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Óscares 2021 | Portugal apura os finalistas

A Academia Portuguesa de Cinema já revelou quais são os quatro filmes portugueses pré-selecionados para representar o país nos Óscares de 2021.

Todos os anos, países de todo o mundo selecionam uma obra cinematográfica para representar a nação na corrida para o Óscar de Melhor Filme Internacional. Portugal tem feito parte dessa tradição de forma intermitente desde 1980 e detém um triste recorde. Acontece que, com 36 filmes já submetidos, Portugal é o país que mais vezes competiu nesta categoria sem nunca ter conquistado uma mísera nomeação.

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A esperança é a última a morrer, pois claro. Até 2020, nunca nenhum filme coreano havia conquistado essa honra, apesar de uma rica indústria. Foi preciso o fenómeno do “Parasitas” para quebrar barreiras e convencer a Academia a dar valor ao cinema da Coreia do Sul. No final, esse drama de Bong Joon-ho acabou mesmo por fazer história, tornando-se o primeiro filme falado numa língua que não o inglês a conquistar o troféu para Melhor Filme. Quiçá um dia teremos o nosso “Parasitas” lusitano.

Este ano, já se apuraram os finalistas para a honra de representar Portugal. A partir de uma lista de 33 longas-metragens elegíveis, um júri seleto escolheu quatro filmes. Em cargo de tal decisão estiveram o produtor e realizador Gonçalo Galvão Teles, a atriz Isabel Abreu, o realizador Lauro António, o diretor de fotografia Miguel Sales Lopes, a cineasta Monique Rutler e o ator/ realizador Welket Bungué. Estas foram as suas escolhas:

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© Academia Portuguesa de Cinema

“Listen” de Ana Rocha de Sousa causou furor quando passou no Festival de Veneza deste ano. O filme sobre dramas familiares de emigrantes portugueses no Reino Unido conquistou cinco galardões à sua realizadora e pode ser o favorito para esta seleção. “Mosquito” de João Nuno Pinto vem com menos prémios doirados atrás, mas também é uma obra de impor respeito. Retratando o pesadelo de um soldado Português perdido em África no início do século XX, esta foi a longa-metragem que abriu o Festival de Roterdão de 2020.

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Dotado de excelentes prestações pela parte de um elenco notável, “Patrick” é uma obra mais pequena e esteticamente modesta em comparação com seus concorrentes. O filme de Gonçalo Waddington prima pela impiedade da sua história sobre traumas sexuais de uma infância roubada e esteve em competição no LEFFEST do ano passado. Por fim, “Vitalina Varela” é a mais recente assombração de Pedro Costa, um requiem que exorciza e assusta, que comove e faz pensar. Em Locarno, em 2019, a obra ganhou o Leopardo de Ouro para Melhor Filme e Melhor Atriz.

No dia 16 de novembro, será revelado qual destes quatro filmes foi selecionado para representar Portugal nos Óscares. Será que é desta que somos nomeados?

Cláudio Alves

Licenciado em Teatro, ramo Design de Cena, pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Ocasional figurinista, apaixonado por escrita e desenho. Um cinéfilo devoto que participou no Young Critics Workshop do Festival de Cinema de Gante em 2016. Já teve textos publicados também no blogue da FILMIN e na publicação belga Photogénie.

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