TOP Filmes 2015 by MHD | 1. Mad Max: Estrada da Fúria

 

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O legado de Ellen Ripley pertence a Furiosa. E “Mad Max: Estrada da Fúria” pertence ao primeiro lugar dessas listas intermináveis de melhores filmes de 2015. Mas o que haveremos de fazer?  É mesmo o melhor.

Se à partida para 2015 não conseguíamos conter a excitação por ver os Star Wars, os Vingadores e os The Hunger Games desta vida, a verdade é que, no fim de contas, só há um blockbuster de 2015 que nos vamos recordar quando já estivermos ‘mais para Valhalla do que para cá’.

Mad Max: Estrada da Fúria

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Chegado aos cinemas precisamente trinta anos depois de “Mad Max: Beyond Thunderdome”, mas encarado como um upgrade direto de “The Road Warrior” (para muitos, o melhor filme do franchise), “Mad Max: Estrada da Fúria” resgata os temas basilares da trilogia pós-apocalíptica australiana – a escassez de recursos naturais, a procura desenfreada pelo Éden perdido ou a esperança na salvação humana executada por um guerreiro da estrada – e incute-lhe ideias novas como a objetificação humana, a falácia da esperança e um posicionamento certeiro sobre o papel da mulher na sociedade, sem se estender em declarações políticas feministas.

A realidade é que, para lá da alucinante viagem pela Wasteland ao longo de duas horas (há cenas que ainda hoje não nos saem da cabeça) recheada de efeitos da era pré-digital que muito saudamos e de atributos técnicos indescritíveis, fica fundamentalmente para a história Charlize Theron e a sua Furiosa, num papel que perdurará nos manuais de ‘como atingir a perfeição’.

E fazendo jus aos sábios ensinamentos de Max, ter esperança é mesmo um erro. Poucos foram os filmes que ousaram fazer sombra à memória daquela intrépida noite de maio em que caminhamos furiosamente rumo a Valhalla. Pensar que a concorrência ficou sem combustível, teve um furo no pneu, ou simplesmente de se despistou  ao admirar os andores embebidos em óleo do tirano Immorten Joe, seria desonestidade intelectual. A verdade é só esta: “Max Max: Estrada da Fúria” tinha um motor tremendamente mais potente. Tão potente que o colocará para sempre lá no cimo das igrejas dos cinéfilos, onde se fazem adorações a “O Padrinho”, juras de amor eterno a Kubrick e peregrinações por Ingrid Bergman. Agora, também Max e Furiosa terão o seu altar. Rezemos por mais milagres como este.

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