momentos difíceis por que passei, mas também gostei de me sentir melhor no aqui e agora. Por isso, foi sobre alcançar essa nova estabilidade.”

King Krule - Man Alive!
Capa de Man Alive!

Embora a maior parte das canções de Man Alive! sejam ainda sobre o estilo de vida algo dissoluto no sul de Londres, King Krule confessa que o assunto das mesmas o entedia, agora que uma nova fase começou e se sente melhor na vida. Olhando para o passado recente, diz: “Não havia realmente nada para fazer aqui, especialmente no inverno. Toda a gente que conheço tinha um emprego, enquanto eu ficava de rabo sentado o dia todo sem fazer nada, até ir para o pub com eles quando saíam do trabalho. Tornara-se um pouco habitual. Um dia, mesmo a meio de gravar o álbum, aconteceu esta mudança enorme na minha vida, que nem compreendi muito bem inicialmente. Foi mais ou menos como ‘oh, é melhor endireitar-me!’ Para ser sincero, estava mesmo feliz por poder escapar de tudo aquilo para me focar em assuntos mais urgentes – como sustentar uma criança.”

Dando finalmente vazão ao seu gosto por cinema, Archy Marshall aventurou-se a realizar o vídeo de ‘(Don’t Let The Dragon) Draag On’, que retira inspiração do clássico do cinema mudo A Paixão de Joana d’Arc, de Carl Theodor Dreyer, ao mesmo tempo que mantém claras marcas do seu estilo visual. Segundo a Crack Magazine, a produção é da autoria de uma companhia sua, a Ground Work. Podes vê-lo já abaixo e comparar o tema com a sua versão acústica na curta-metragem Hey World!, logo a seguir.

KING KRULE | “(DON’T LET THE DRAGON) DRAAG ON”

KING KRULE | HEY WORLD!

KING KRULE, MAN ALIVE! | Alinhamento

  1. Cellular
  2. Supermarché
  3. Stoned Again
  4. Comet Face
  5. The Dream
  6. Perfecto Miserable
  7. Alone, Omen 3
  8. Slinky
  9. Airport Antenatal Airplane
  10. (Don’t Let The Dragon) Draag On
  11. Theme For The Cross
  12. Underclass
  13. Energy Fleets
  14. Please Complete Thee

Maria Pacheco de Amorim

Literatura, cinema, música e teoria da arte. Todas estas coisas me interessam, algumas delas ensino. Sou bastante omnívora nos meus gostos, mas não tanto que alguma vez vejam "Justin Bieber" escrito num texto meu (para além deste).

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