Stephen King lê muito, escreve mais ainda, e vê séries (especialmente na Netflix) com a mesma atenção que dedica às palavras.
O autor de mais de 65 livros, responsável por clássicos como “Carrie”, “O Iluminado” e “IT”, é também uma referência cultural nas redes sociais quando o assunto são recomendações televisivas.
Para além de ter considerado esta minissérie como “excelente e viciante”, o autor também já falou sobre muitas outras, igualmente presentes na plataforma de streaming.
Numa entrevista à Rolling Stone em 2014, King não hesitou ao eleger “Breaking Bad” como a melhor série da sua geração. A justificação começa logo na primeira cena.
“Soube que era excelente desde a primeira cena em que se vê [Bryan Cranston] de cuecas”, afirmou, acrescentando que achou essa escolha “incrivelmente corajosa.”
O enredo de Breaking Bad

Criada por Vince Gilligan e transmitida pela AMC entre 2008 e 2013, a série acompanha a transformação de Walter White, um professor de química diagnosticado com cancro, num temido traficante de metanfetaminas.
Ao lado do antigo aluno Jesse Pinkman, Walter entra num mundo criminal com o objetivo declarado de garantir o futuro financeiro da família. Bryan Cranston e Aaron Paul protagonizam uma das duplas mais aclamadas da história da televisão. A série chegou ao catálogo da Netflix em 2011, antes da penúltima temporada, e foi aí que a sua popularidade explodiu de vez.
Mas se “Breaking Bad” é a melhor, King reserva uma distinção diferente para “The Shield“. A série que realmente transformou o que era possível fazer na televisão.
“No primeiro episódio, Michael Chiklis, que interpretava o protagonista, vira-se e mata um colega polícia. E pensei para mim próprio: ‘A televisão acabou de sofrer uma mudança sísmica’.” Para King, esse momento redefiniu os limites do pequeno ecrã. “Aquela série era a mais importante da televisão.”

