"Parasitas" | © Alambique

Prémios de Excelência MHD | Os vencedores

Antes dos Óscares proclamarem os seus vencedores, a equipa da MHD atribui as suas próprias honras, celebrando o melhor do cinema estreado em Portugal em 2019, desde as intrigas de “A Favorita” até ao pesadelo social de “Parasitas”.

Este ano, pela primeira vez, a equipa de críticos e editores da Magazine HD decidiu juntar-se e escolher os seus favoritos cinematográficos dos 12 meses passados. Pensem nesta iniciativa como os Óscares desta redação, com nomeados escolhidos a dedo com base nas centenas de filmes que estrearam nos cinemas portugueses e plataformas online entre 1 de janeiro de 2019 e 31 de dezembro do mesmo ano.

As categorias são muitas e vão desde Melhor Filme a Melhor Som. Temos inclusive uma categoria que os Óscares não têm. Para saberes mais, visita o artigo em que divulgámos as nomeações. Nesta noite em que a Academia vai entregar os seus prémios, também nós indicamos os nossos vencedores. Sem mais demoras, aqui ficam os vencedores dos primeiros Prémios de Excelência Cinematográfica MHD.

Lê Também:
A Volta ao Mundo em 80 Filmes

O primeiro prémio a ser dado é o de Melhor Filme…

1 de 17

MELHOR FILME

european film challenge a favorita veneza
© Big Picture Films

O Prémio MHD vai para… A FAVORITA, Ceci Dempsey, Ed Guiney, Lee Magiday e Yorgos Lanthimos!

Tal como já havíamos apontado no nosso top 10 de 2019, “A Favorita” de Yorgos Lanthimos é o nosso filme preferido do ano passado. Muitas são as razões para esta paixão pelos retorcidos amores de uma corte setecentista. Em nome da brevidade, fica aqui um excerto da nossa crítica do filme:

“A Favorita” é um filme desconfortável em todos os seus aspetos e é nesse desconforto, feito de verdades humanas feias a marinar em estilização alienante, que germina seu génio. Por entre risos de escárnio e danças mirabolantes, esta história vai traçando um jogo em que não há vencedor possível, mostrando a fragilidade do coração humano e sua capacidade para a crueldade egoísta. Quem procurava amor, acaba por se encontrar separada da única pessoa que realmente a amou. Quem procurava poder, acaba exilada da mulher a quem dedicou a alma e do país a quem dedicou a vida. Quem queria fugir à humilhação da subserviência, acaba por se condenar à posição de escrava sexual de uma gárgula moribunda. No fim, a miséria é a única certeza e constante. Miséria sob a forma de infinitos coelhos batizados com o nome de crianças que nunca chegaram a ver a luz do Sol.

1 de 17

Cláudio Alves

Licenciado em Teatro, ramo Design de Cena, pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Ocasional figurinista, apaixonado por escrita e desenho. Um cinéfilo devoto que participou no Young Critics Workshop do Festival de Cinema de Gante em 2016. Já teve textos publicados também no blogue da FILMIN e na publicação belga Photogénie.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *