São Jorge | © Filmes do Tejo

Os filmes que Portugal candidatou aos Óscares

Ainda não sabemos se será “Variações”, “Parque Mayer”, “A Herdade” ou “A Raiva” a representar Portugal nos próximos Óscares. Enquanto isso, que tal conheceres todos os filmes já candidatos?

Desde 1980 que Portugal tem candidatado quase ininterruptamente um filme aos Óscares, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. Tal como noticiámos recentemente, não se sabe ainda qual será selecionado para participar na competição este ano, embora saibamos que a escolha está ente “Variações“, “Parque Mayer“, “A Herdade” ou a “Raiva”, eleitos pela Academia Portuguesa de Cinema. Assim, enquanto esperamos mais notícias neste tópico, convidamos-te a percorrer todos os filmes que foram anteriormente escolhidos para representar o país nos Óscares, sempre sem sucesso, infelizmente. Relembramos que o cinema em Portugal sofreu bastante com a ditadura de Salazar, conforme podes ler no nosso artigo comemorativo do Dia de Portugal, mas que, principalmente desde os anos 90, têm surgido grandes cineastas e realizadores, que deram vida a grandes filmes, alguns dos quais estão nesta lista. Vamos a isso?

MANHÃ SUBMERSA (1980)

Manhã Submersa
Manhã Submersa | © Sonoro Filme

Realizador: Lauro António

“Manhã Submersa” é uma adaptação do romance homónimo de Vergílio Ferreira, segue a trajetória de António Santos Lopes, nos anos 40. Narrado pela voz do próprio já em adulto, António é obrigado a estudar num seminário por revelar ser uma criança inteligente, através do incentivo da Dona Estefânia, que o protege nesse percurso.




FRANCISCA (1982)

Francisca
Francisca | © Rank Filmes de Portugal

Realizador: Manoel de Oliveira

Baseado no romance “Fanny Owen” de Agustina Bessa-Luís, que por sua vez foi escrito tendo com base factos verídicos, “Francisca” passa-se nos anos 50 do século XIX, através de uma reflexão dos próprios protagonistas sobre a vida. Enquanto este diálogo se desenrola, vários acontecimentos se sucedem, como uma consequência dos seus próprios conceitos.

“Francisca” foi distinguido com o Grande Prémio do Instituto Português do Cinema, o Prémio Vittorio de Sica Festival de Cinema de Sorrento, em Itália, entre outros.




SEM SOMBRA DE PECADO (1983)

sem sombra de pecado
Capa do DVD Sem Sombra de Pecado | © Lusomundo

Realizador: José Fonseca e Costa

“Sem Sombra de Pecado” acompanha Henrique, que pertence a uma família burguesa e que está a cumprir o serviço militar. Henrique começa a receber telefonas estranhos de uma mulher, que se desenrola em vários encontros entre ambos. Esta relação acaba por se revelar como que um jogo, e Henrique acaba por não conseguir resistir à vingança.

Este filme ganhou, no mesmo ano, o Grande Prémio do Instituto Português do Cinema, melhor filme, realização, atriz e ator nos prémios Nova Gente, entre outros.




O LUGAR DO MORTO (1984)

o lugar do morto
O Lugar do Morto | © Mundial Filmes

Realizador: António-Pedro Vasconcelos

O Lugar do Morto” é um clássico policial e foi um êxito na altura, reunindo vários atores conhecidos. Acompanha o jornalista Álvaro Serpa, que sai de casa de uma amiga por volta das seis da manhã e decide seguir pela Marginal, estacionando o seu carro junto ao mar e acabando por adormecer. Álvaro acorda subitamente quando se apercebe de uma discussão entre um homem e mulher e, ao voltar ao local, encontram esse mesmo homem já morto.

Este filme recebeu os prémios da  Se7es de Ouro no que toca à realização, fotografia e atores (masculino e feminino) e o Prémio Nova Gente de Melhor Actor.




ANA (1985)

Óscares
Ana | © Filme Filmes

Realizador: Margarida Cordeiro e António Reis

“Ana” é uma docuficção que acompanha uma família de três gerações que se une na aldeia natal na época de férias, a aproveitar a calma e todas as particularidades do meio rural típico de Portugal, até que tudo se desequilibra com a morte de Ana.

