Caspian (foto de William McLean)

Em “Circles on Circles” ouvimos a voz dos Caspian

E bem podíamos ouvi-la mais vezes. “Circles on Circles” destaca-se da sonoridade dos Caspian, com as suas guitarras folk e a voz introspectiva de Philip Jamieson.

No final deste mês, no dia 24, sairá por meio da Triple Crown Records o novo álbum On Circles dos Caspian. Seguindo-se a Dust and Disquiet (2015), dele já conhecíamos o single que acompanhou o seu anúncio, “Flowers of Light” e agora é a vez do tema que dá parcialmente nome ao disco.

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Quando se pensa na sonoridade metálica, ecoante, onde nítidos timbres de guitarra são interrompidos por nuvens de distorção no horizonte de grandes espaços ambientais, nada poderia soar mais diverso do que o aspecto intimista que os Caspian aqui revelam. Valendo-se da voz nostálgica, lo-fi e de um quase recôndito grunge de Philip Jamieson, recorrendo a guitarras acústicas que, se não inéditas, nunca tinham tido este acento folk e a uma longínqua melodia de sintetizador, a nova faixa representará seguramente um momento mais intimista no todo do álbum. Nela, a desilusão desenha um retrato do mundo que rima com a suave tristeza da cativante voz do guitarrista dos Caspian: “The gray runs the game/ Circles on circles when shadows remain”.

CASPIAN | “CIRCLES ON CIRCLES”

Maria Pacheco de Amorim

Literatura, cinema, música e teoria da arte. Todas estas coisas me interessam, algumas delas ensino. Sou bastante omnívora nos meus gostos, mas não tanto que alguma vez vejam "Justin Bieber" escrito num texto meu (para além deste).

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