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Tudo sobre a polémica com Baby Reindeer, a minissérie do ano na Netflix

Desde a sua estreia que “Baby Reindeer” tem dado que falar e agora, a Netflix vai ser processada por Fiona Harvey, a mulher que alega ser a verdadeira “Martha”.

Inspirada na premiada peça a solo que arrebatou o Festival Fringe em Edimburgo, “Baby Reindeer” segue o humorista Donny Dunn (Richard Gadd) na sua relação distorcida com uma stalker e o impacto que esta ligação tem sobre ele ao acabar por obrigá-lo a enfrentar um trauma reprimido. Jessica Gunning, Nava MauTom Goodman-Hill completam o elenco.

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Desde a sua estreia que a série se tem tornado um dos maiores fenómenos dos últimos anos, mas desde cedo que também atraiu várias polémicas, porque a produção se apresentou como uma “true story”. Assim, os fãs começaram a querer descobrir quem era quem na vida real.

Baby Reindeer netflix
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Desta forma, a mulher que alega ser a verdadeira Martha, Fiona Harvey, tem aparecido publicamente e tentando desmontar o que acredita ser mentiras e calúnias sobre a sua pessoa que estão a ser difundidas pela Netflix e por Richard Gadd. Em maio, Fiona sentou-se com Piers Morgan onde negou ter enviado 40 e-mails, acusando a série de ser “uma obra de hipérbole”.

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Agora, a alegada Martha vai mais longe e está a processar a Netflix, esperando obter uma indemnização de pelo menos 170 milhões de dólares pelo que considera ser “a maior mentira da história da televisão”.




Baby Reindeer: A maior mentira da história da televisão

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No processo, Fiona Harvey acusa a série “Baby Reindeer” de a expor como uma “perseguidora condenada duas vezes, que foi sentenciada a cinco anos de prisão, e que agrediu sexualmente Gadd” e que “contaram essas mentiras e nunca se retrataram, porque essa narrativa era melhor do que a verdade. E as boas histórias geram dinheiro”.

É ainda alegado que esta mentira conseguiu “destruir impiedosamente a vida de Fiona Harvey — uma mulher inocente difamada pela Netflix e por Gadd numa magnitude e escala sem precedentes”. Já que “fóruns da Internet, como Reddit e TikTok, revelaram milhares de utilizadores à procura de identificar Harvey como a verdadeira Martha”.

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A verdade é que, embora Gadd tenha afirmado que alterou a aparência real de Martha e muitas das interações, os fãs conseguiram rapidamente conectar Fiona Harvey à Martha da série. Por sua vez, a Netflix  “tenciona defender vigorosamente este assunto e defender o direito de Richard Gadd a contar a sua história”.




“Este é o pior tipo de difamação”

Ao Business Insider, o advogado Tre Lovell acredita que este caso é muito mais sólido que se pode pensar, já que “Baby Reindeer” começa com uma legenda que diz: “isto é uma história real”. Algo bastante diferente de “baseado” ou “inspirado” numa história real.

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Nos créditos finais, a Netflix esclarece: “Esta série é baseada em eventos reais: no entanto, certos personagens, nomes, incidentes, locais e diálogos foram ficcionalizados para fins dramáticos”. Porém, segundo Lovell, é improvável que um espectador normal retenha essa informação.

À mesma publicação, o também advogado Camron Dowlatshahi defende a mesma ideia, “O argumento será: ‘Bem, o espectador está a ver isto e a pensar que tudo isto é verdade, e vocês estão a esconder propositalmente a isenção de responsabilidade sobre a ficção dos personagens” nos créditos finais.

Quanto à acusação de que a Netflix não fez nada para esconder a identidade de Fiona Harvey, Dowlatshahi acredita que a plataforma se pode proteger com argumentos válidos, incluindo terem usado um nome diferente e mudado informações básicas sobre ela. Porém, Lovell defende que devia ter havido mais esforço, se tivessem sido mudado características básicas que complicassem a sua identificação pelo público, em geral.

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Os advogados duvidam que este processo chegue a tribunal e estimam que as duas partes irão entender-se como a Netflix fez previamente com casos recentes. No entanto, Lovell afirma que se Harvey conseguir demonstrar que é facilmente identificável na série e que a Netflix inventou essas afirmações sobre ela, “Este é o pior tipo de difamação”.

E tu, o que pensas sobre toda esta polémica envolvendo “Baby Reindeer”? 



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