O filme ganhou o Prémio Espiga de Ouro na competição de Valladolid, em Espanha, bem como o Nova Gente pela realização, atores e fotografia, entre outros.




TEMPOS DIFÍCEIS (1988)

Óscares
Tempos Difíceis | © Sociedade Importadora de Filmes

Realizador: João Botelho

Baseado no romance “Hard Times” de Charles Dickens, “Tempos Difíceis” foi muito reconhecido internacionalmente, ajudando João Botelho a consagrar-se na sua carreira. Neste filme, o realizador adapta o romance àquela época (anos 80), passado no Poço do Mundo, um local onde convive a riqueza e a pobreza e outras grandes dualidades. Este local é demonstrado, no filme, através da perspectiva de três famílias muito diferentes.

“Tempos Difíceis” ganhou o Prémio Europeu em Veneza e o de Melhor Filme no Festival de Belford, entre outros.




OS CANIBAIS (1989)

Óscares
Os Canibais | © Lusomundo

Realizador: Manoel de Oliveira

Neste filme, o enredo é a macabra história de Margarida que se apaixona pelo Conde d’Aveleda e que, ao descobrir o seu segredo na noite de núpcias, se atira pela janela. O conde acaba por se atirar para a lareira e morrer queimado. Na manhã seguinte os pais da noiva, não sabendo daqueles acontecimentos, acabam por comer os restos do corpo do conde.

Este filme foi nomeado para a Palma de Ouro no Festival de Cannes, e recebeu o Prémio Especial da Crítica no Festival de Cinema de São Paulo, entre outros.




O PROCESSO DO REI (1990)

o processo do rei
O Processo do Rei | © Atalanta Filmes

Realizador: João Mário Grilo

“O Processo do Rei” retrata, resumidamente,  o processo que levou à destituição do Rei D. Afonso VI, que foi enviado por Luís XIV, o Rei Sol, para casar com Maria Francisca de Sabóia e  ter um aliado para a guerra. No entanto, Afonso VI acaba por ser condenado, dando o lugar ao seu irmão.

Este filme recebeu o Prémio Especial do Júri no Festival de Cinema em Berlim, entre outros.




O SANGUE (1990)

O sangue
O sangue | © Trópico Filmes

Realizador: Pedro Costa

“O Sangue” é o primeiro filme de Pedro Costa e retrata o caso de dois irmãos que acabam por se separar devido à morte do pai, apesar de um juramento que fizeram quando mais novos.

Este filme recebeu o Primeiro Prémio no Festival de Cinema dos Países de Língua Oficial Portuguesa, em Aveiro e uma menção no Festival Internacional de Cinema de Roterdão.




O DIA DO DESESPERO (1992)

O Dia do Desespero
O Dia do Desespero | © Madragoa Filmes

Realizador: Manoel de Oliveira

“O Dia do Desespero” acompanha os últimos anos de Camilo Castelo Branco e baseia-se em algumas das suas cartas, explorando a sua alma já perturbada, após ter ficado cego e apesar de ter tido uma vida marcada pelo prazer e pelas mulheres.

Este filme recebeu os prémios de Melhor Fotografia (Mário Barroso) e de Melhor Interpretação Feminina (Teresa Madruga) da Se7es de Ouro.



VALE ABRAÃO (1993)

Vale Abraão
Vale Abraão | © Madragoa Filmes

Vale Abraão | © Madragoa FilmesRealizador: Manoel de Oliveira

“Vale Abraão” baseia-se na obra homónima de Agustina Bessa-Luís (como em “Francisca”, já referido), que por sua vez é inspirado em “Madame Bovary” de Flaubert. Novamente temos o tema do amor frustrado, retratando uma bela mulher, Ema, que gosta de viver de forma luxuosa e que, pela sua beleza, causa impacto nos homens. Ema acaba por ter três amantes mas, entre amores e desamores, ela acaba por se definir como “um estado de alma em balouço”.

Este filme ganhou vários prémios como o Jaguar de Ouro em Cancun (México) e o Prémio Akira Kurosawa em São Francisco (EUA). OCahiérs du Cinéma consideraram-no como “um dos mais belos filmes do Mundo”.




