"Pulp Fiction" | © Miramax

TOP Quentin Tarantino | 1. Pulp Fiction

A nossa listagem dos filmes de Quentin Tarantino, ordenados qualitativamente, acaba da única maneira que podia acabar. O melhor filme de Tarantino é aquele que, em 1994, lhe valeu uma Palma de Ouro, que, em 1995, lhe conquistou o Óscar e que haveria de revolucionar o panorama do cinema independente americano – “Pulp Fiction”.

 

                 

 

Nas comemorações dos 25 anos da sua estreia, “Pulp Fiction” é quase um caso à parte na filmografia de Quentin Tarantino. Aconteceram várias coisas importantes para o cinema, além do filme ter relançando as carreiras de Uma Thurman, John Travolta, Samuel L. Jackson e… da portuguesa  Maria de Medeiros — que obteve aqui talvez um dos seus maiores destaques internacionais — ao lado de Bruce Willis, Robert DeNiro, Harvey Keitel, entre outros.

Os caminhos de vários criminosos cruzam-se em três histórias, que são um misto de violência e humor negro: Um pistoleiro (John Travolta) apaixona-se pela mulher de seu chefe, um pugilista (Bruce Willis) não se sai bem numa luta e um casal (Tim Roth e Amanda Plummer) tenta executar um plano de roubo que foge ao seu controle.

pulp fiction quentin tarantino
© Miramax

Tarantino mistura habilmente incontáveis tramas de enredo com uma história mais abrangente e aparentemente cruzada, tornando “Pulp Fiction”, num dos maiores filmes de série B da História do Cinema e um marco cultural da pós-modernidade, que cruza e homenageia várias obras e géneros cinematográficos.

Inesquecível é a cena de Mia Wallace (Uma Thurman), a esposa de um gangster que está longe de fazer o papel estereotipado da loura burra e submissa. Pelo contrário é tipa corajosa, inteligente e sincera. O seu ‘encontro’ com o guarda-costas Vincent (John Travolta), por sugestão do seu marido, torna-se numa noite memorável por várias razões: por causa de cinco dólares, por um concurso de dança, uma overdose e uma inflexível sabedoria de Mia.

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“Pulp Fiction” não só ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cannes, como foi nomeado para sete Óscares, para além do sucesso comercial — fez 200 milhões de dólares de receita — e da crítica, e ainda ganhou o Óscar de Melhor Argumento Original. Facto curioso é que nos diálogos a palavra ‘fuck’ é usada 265 vezes.

 

                 

 

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José Vieira Mendes

Jornalista, crítico de cinema e programador. Licenciado em Comunicação Social, e pós-graduado em Produção de Televisão, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. É actualmente Editor da Magazine.HD (www.magazine-hd.com). Foi Director da ‘Premiere’ (1999 a 2010). Colabora no blog ‘Imagens de Fundo’, do Final Cut/Visão JL , no Jornal de Letras e na Visão. Foi apresentador das ‘Noites de Cinema’, na RTP Memória e comentador no Bom Dia Portugal, da RTP1.  Realizou os documentários: ‘Gerações Curtas!?’ (2012);  ‘Ó Pai O Que É a Crise?’ (2012); ‘as memórias não se apagam’, ( 2014). Foi programador do ciclo ‘Pontes para Istambul’,(2010),‘Turkey: The Missing Star Lisbon’, (2012) Mostras de Cinema da América Latina 2010 e 2011, 'Vamos fazer Rir a Europa', 2014 e Mostra de Cinema Dominicano, 2014 e Cine Atlântico, Terceira, Açores. É o Director de Programação do Cine’Eco- Festival de Cinema Ambiental da Serra da Estrela desde 2012. É membro da FIPRESCI.

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