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O MEO Kalorama voltou ao Parque da Bela Vista entre os dias 28 e 30 de agosto para queimar os últimos cartuchos festivaleiros deste verão. Entre uma mescla saudável de géneros ao longo de 3 dias não esgotados (mas muito bem compostos), o festival mostrou que continua a ser uma das apostas mais versáteis e alternativas dentro do panorama nacional. A 5.ª edição não será, de certo, a última.

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Rock e as suas variantes fecham o 5º MEO Kalorama

No último dia, 30 de agosto, apesar da partilha com ritmos de Hip Hop e Rock entre palcos, os headliners foram dominados por uma coesa onda rock, punk e metal. Com muito mosh pit e crowdsurfing à mistura, os três últimos atos no palco principal – Peaches, Turnstile e Deftones – forneceram um equilíbrio ágil entre ícones e novas promessas emergentes.

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Seguindo a listagem dos três últimos nomes no palco principal, a canadiana Peaches foi, com o seu electro-rock arrojado e a sua presença política e performativa, um excelente warm up para tudo o que se seguiria por ali. E, para aquecer a multidão com chave de ouro, até tivemos direito a um improvável mas muito proveitoso dueto entre Peaches e o vocalista de Turnstile – Brendan Yates.

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Turnstile: um clássico em formação?

Pelas 22h30, com um set a roçar uma hora de duração, como foi aliás da praxe para segundos headliners no MEO Kalorama em 2026, os Turnstile mostraram de que cores são feitos conseguindo levar rapidamente e de forma consistente o público ao êxtase. Foi muito possivelmente o espectáculo mais participativo de todo o festival, com a Geração Z a explorar estes seus muito recentes mas já basilares pesos pesados do rock alternativo e punk.

Com o primeiro álbum, “Nonstop Feeling”, lançado há pouco mais de dez anos, os Turnstile ainda não são uma banda de legado, mas são já extremamente importantes para a cena rock contemporânea. E, como openers dos clássicos Deftones, não poderiam ter sido uma escolha mais apropriada. Assim, podemos contactar com o melhor do rock vindo dos Estados Unidos da América numa mesma noite.

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No âmbito da sua carreira relativamente recente, os Turnstile já se conseguiram tornar numa presença comum em terras lusas. A visita ao MEO Kalorama foi a 5.ª no período de 11 anos e a terceira em apenas ano e meio. Tendo em conta a efusiva reação, o regresso não deverá demorar.

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Um snippet de António Variações lançou a sua setlist com sucesso, e para fechar ouvimos o tema energético e memorável “Never Enough” e, por fim”, “T.L.C. (TURNSTILE LOVE CONNECTION)”, uma canção que é sinónimo do espírito da própria banda. Os álbuns “GLOW ON” (2021) e “Never Enough” (2025) dominaram o alinhamento.

Deftones: de 1988 a 2026 sempre influentes

Volvida outra hora, chegou a altura de receber os grandes cabeças de cartaz de 30 de agosto. Os norte-americanos Deftones saudaram devidamente o público português, elogiando a multidão e a sua dedicação à romaria musical a um domingo à noite. Com um frontman competente em Chino Moreno, o alinhamento fez-se compor de 19 temas, com direito inclusive a um encore com três músicas, incluindo uma interpretação vibrante de “Change (In the House of Flies)”.

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O disco clássico “Around the Fur” (19979) e o mais recente “private music” (2025) dominaram a setlist de cerca de 1h30, mas por pouco. A viagem musical foi completa , cobrindo sete dos 10 discos de originais do grupo. A entrada, essa fez-se a pés juntos com ““Be Quiet and Drive (Far Away)” a lançar o mote para um concerto memorável.

 

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Quanto aos seus clássicos intemporais, foram responsáveis pelos momentos de maior conexão com o público – como por exemplo  “My Own Summer (Shove It)”, tocada mais para o fim do alinhamento. Queimavam-se os últimos cartuchos e, embora o nível de energia não tenha chegado ao vivido em Turnstile, estes momentos chaves ficarão na memória.

Algo é certo, nesta sua 11.ª visita em Portugal (com primeira paragem já longínqua no Festival Ilha do Ermal em 2000), os Deftones recordaram-nos do seu estatuto mais que consolidado na cena do Hard Rock/Metal.

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O MEO Kalorama estará de volta para uma 6.ª edição já anunciada para 2027. Depois de 100 mil pessoas terem passado pelo Parque da Bela Vista nos últimos 3 dias, o festival tem já planeadas edições para o final de agosto dos 2 próximos anos – embora os dias exatos estejam por definir. Nós por cá estaremos a cobrir a sua selecção musical camaleónica.

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