As melhores cenas de abertura do cinema (VI)

São inúmeras as discussões acerca da relevância das cenas de abertura, mas nós na Magazine.HD não entramos na conversa. Apenas te mostramos as melhores sequências e deixamos a questão para ti.


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Iniciar uma longa-metragem nem sempre é a tarefa mais fácil para um realizador. Despender imenso tempo em construir uma sequência atrativa ou optar por uma cena que não prenda de início o público corresponde a um dilema que os cineastas se debatem nos seus projetos.

Não é necessário que as sequências de abertura captem a audiência desde o início, por vezes, uma simples cena mostrar um plano geral pode ser o necessário para abrir um filme e causar “impressão” nos espetadores.

De seguida, apresentamos-te as consideradas melhores cenas de abertura do cinema, ou seja, as sequências que se destacam não só pela sua espetacularidade, pela carta de apresentação do filme e pela sua apresentação do contexto cultural e social.

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Anticristo (2009)

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Ao som de Lascia ch’io pianga, de Handel Rinaldo, Las Von Trier utiliza os tons de cinzento, os movimentos lentos para apresentar um trágico acidente logo na abertura de Anticristo. A montagem de abertura de Anticristo justapõe um casal (Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg) a terem relações sexuais enquanto o seu filho cai da janela e morre.

Esta é uma das melhores cenas do cineasta dinamarquês, ao juntar em simultâneo a sensualidade com a violência, bem como o real e o irreal. É uma sequência dolorosamente lenta e dolorosamente detalhada, incapaz de ser esquecida – tal como o resto do filme e de todos os outros títulos do realizador.

 

A Janela Indiscreta (1954)

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A sequência de abertura de um dos mais populares títulos do cinema apresenta-nos todas as histórias – do protagonista Jeff e dos seus vizinhos – sem nenhuma palavra. A montagem de A Janela Indiscreta cria um ambiente urbano à medida que a câmara faz panorâmicas de toda a vizinhança e mostra com planos próximos o quarto do protagonista e as casas das restantes personagens.

Quando são apresentadas as plantas da varanda ou as molduras nas paredes das divisões, o público tem a sensação de estar realmente em casa acreditando que a trama se está mesmo a desenvolver num bairro de uma cidade real.

Embora seja uma abertura bastante genérica, com nada para mostrar, Hitchcock apresenta-se não só como o mestre do suspense também é o mestre do storytelling visual.

 

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O Tubarão (1975)

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Era uma noite quente de Verão e um casal aproxima-se da praia. Chrissie Watkins (Susan Backlinie) despe-se, entra na água e chama pelo companheiro para lhe fazer companhia. Silêncio. Chrissie distancia-se ainda mais da costa. Vemos a silhueta da jovem na perspetiva do oceano e ela volta a gritar pelo rapaz. De repente, Chrissie sofre um puxão. Depois de um momento de confusão, ela volta a ser puxada e começa a gritar. Ela é puxada e lançada para todos os lados, até que se ouve um último grito e ela desaparece debaixo de água.

Os gritos acompanhados pelo tema musical de John Williams e a ausência de uma imagem do monstro que ataca a jovem tornaram a cena e O Tubarão num filme icónico e colocaram Steven Spielberg como um realizador de culto. Mas acima de tudo, esta cena dá-te calafrios sempre que pensas em entrar na água para nadar…

 

2001: Odisseia no Espaço (1968)

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A sequência de abertura de 2001: Odisseia no Espaço é provavelmente a mais reconhecida banda sonora do mundo. Stanley Kubrick apresenta logo desde o início qual o tipo de experiência que o filme irá proporcionais.

A confiança que o realizador depositou neste tipo de abertura é incrível, uma vez que não é comum iniciar uma longa-metragem com uma sequência de dois minutos sem qualquer diálogo e conseguir agarrar os espetadores.

 

Concordas com as nossas escolhas? Não percas a próxima parte!


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Catarina Fernandes

Mestre em Ciências da Comunicação e fotógrafa amadora. Seriófila compulsiva e apaixonada por literatura, assim como pelo cinema e pela sua história. (Extremamente) Viciada em música e concertos.

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