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Os piores vencedores do Óscar de Melhor Ator Secundário

De Walter Brennan a Brad Pitt, a MHD propõe-se a explorar quais são os piores vencedores do Prémio para Melhor Ator Secundário na História dos Óscares e de Hollywood.

A nossa exploração da História dos Óscares continua. Já antes havíamos examinado as categorias de Melhor Ator, Melhor Atriz e Melhor Atriz Secundária para averiguar quais eram os piores vencedores desses prémios. Agora, a nossa atenção vira-se para o Óscar de Melhor Ator Secundário, um prémio que foi entregue pela primeira vez em 1936 e dura até hoje.

Para a elaboração desta lista, vimos todos os filmes vencedores do galardão e avaliámos as performances por vários prismas e critérios. Em primeiro lugar, há a questão do desempenho em si, do seu virtuosismo técnico e integração no filme. Depois, temos também de ter em conta os outros nomeados que o ator derrotou. Por vezes, um vencedor medíocre pode tornar-se ainda mais vil pelo facto de ter roubado a chance de vitória a um trabalho obviamente superior.

Nada disto significa que estes atores são maus profissionais. Até o melhor performer tem os seus dias maus e os trabalhos que não resultam. Também acontece que, quando um ator nos habitua a excelência, qualquer passo em falso é mais intensamente sentido. O que isto quer dizer é que, por favor, não se ofendam com este ranking. Ninguém está a dizer que estes homens são maus atores. Simplesmente, são maus vencedores do Óscar dentro do contexto da sua competição e do seu ano.

Sem mais demoras, aqui segue o nosso top 10 dos piores vencedores do Óscar para Melhor Ator Secundário. Usa as setas para navegar o artigo e vê se concordas, ou não, com estas escolhas.

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10. Jared Leto em O CLUBE DE DALLAS

pior vencedor oscar jared leto
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  • Ano da cerimónia: 2014
  • Papel: Rayon, uma mulher transgénero e seropositiva na América dos anos 80.
  • Quem é que devia ter ganho: Bradley Cooper em “Golpada Americana”.

Em primeiro lugar, Jared Leto não devia ter interpretado este papel. Já é tão difícil para atores trans encontrarem oportunidades de trabalho em Hollywood, que ter intérpretes cis a roubarem esses papéis só dificulta a situação. Ainda para mais, não há um único momento do filme em que Rayon nos apareça pré-transição, pelo que o casting de Leto faz ainda menos sentido.

Convém, é claro, dizer que este problema não se cinge a uma questão política. Leto nunca convence como Rayon e, na maioria das suas aparições, apoia-se em demasia numa atitude espampanante que parece a opinião de um homem hétero sobre pessoas queer mais do que uma personalidade orgânica. Somente nas suas cenas mais tardias, o ator parece abandonar o cliché.

Aí, ele rende-se a um registo de dor visceral e sugere o desespero de alguém que sabe que vai morrer e não consegue fazer o que quer que seja para atrasar o fado. Só é pena que ele não tenha trazido a mesma energia às primeiras cenas. O resultado é uma performance que sabe a falso e peca pela incoerência. Sabe-se lá como, Leto ganhou tudo na temporada de 2013/14.

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Cláudio Alves

Licenciado em Teatro, ramo Design de Cena, pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Ocasional figurinista, apaixonado por escrita e desenho. Um cinéfilo devoto que participou no Young Critics Workshop do Festival de Cinema de Gante em 2016. Já teve textos publicados também no blogue da FILMIN e na publicação belga Photogénie.

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