TRÊS PALMEIRAS (1994)

Tres Palmeiras
Três Palmeiras | © Madragoa Filmes

Realizador: João Botelho

“Três Palmeiras” é uma comédia dramática que acompanha a história de uma mulher que quarenta anos que, prestes a ter um bebé, desespera por não saber nada sobre criar um filho. O seu jovem companheiro tenta ajudá-la, contando-lhe histórias para o tempo passar. No exato momento em que o bebé lança os seus primeiros berros de vida, um cadáver é retirado do rio…

Este filme foi realizado por por encomenda para que Lisboa pudesse concorrer à Capital Europeia da Cultura em 1994.




A COMÉDIA DE DEUS (1995)

A Comedia de Deus
A Comédia de Deus | © Tobis

Realizador: João César Monteiro

O famoso filme “A Comédia de Deus” faz parte da trilogia que retrata o próprio João César Monteiro como João de Deus, que alterna entre a sua vida pacata no “Paraíso de Gelado” e o seu “Livro dos Pensamentos”, no qual colecciona pintelhos de várias mulheres.

Este filme ganhou vários prémios no Festival de Veneza de 1995, entre os quais o Grande Prémio Especial do Júri, e ainda o Prémio Fiuggi em Itália e o Prémio l’Âge d’Or na Bélgica, entre outros.




VIAGEM AO PRINCÍPIO DO MUNDO (1997)

Viagem Ao Principio do Mundo
Viagem Ao Principio do Mundo | © Madragoa Filmes

Realizador: Manoel de Oliveira

“Viagem ao Princípio do Mundo” é uma autobiografia de Manoel de Oliveira. O filme acompanha um realizador que contrata um ator francês para um dos seus filmes. Estando em filmagens em Portugal, o ator decide visitar a aldeia dos seus avós. O pai do ator partira para França antes da Segunda Guerra Mundial, motivo pelo qual o próprio só falava francês. Ao estar em filmagens em Portugal, o ator decide visitar a aldeia dos seus avós, acompanhado pelo realizador. Inicialmente a sua tia não o reconhece, mas juntos acabam por recordar o pai do ator.

Em 1997, este filme ganhou no Festival de Cannes o Prémio FIPRESCI (Federação Internacional da Imprensa Cinematográfica), e o Special Achievement Award no Tokyo International Film Festival. Manoel de Oliveira recebeu o Prémio Golden Anchor no Haifa International Film Festival.




INQUIETUDE (1998)

Inquietude
Inquietude | © Madragoa Filmes

Realizador: Manoel de Oliveira

“Inquietude” acompanha três histórias diferentes que acabam por depender uma das outras. Numa delas, um pai convence o filho a suicidar-se para fugir à decadência; a segunda acompanha Suzy, que se encontra entre a vida e a morte; na terceira, um amigo de um homem que esteve apaixonado por Suzy conta a história de Fisalina, uma jovem camponesa que descobre que tem as pontas dos dedos de ouro.

Este filme recebeu o Prémio Especial do Júri no Festival de Cinema Mar del Plata, o Prémio de Melhor Realização nos Globos de Ouro e foi ainda distinguindo pela revista Cahiers du Cinéma como o quinto melhor filme do ano.




OS MUTANTES (1999)

os mutantes
Os Mutantes | © FMB Filmes

Realizador: Terese Villaverde

“Os Mutantes” acompanha Andreia, Pedro e Ricardo, três jovens que vivem na rua porque sentem que não se encaixam em lado nenhum e recusam aceitar o que lhes é imposto pela sociedade. Com uma necessidade de constante mudança, estes são os mutantes portugueses.

Este filme foi muito reconhecido internacionalmente, tendo sido nomeado para Melhor Filme no Festival de Cannes, o Prémio CinéDécouverte e o Prémio das Nações Unidas no MedFilm em Roma, tendo a atriz ganho também dois prémios internacionais.




TARDE DEMAIS (2000)

Tarde Demais
Tarde Demais | © José Nascimento

Realizador: José Nascimento

“Tarde Demais” conta a história de quatro pescadores cujo barco em que se encontram naufraga no Tejo, em plena madrugada. Longes da costa e conscientes das suas poucas hipóteses de sobrevivência, os pescadores tentam chegar a Lisboa por si próprios.




CAMARATE (2001)

Camarate
Camarate | © MGN Filmes

Realizador: Luís Filipe Rocha

Com “Camarate”, viajamos até ao dia de 4 de dezembro de 1980, quando o avião onde se encontrava o primeiro-ministro de Portugal, Francisco Sá Carneiro, o ministro da Defesa, Adelino Amaro da Costa, Snu Abecassis, Maria Manuel Amaro da Costa, António Patrício Gouveia e os pilotos Jorge Albuquerque e Alfredo de Sousa se despenhou, durante a campanha para as eleições presidenciais desse ano. Para os tribunais tratou-se de um acidente, enquanto que para a Assembleia da República se tratou de um atentado. Até à data, continua tudo em aberto.




O DELFIM (2002)

o delfim
O Delfim | © Madragoa Filmes

Realizador: Fernando Lopes

“O Delfim” passa-se no final dos anos 60. Tomás Palma Bravo, o Delfim, é o dono da Lagoa da Gafeira, que lá habita com a sua mulher Maria das Mercês e Domingos, o seu criado. Um caçador, que é o narrador do filme, volta à Lagoa para caçar e descobre que o criado apareceu morto na cama do casal e Maria das Mercês a boiar na lagoa. O Delfim desapareceu sem deixar rasto, e dizem que passou-se a ouvir misteriosos latidos na Lagoa.




UM FILME FALADO (2003)

um filme falado
Um Filme Falado | © Atalanta Filmes

Realizador: Manoel de Oliveira

Em “Um Filme Falado” acompanhamos a professora Universitária Rosa Maria e a sua filha, que decidem fazer uma viagem à Índia, num cruzeiro. Depois se travar amizade com o comandante do navio, o mesmo marca um pequena festa para a qual Rosa e a filha são convidadas. A festa acaba por ser interrompida quando o alarme de emergência é ativado, e Rosa é a sua filha tentam salvar as suas vidas.




O MILAGRE SEGUNDO SALOMÉ (2004)

o milagre segundo salomé
O Milagre Segundo Salomé | © Madragoa Filmes

Realizador: Mário Barroso

“O Milagre Segundo Salomé” conta a história de uma mulher que animava o bordel mais conhecido de Lisboa em 1917 e que recebeu uma proposta de um senhor de posses que a convidou para viver consigo, levando-a a pertencer à alta sociedade de Lisboa. No entanto, esta nova vida ficou comprometida quando Salomé se torna involuntariamente envolvida no milagre da aparição aos três pastorinhos.




NOITE ESCURA (2005)

Noite Escura
Noite Escura | © Madragoa Filmes

Realizador: João Canijo

“Noite Escura” passa-se numa noite de Inverno e numa casa de alterne, no qual o casal responsável e as filhas entretêm os seus clientes. No entanto, devido a um negócio mal feito, o pai acaba por ter se sacrificar a própria filha e pôr toda a integridade da família em risco.

Este filme fez parte da Seleção Oficial do Festival de Cannes 2004.




ALICE (2006)

Alice
Alice | © Lusomundo

Realizador: Marco Martins

“Alice” é um filme perturbador sobre um pai que perde a sua filha num dia em que cumpre com a rotina de todos os dias. Na esperança de a voltar a ver, desesperado, o pai instala câmaras de vídeo para registar os movimentos da rua, na tentativa de encontrar o mínimo pormenor que o ajude a lidar com a sua difícil situação.

Este filme foi distinguido com o Prémio Regards Jeunes (que pretende destacar um talento jovem europeu emergente), na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, tornando-se no primeiro filme português nomeado nesta categoria.




BELLE TOUJOURS (2007)

Belle Toujours
Belle Toujours © Filbox Produções

Realizador: Manoel de Oliveira

“Belle Toujours” é uma homenagem a Luis Buñuel, cujo enredo consiste no reencontro, 38 anos depois, de duas personagens do filme “Belle de Jour”, de Buñuel.




