Para a Minha Amada Morta

 

‘Um drama disfarçado de thriller, que assenta nas incertezas do quotidiano de um homem comum’

<<  Boi Neon  |  Mata-me Por Favor >>

FICHA TÉCNICA

Para a Minha Amada Morta

Título Original: Para a Minha Amada Morta
Realizador: Aly Muritiba
Elenco: Fernando Alves Pinto,  Giuly Biancato, Lourinelson Vladimir
Género: Drama
Brasil | 2015 | 123 min[starreviewmulti id=18 tpl=20 style=’oxygen_gif’ average_stars=’oxygen_gif’] 

 

Depois das suas excelentes curtas-metragens, sobretudo ‘A Fábrica’ (2013) e ‘Tarântula’ (2015), o realizador baiano, radicado em Curitiba, estreou agora a sua primeira longa-metragem e na Mostra de Veneza 2015, a última das suas curtas. ‘Para a Minha amada Morta’ conta a história do fotógrafo Fernando (Fernando Alves Pinto), que após a morte da sua esposa, torna-se um homem calado e introspectivo. Fernando vive cercado de objetos pessoais da falecida, até descobrir, numa VHS, uma surpresa que coloca em dúvida o amor da esposa por ele. Fernando decide assim investigar a verdade que está por detrás dessas imagens, desenvolvendo uma obsessão que consome os seus dias e rotinas diárias.

Vê aqui o Trailer

O cineasta trabalha com a estrutura clássica do suspense, num drama disfarçado de thriller, marcado pelas incertezas do quotidiano de um homem que quer vingar-se e redimir-se de um segundo luto através da desconstrução das imagens (como em ‘Blow-up, A História de Um Fotógrafo’).

Para a Minha Amada Morta

‘…incertezas do quotidiano de um homem que quer vingar-se e redimir-se de um segundo luto…’

Aly Muritiba, como já tinha acontecido em algumas das suas curtas anteriores, reinventa de certa maneira o thriller, à custa de curtos diálogos e imagens fortes, num filme existencialista (tem algo de ‘O Estrangeiro’, de Albert Camus), sem cenas muito excitantes ou grandes reviravoltas, mas antes desenrolando-se na monotonia e angústia diárias de um homem revoltado com o passado. Está na competição oficial do 19º Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira.

<<  Boi Neon  |  Mata-me Por Favor >>

JVM 

José Vieira Mendes

Jornalista, crítico de cinema e programador. Licenciado em Comunicação Social, e pós-graduado em Produção de Televisão, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. É actualmente Editor da Magazine.HD (www.magazine-hd.com). Foi Director da ‘Premiere’ (1999 a 2010). Colaborou no blog ‘Imagens de Fundo’, do Final Cut/Visão JL , no Jornal de Letras e na Visão. Foi apresentador das ‘Noites de Cinema’, na RTP Memória e comentador no Bom Dia Portugal, da RTP1.  Realizou os documentários: ‘Gerações Curtas!?’ (2012);  ‘Ó Pai O Que É a Crise?’ (2012); ‘as memórias não se apagam’  (2014) e 'Mar Urbano Lisboa (2019). Foi programador do ciclo ‘Pontes para Istambul’ (2010),‘Turkey: The Missing Star Lisbon’ (2012), Mostras de Cinema da América Latina (2010 e 2011), 'Vamos fazer Rir a Europa', (2014), Mostra de Cinema Dominicano, (2014) e Cine Atlântico, Terceira, Açores desde 2016, até actualidade. Foi Director de Programação do Cine’Eco—Festival de Cinema Ambiental da Serra da Estrela de 2012 a 2019. É membro da FIPRESCI.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *