Quest of Dungeons (Nintendo 3DS) | Análise

Portugal estreia-se na 3DS com Quest of Dungeons, o primeiro jogo português para a portátil da Nintendo.


Quest of Dungeons

Editora: UpFall Studios

Plataformas:  Nintendo 3DS

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Quest of Dungeons é um jogo roguelike que invoca todas as características deste estilo retro como mapas aleatórios e morte permanente, numa história de fantasia.

A história de Quest of Dungeons é curta, mas serve o seu principal propósito que é dar enquadramento ao gameplay. Quando um poderoso Senhor das Trevas rouba toda a luz da terra, quatro heróis juntam-se para o deter. O jogo segue um desses quatro heróis, escolhido pelo jogador, quando este é “empurrado” pelos outros para as masmorras de forma a encontrar e derrotar o Dark Lord. A simplicidade da história faz parte do encanto retro do jogo, claramente influenciado pelas antigas SEGA, NES e Atari.

Quest of Dungeons

O gameplay é feito em turnos, cada movimento do jogador desencadeia um movimento por parte dos inimigos que se escondem pelas masmorras, o que leva a que cada movimento deva ser previamente calculado. A disposição aleatória das masmorras aprimora esta vertente estratégica do jogo, uma vez que cada vez que se inicia um novo jogo iremos ser surpreendidos com um novo layout e disposição de inimigos. Este sistema de disposição aleatória por vezes consegue ser injusto, pois por várias vezes irão encontrar bosses perto do início do jogo que facilmente derrotam o herói.

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O jogo tem quatro heróis que podem ser escolhidos ao início, sendo que cada um corresponde a uma classe diferente. O guerreiro é o mais forte dos quatro, e usa uma espada e é ideal para ataques próximos. O feiticeiro usa um bastão que permite realizar feitiços à distância (consumindo MP) ou também ataques próximos. O assassino utiliza um arco e é ideal para derrotar os inimigos à distância. Por fim temos ainda o xamã que, embora seja o mais fraco dos quatro, consegue libertar poderosos ataques que podem atingir vários inimigos em simultâneo.

Quest of Dungeons

Escolher um herói que se adeqúe ao nosso estilo de jogo é importante, pois é com esse herói que teremos que atravessar todas as masmorras. Esta escolha torna-se ainda mais importante uma vez que o jogo não inclui um sistema de save permanente. É possível guardar a sessão e retomar mais tarde, mas assim que o personagem é derrotado pelos inimigos e armadilhas espalhados pelas masmorras, o jogo terá de ser reiniciado. Este sistema de morte permanente sobe ainda mais o grau de dificuldade do jogo, fazendo com que a exploração das masmorras seja ainda mais desafiante.

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Graficamente o jogo não oferece grandes animações, cenários ou personagens, porém essa simplicidade ajuda a complementar o estilo retro de Quest of Dungeons. Também por causa deste estilo, o jogo não utiliza a função 3D estereoscópica da 3DS, sendo totalmente em 2D.

Em termos de som, Quest of Dungeons enfrenta alguns problemas. A música que acompanha a exploração é bastante boa, porém os efeitos sonoros dos inimigos não apresentam grande diversidade o que acaba por causar alguma monotonia sonora. Por exemplo, inimigos diferentes como um morcego e um esqueleto fazem exatamente o mesmo som ao serem derrotados.

Quest of Dungeons

Quest of Dungeons não é um jogo para todos, quer pelo seu estilo retro, quer pelo seu grau de dificuldade, mas é sem dúvida uma excelente forma de trazer os jogos roguelike das clássicas SEGA, NES e Atari para uma nova geração. Com gráficos 8-bit, um gameplay desafiante, e uma grande longevidade, Quest of Dungeons é uma triunfal estreia nacional na Nintendo 3DS.

Pontos fortes:

  • Graficos 8-bit
  • Influencia retro
  • Longevidade
  • Gameplay desafiante

Pontos fracos:

  • Sistema aleatório é por vezes injusto
  • Ausência de sistema de save permanente
  • Sonoplastia repetitiva

Hardware usado pela MHD para esta análise:

  • New Nintendo 3DS

Gualter Santos


 

Gualter Santos

Licenciado em Comunicação Social. Viciado em Netflix. Sempre com uma consola no bolso para aproveitar ao máximo o tempo perdido em transportes públicos. Fã de jogos de ação e aventura, aventurando-se ainda num ou outro survival horror, quando se sente particularmente corajoso...

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