AQUELE QUERIDO MÊS DE AGOSTO (2008)

Aquele Querido Mês de Agosto
Aquele Querido Mês de Agosto | © O Som e a Fúria

Realizador: Miguel Gomes

Entre o documentário e a ficção, “Aquele Querido Mês de Agosto” é um daqueles casos cujo nome explica tudo. Passado em agosto, numa época de festa e de reencontros, este filme acompanha um pai, a sua filha e o primo, músicas de uma banda de baile, no meio rural no interior de Portugal, onde se encontram vários emigrantes de férias.




UM AMOR DE PERDIÇÃO (2009)

Um Amor de Perdição
Um Amor de Perdição © Clap Filmes

Realizador: Mário Barroso

Inspirado no romance “Amor de Perdição” de Camilo Castelo Branco, este filme retrata Simão, um adolescente narcisista e acima de tudo muito destrutivo, que atrai negativamente a maior parte das pessoas com quem e cruza.Teresa, outra personagem do filme, deixa o espectador na dúvida entre o que é ou não real, e e ela não é mais do que uma aparição.




MORRER COMO UM HOMEM (2010)

Morrer Como um Homem
Morrer Como um Homem | © Rosa Filmes

Realizador: João Pedro Rodrigues

Tonia é conhecida no mundo dos espetáculos travesti de Lisboa. O seu talento é ameaçado por artistas mais jovens, e o seu namorado faz-lhe pressão para que a mesma assuma identidade feminina, o que lhe causa um profundo conflito interior. Quando o dois partem numa viagem na qual se encontram com Maria Bakker, dá-se uma grande viragem nas suas vidas.

“Morrer Como Um Homem” ganhou o Prémio de Melhor Filme no Festival de Cinema Queer Mezipatra, de Brno e Praga, na República Checa, o Troféu Andorinha de Melhor Filme no Cineport (Festival de Cinema português) e foi ainda considerado o sétimo melhor filme do ano pela Cahiers du Cinéma, entre outras distinções.




JOSÉ E PILAR (2011)

José e Pilar
José e Pilar | © OPTEC

Realizador: Miguel Gonçalves Mendes

O famoso filme de Miguel Mendesé um documentário sobre José Saramago, centrado na vida do escritor, nas suas viagens e, acima de tudo, na sua relação com Pilar del Río. O filme foi filmado entre 2006 e 2009, aquando a escrita do romance “A Viagem do Elefante” acompanhando o quotidiano do casal.




SANGUE DO MEU SANGUE (2012)

Sangue do Meu Sangue
Sangue do Meu Sangue | © Midas Filmes

Realizador: João Canijo

Márcia é uma mãe solteira que vive em Lisboa com a sua irmã, que a ajudou a criar os seus filhos, Márcia e Joca. Apesar do amor incondicional de ambas e da tia que ama os seus sobrinhos como se fossem os seus próprios filhos, a tragédia cai sobre aquela família quando Cláudia se apaixona por um dos seus professores e Joca, que se tornou um pequeno traficante, acaba em dívida com um homem perigoso.

“Sangue do Meu Sangue” ganhou o Grande Prémio no Festival Caminhos do Cinema Português e ainda o Prémio da Crítica Internacional no Festival de Cinema San Sebastian.




LINHAS DE WELLINGTON (2013)

Linhas de Wellington
Linhas de Wellington | © Alfama Filmes

Realizador: Valeria Sarmiento

Aquando a invasão de Napoleão a Portugal, o exército português, aliado aos ingleses e comandado pelo general Wellington, decide fazer uma retirada de tropas, a fim de atrair o inimigo para Torres Vedras, onde haviam sido construídas fortificações em segredo. Este grande golpe obrigou também a que fosse feita uma evacuação de toda a população civil, juntando, assim, pessoas de todas as camadas sociais neste percurso.

Este filme foi inicialmente planeado por Raoul Ruiz, que faleceu quando o filme ainda estava em pré-produção. Foi a sua mulher, Valeria Sarmiento, que pôs mãos à obra e acabou o que o marido havia deixado para trás. Fez parte da Seleção Oficial do Festival de Veneza, de Toronto, de Sn Sebastián e de Nova Iorque.




