The Flash | T01 Season Finale em análise

 

Já vos aconteceu quererem muito mudar um acontecimento importante na vossa vida? Já pensaram se tivessem a oportunidade de viajar no tempo para salvar a vida de alguém que amam?

Em “Fast Enough“, o episódio final da primeira temporada, Barry Allen/The Flash (Grant Gustin) é confrontado com esta possibilidade tão importante e marcante na sua vida, e pretende então regressar no tempo e salvar a sua mãe de ser assassinada e confrontar dessa maneira as consequências de tal alteração no tempo.

The Flash Choice

A ESCOLHA

No episódio da semana passada Harrison Wells (Tom Cavanaugh) foi capturado numa batalha contra Flash, Arrow (convidado especial Stephen Amell) e Firestorm (Robbie Amell) tornando-se então prisioneiro da equipa de S.T.A.R. Labs, e nesta, a sua importância é logo marcada na cena inicial, num confronto intenso entre herói e antagonista e que, assentou logo toda a história do final da primeira temporada. Uma viagem no tempo, para o passado onde Barry resgata a mãe, e outra para o futuro onde Reverse-Flash regressa a casa, sem castigo pelos seus actos.

O protagonista Grant Gustin esteve em grande destaque durante todo o episódio, desde a colocação da sua voz até ao controlo das suas expressões faciais, o jovem actor mostrou que a aposta nele para um dos papeis mais cobiçados da televisão foi de grande sucesso. Mas um herói não tem qualquer profundidade, nem mesmo o actor, se o vilão e o homem que o interpreta não estiverem à altura e, em toda a televisão e especialmente adaptações de banda desenhada, ninguém teve mais impacto que Tom Cavanaugh. Num papel de génio manipulador e com dupla identidade, Harrison Wells/Eobard Thawne foi a personagem de maior interesse em toda a série e, tudo isto para compreendermos um plano que envolvia assassinar um jovem Barry Allen e regressar a um futuro onde o The Flash não existiria.

Barry Allen é agora um adulto e há consequências para poder salvar a sua mãe, e o inicio do episódio assentou em “decisões” – a decisão de querer resgatar a mãe e libertar o pai, a decisão de querer ver todo o seu amor pela família West, pelos seus amigos e até mesmo os seus poderes, possivelmente desaparecerem E, ainda mais importante, a decisão que poderia levar à destruição de toda a realidade. Estas escolhas não vêm de forma leve, mas sim, com um dramatismo tão real que torna The Flash a melhor série de super-heróis em televisão. Joe West (Jesse L. Martin) e Henry Allen (John Wesley Shipp), respectivamente pai adoptivo e biológico, serviram como alicerces, pilares mesmo na escolha última de Barry, ao utilizarem a sua faceta conscienciosa e paternal que muitas vezes passa despercebida, e Martin Stein (Victor Garber) foi o narrador cientista perfeito para que estes temas complexos de paradoxos e viagens no tempo, fossem bem assimiladas pelo público em casa.

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the flash mom

UM ÚLTIMO ADEUS, MÃE!

Num episódio dedicado a “escolhas” e “consequências” era de esperar que o nível dramático daquele que geralmente é um programa leve fosse aumentado, mas ninguém conseguiria prever (a não ser nós, neste artigo) algumas das despedidas que tivemos de fazer. Aquela que se destaca é a reunião de Barry Allen com a sua mãe, um momento poderoso e emotivo que não desapontou.

O herói regressou com sucesso ao passado, ao exacto momento que pretendia, e quando o The Flash do futuro lhe sinaliza para não salvar a mãe (Flashpoint, alguém?), o Barry do presente fecha-se no quarto e ouve o seu arqui-inimigo a assassinar a mulher que o trouxe à vida. Nos momentos finais, Barry revela a identidade à mãe e no último suspiro Nora Allen (Michelle Harrison) e Barry despedem-se um do outro.

The Flash Wormhole

A VIAGEM NO TEMPO E O REESCREVER DA HISTÓRIA

Para chegar ao passado The Flash viu algumas imagens interessantes, sobre o seu futuro, o seu passado, o seu “eu” noutros universos paralelos e em destaque, três episódios acontecem: Caitlin Snow (Danielle Panabaker) aparece com toda a indumentária de Killer Frost, a super-vilã da DC; Vemos alguns flashes (no pun) do Museu Flash e ainda, vemos um universo paralelo onde Barry está atrás das grades. Imagens certamente que terão sido colocadas para que os espectadores possam saber o que esperar da segunda temporada.

Além disso com o wormhole criado e momentos antes de Eobard Thawne/Reverse-Flash regressar ao futuro, um pequeno capacete cinzento e com relâmpagos aparece. Uma imagem que simboliza Jay Garrick, o The Flash de outro universo, nomeadamente da Earth Two. O vilão pareceu compreender este significado e estava a apressar-se em ir embora, até que Barry regressa ao presente e com uma raiva interna e o passado inalterado, impede que o seu Reverso assim o faça.

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Disputando uma batalha, onde The Flash uma vez mais parece estar prestes a perder, a wild card Eddie Thawne (Rick Cosnett) torna-se o segundo adeus da série ao suicidar-se com um tiro no coração (curiosamente já tínhamos previsto!). Eddie, como sabemos era um ancestral de Eobard/Harrison Wells, e nos últimos episódios a sua importância foi questionada, sendo mesmo chamado da “vergonha da família Thawne” e o final de mártir e herói foi a conclusão perfeita para a sua personagem – não fosse, claro, este evento ter gerado um grande paradoxo temporal e a criação de um buraco negro pronto a apagar esta realidade.

A descrição a seguir tenta explicar – com Eddie morto, Eobard nunca iria nascer e se ele não nascesse, nunca poderia ter regressado ao passado, assassinado a mãe de Barry e o verdadeiro Harrison Wells, criado o Acelerador de Partículas e The Flash, e consequentemente, Barry nunca teria conhecido Joe e Iris West, e assim Eddie nunca precisaria de tomar a decisão de se suicidar em primeiro lugar. Portanto, uma singularidade foi criada e prometeu acabar com toda a realidade do Universo Televisivo da DC (e não apenas de The Flash).

Paradoxos são difíceis de se explicar, e muito menos de se desenvolver em TV, mas a equipa de “The Flash” fê-lo e dessa forma, despediu-se dos fãs com um dos maiores cliffhangers de sempre – com o Velocista Escarlate a correr em direcção a um buraco negro e, com a ideia de que correndo na direcção oposta, poderia parar o mesmo.

No geral este episódio teve um grande impacto e foi dos melhores enredos de uma série televisiva e, a melhor maneira de nos despedirmos da primeira temporada. Uma conclusão fantástica à história principal, uns bons turns e twists e acima de tudo, um tom dramático forte, com cenas fortes e actores de grande qualidade e que, dessa feita, tornam o futuro de The Flash muito mais promissor.

SEASON FINALE
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PRIMEIRA TEMPORADA
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THE FLASH | A SEGUNDA TEMPORADA REGRESSA NO OUTONO

 

Marcos Mendes

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