Top 2016 | Os melhores guarda-roupas da TV

Mesmo no que diz respeito a vestuário, a televisão continua a rivalizar com o cinema em termos de primor e espetacularidade. Vem descobrir que programas escolhemos como exemplos dos melhores guarda-roupas televisivos de 2016.

 


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Tal como fizemos o ano passado, chegou a altura de refletirmos no último ano televisivo e selecionarmos as séries, minisséries, filmes televisivos e especiais com melhores figurinos. Ao contrário da nossa seleção dos melhores guarda-roupas do cinema, as escolhas desta lista não se restringem a estreias portuguesas, mas abrangem qualquer programa que tenha sido originalmente emitido entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2016, inclusive.

 

american horror story lady gaga

American Horror Story: Roanoke

 

A respeito dos nossos critérios de escolha, tentámos celebrar o trabalho de figurinistas que conceberem cuidados discursos visuais para as suas respetivas séries, quer seja a partir da recriação histórica, estilização fantasiosa, especulação futurista, uso codificado da cor, exuberância divertida, linhas de elegância clássica e outros que tais. Para além disso, tentámos apresentar aqui uma coleção diversificada de propostas visuais que não se restrinja exclusivamente a elaborados dramas de épocas antigas. Afinal, muitas vezes, trabalhar dentro dos limites dos estilos contemporâneos é cem vezes mais difícil que criar espetáculos de fausto ancestral.

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Muitas das séries que entraram nesta lista o ano passado infelizmente não entram na seleção deste ano por uma série de razões. Em primeiro lugar temos, como é óbvio, o facto de muitos desses programas simplesmente não terem tido nenhum episódio em 2016 como aconteceu com Mad Men, The Knick, Wolf Hall e Fargo.  No caso de Agent Carter e Empire, os guarda-roupas das suas temporadas mais recentes continuam exímios, mas há pouco de novo a ser dito sobre os seus figurinos que já não tenha sido explorado na lista do ano passado. Juntamente com American Horror Story, que este ano teve um visual (relativamente) mais subtil do que usual com a sua estrutura bifurcada entre recriação dramática, reality show e fantasia de terror histórica, estes guarda-roupas são uma espécie de menções honrosas.

 

game of thrones

Game of Thrones

 

O caso de Game of Thrones, que o ano passado também fez parte da lista, é bem diferente. Depois de cinco temporadas com os figurinos a serem assinados por Michele Clapton, a série de maior sucesso da HBO passou a ter o seu guarda-roupa desenhado por April Ferry. Infelizmente, essa mudança foi bem notória, especialmente no uso epidémico de feias mangas de balão e outros clichés típicos de narrativas de fantasia que, até agora, a série tinha evitado. Curiosamente, Clapton voltou à série para desenhar os figurinos do último episódio da temporada que, com a inclusão dos novos estilos imperiosos de Cersei e as modas enlutadas de Daenerys e Sansa, é claramente a sua hora mais bem-vestida que Game of Thrones teve em 2016.

 

the hollow crown

The Hollow Crown

 

Voltando a uma atitude mais positiva, temos mais algumas menções honrosas a destacar. Masters of Sex continuou a fazer um grande trabalho no que diz respeito a recriação histórica despida de desnecessários dramatismos. Dentro de narrativas de época, a nova série de The Hollow Crown também merece elogios, apesar de algumas escolhas de materiais muito dúbias, assim como a segunda temporada de Indian Summers onde as modas inglesas dos anos 30 se mesclam com influências indianas numa complicada trama colonialista.

 

Transparent

Transparent

 

Já num registo mais contemporâneo, Luke Cage é uma nova e memorável adição ao cânone televisivo da Marvel. Queen of Sugar, por outro lado, traz uma elegância exuberante e necessária a uma narrativa melodramática. Outra saga familiar, na sua terceira temporada Transparent voltou a exibir um guarda-roupa perfeitamente concebido para traçar arcos individuais para cada uma das suas personagens.

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Já no mundo da fantasia, The Man in the High Castle continua a oferecer aos seus espetadores, um elegante e dramático espetáculo de estilos fascistas. Preacher, por outro lado, pega em iconografia do interior rural dos EUA e injeta-a com uma boa dose de sanguinária e grotesca estilização. Por falar em carnificina, The Walking Dead continua a ser um grande exemplo de como a degradação do vestuário pode ser uma faceta incontornável para a criação de uma realidade verosímil e visceral.

 

the man in the high castle

The Man in the High Castle

 

Como nota final, a grande opus de Beyoncé, Lemonade, tem vindo a confundir muitos críticos e espetadores. É televisão, cinema, vídeo ou algo diferente? Como tal, e apesar de algumas nomeações aos Emmys, decidimos seguir o exemplo do Sindicato dos Figurinistas de Hollywood e excluir Lemonade das nossas honras televisivas. Se não fosse o caso, esta obra-prima de manipulação e celebração de imagética cultural afro-americana teria certamente encabeçado esta lista como o melhor guarda-roupa televisivo de 2016.

 

 


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Segue para a próxima página para começares a descobrir a nossa seleção das séries mais bem-vestidas de 2016. A nossa primeira escolha é um episódio muito especial de uma série cuja nova temporada foi exibida o mês passado na televisão britânica. Não percas!

 



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