E AGORA? LEMBRA-ME (2014)

E agora? Lembra-me
E agora? Lembra-me | © Midas Filmes

Realizador: Joaquim Pinto

“E Agora? Lembra-me” é uma autobiografia de Joaquim Pinto, que vivia com o vírus HIV e VHC desde há vinte anos e que teve de se afastar da sua carreira no cinema devido à progressão da doença. Neste documentário muito pessoal, Joaquim faz uma reflexão sobre “o tempo e a memória, as epidemias e a globalização, a sobrevivência para além do expectável, a dissensão e o amor absoluto”.

Este filme recebeu o Prémio Especial do Júri e o Prémio FIPRESCI (Federação Internacional dos Críticos de Cinema) no Festival del Film Locarno, na Suíça, o Grande Prémio Cidade de Lisboa para a Melhor Longa-Metragem no DocLisboa, Melhor Documentário nos Prémios Sophia e foi ainda o vencedor da Competição Internacional do Festival de Cinema Documental de Buenos Aires.




AS MIL E UMA NOITES: VOL. 2, O DESOLADO (2015)

As Mil e Uma Noites
As Mil e Uma Noites | © O Som e a Fúria

Realizador: Miguel Gomes

Dividido em três partes, “As Mil e Uma Noites” analisa a política portuguesa numa altura em que o país atravessa a crise, numa visão atenta da condição humana em geral. O enredo resume-se a um realizador que se propõe a construir ficções a partir da realidade portuguesa, mas acaba por desistir da ideia, cedendo o seu lugar a Xerazade. Neste segundo volume, mais conhecido como “O Desolado”, ela conta como a desolação invadiu os homens.

Este filme ganhou a Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes e o Globo de Melhor Filme, nos Globos de Ouro SIC, entre outros.




CARTAS DA GUERRA (2016)

Cartas da Guerra
Cartas da Guerra | © O Som e a Fúria

Realizador: Ivo Ferreira

“Cartas da Guerra” acompanha António, quando a sua vida sofre uma inesperada surpresa e passa a ser incorporado no exército português como médico no Leste de Angola, em plena Guerra Colonial. Longe da mulher que ama, vai-lhe escrevendo cartas que são narradas no filem, enquanto está rodeado de violência e simultaneamente se apaixona por África. Como se sucedeu em tantos outros casos, as cartas foram a réstia de esperança de sobrevivência.

Este filme fez parte da Seleção Oficial do Berlinale (Festival de Berlim), recebeu vários prémios no Caminhos do Cinema Português (Melhor Longa-Metragem, Melhor Argumento Adaptado, Melhor Som, Melhor Montagem e Melhor Fotografia) e recebeu ainda o Prémio Autores de Melhor Filme e Melhor Ator pela SPA (Sociedade Portuguesa de Autores).




SÃO JORGE (2017)

são jorge
São Jorge | © Filmes do Tejo

Realizador: Marco Martins

“São Jorge” acompanha um boxer desempregado, prestes a perder o seu filho e a sua mulher, após ter contraído várias dívidas como inúmeras famílias e empresas portuguesas após a chegada da Troika a Portugal. Desesperado, Jorge aceita um novo trabalho numa empresa de cobranças, que se aproveita do seu físico para ameaçar várias pessoas, arrastando-o para uma nova vida cheia de crime e violência.

Nuno Lopes recebeu o Prémio de Melhor Ator na secção Horizontes no Festiva Internacional de Cinema de Veneza e ainda vários prémios Sophia (Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Ator Principal, Melhor Ator Secundário, Melhor Direção de Fotografia, Melhor Direção Artística e Melhor Argumento Original).




PEREGRINAÇÃO (2018)

Peregrinação
Peregrinação | © Ar de Filmes

Realizador: João Botelho

“Peregrinação” é baseado no livro com o mesmo título de Fernão Mendes Pinto, escrito no século XVI ao longo de nove anos, quando o mesmo partiu para a Índia em busca de fama e fortuna. O filme retrata todos os percalços e sucessos na viagem do escritor, que acabou por regressar,fazendo-nos chegar, assim, o testemunho das suas viagens.

Qual o teu filme preferido desta lista?

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