Anthony Carrigan em "Barry" | © HBO Max

Barry | Entrevista a Anthony Carrigan

A terceira temporada da premiada série “Barry” já chegou à HBO Max, e a Magazine.HD esteve à conversa com Anthony Carrigan, que dá vida ao hilariante Hank.

Descrito como um gangster extramente educado, atencioso e bem intencionado, NoHo Hank é um dos personagens mais acarinhados de “Barry. A convite da HBO Max Portugal, a Magazine.HD ficou a conhecer um bocadinho melhor Anthony Carrigan, o ator de 39 anos que dá vida a este mafioso, papel que já lhe valeu uma nomeação aos Emmy em 2019. A própria série conta com um total de 6 Emmys, incluindo Melhor Ator numa Série de Comédia para o seu protagonista Bill Hader.

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Bill Hader e Anthony Carrigan em “Barry” | © HBO Max

Ficamos a saber que a característica voz de Hank é (parte) inspirada em Jean-Claude Van Damme e que a sua primeira fala se tornou viral dentro do estúdio. Além disso, esta será uma temporada mais profunda para Hank, mas não faremos spoilers. Conhece um pouco melhor Anthony Carrigan.

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MHD: A reação dos fãs a Hank tem sido muito forte. Como tem reagido? 

Anthony Carrigan: Tem sido incrível! Tenho-me divertido imenso. Estou contente por, ao menos, ele estar a dar às pessoas alguns memes decentes para enviar aos amigos. Quando me abordam na rua, fazem-no com um sorriso ao mencionar o Hank. Quando vês a expressão nas suas caras e que ele simplesmente as fez rir, deixa-me incrivelmente feliz. Quando me começam a citar falas ou a dançar, e o facto de se tratar de um mafioso checheno é hilariante.

MHD: Quando percebeu que o Hank iria roubar o coração das audiências? 

Anthony Carrigan: Logo no primeiro dia de filmagens aconteceu algo divertido. A minha primeira fala no episódio piloto foi, “Hey man.” E mal a disse, todos no estúdio, todos os membros da equipa e produtores, começaram a dizer “Hey man” uns para os outros, ao ponto de [risos] a frase realmente pegar. E eu pensei, “Ok”, isto pode ser algo.

MHD: Os guionistas claramente responderam a isso, e o seu papel cresceu, principalmente nesta temporada. Parece que o Hank atingiu um novo nível

Anthony Carrigan: Eles tem vindo a encontrar mais lados da personagem para explorar – diferentes facetas do Hank, entrando num lado mais pessoal dele. É muito satisfatório poder dar uma maior profundidade a uma personagem que até agora tem estado basicamente nestas situações hilariantes apenas a tentar sobreviver. Existe de facto muito mais variedade, no que toca à evolução do Hank enquanto gangster. Penso que esta temporada em particular tem sido um dos trabalhos mais gratificantes que alguma vez tive.

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Turhan Troy Caylak, Anthony Carrigan, e Nick Gracer em “Barry” | © HBO Max

MHD: Emocionalmente também, acredito. Nesta temporada, oscila muito rapidamente entre extremos que até agora não tínhamos visto em Hank, e no segundo seguinte está de volta à comédia. Como foi explorar ambos lados?

Anthony Carrigan: Creio que o verdadeiro desafio de entrar num lado mais negro e mais intenso é encontrar aqueles momentos que te tragam de volta à comédia, e àquela leveza que “Barry” precisa. É realmente muito divertido trabalhar estas mudanças, onde num segundo é algo verdadeiramente intenso e perigoso, e no outro a tensão é completamente quebrada. É como se estivesse num recreio.

MHD: Acredito que existam momentos em que se sente mal por Hank, não?

Anthony Carrigan: Quando estás a interpretar uma personagem, colocamos todos os julgamentos das suas ações ou actos de lado. Tentas dar o teu melhor para encontrar esse pathos e humanidade neles. Nesta temporada em particular, creio que as pessoas irão realmente começar a ter pena de Hank, e a compreender o porquê das suas ações. Muitas das ocasiões são facilmente identificáveis. É como se tivéssemos alguém sentado no sofá connosco a dizer “Sim, percebo. Percebo totalmente.” E ele está a tentar relacionar-se com um mafioso checheno. É a magia da televisão.

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MHD: De que forma ajudou a criar o percurso de Hank?

Anthony Carrigan: Creio que um sinal de uma excelente sala de escritores, e de bons criadores e showrunners, quando conseguem encontrar equilíbrio entre o que escreveram e o que os atores aportam. Dado que a natureza do improviso é simplesmente divertida e livre, queremos descobrir o que mais existe – por isso misturamos e brincamos com a personagem. O Hank foi pensado para ser um gangster extramente educado, atencioso e bem intencionado. À media que ia brincando com ele durante as gravações, uma certa extravagância começou a emergir dele e daí, esta atitude de agradar a todos combinada com uma natureza otimista começou a vir à tona.

MHD: Como criou a voz característica de Hank?

Anthony Carrigan: Vi uma série de vídeos no YouTube de dialetos russos e chechenos, e dado que esta é uma personagem que realmente adora estar em Los Angeles e tem um fascínio pela América, combinei isso com um pouco de Jean-Claude Van Damme, nos seus filmes de ação, para ter ser um tipo fixe no auge da sua carreira nos anos 80. Ele aprendeu todos estes idiomas, mas não sabe realmente como funcionam [risos]. Como o Sonny e a Cher disseram “that’s on you, babe,” ou “I told you to get out of the dodge!” [avisei-te para saíres do barco! – tradução livre].

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Inês Serra

Cresci a ir ao cinema, filha de pais que iam a sessões duplas...Será genético? Devoro livros e algumas séries. Fã incondicional do fantástico e do sci-fi. Gostaria de viver todos os dias com o mote Spielbergiano - "I dream for a living"

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