Poucas adaptações de Harlan Coben conseguem gerar tanto burburinho como “Run Away“. Esta é a minissérie de oito episódios que estreou na Netflix a 1 de janeiro de 2026. Rapidamente, transformou-se na terceira minissérie mais vista do ano. Com 50 milhões de visualizações, fica apenas atrás de “His & Hers” e “I Will Find You“.
Baseada no romance homónimo do autor, mais conhecido por transformar praticamente todos os seus livros em sucessos de streaming, a série junta suspense familiar e segredos sombrios. Além disso, apresenta um ritmo alucinante.
O enredo de Run Away
A história segue Simon Greene, interpretado por James Nesbitt, que é um banqueiro de investimento cuja vida perfeita começa a desmoronar-se. Isso acontece quando a filha adolescente, Paige, foge de casa e mergulha numa espiral de dependência de drogas.
Depois de a encontrar em condições alarmantes num parque, Simon inicia uma busca desesperada para a trazer de volta em segurança. Então, une forças com a investigadora privada Elena Ravenscroft, interpretada por Minnie Driver.
O que começa como a procura de uma filha desaparecida rapidamente se transforma numa descida a um submundo perigoso. Nesse universo, Simon descobre segredos capazes de destruir por completo a aparente perfeição da família Greene.
O elenco conta ainda com Alfred Enoch e Ruth Jones em papéis centrais na trama.
O que diz a crítica
No Rotten Tomatoes, soma uma pontuação de 82% entre a crítica especializada. Este é um resultado bastante sólido tratando-se de uma adaptação deste autor, conhecido por thrillers mais voltados para o entretenimento rápido do que para a profundidade narrativa.
“Uma adaptação sólida da obra de Harlan Coben. Percorre a toda a velocidade uma série de reviravoltas, sem nunca perder o ritmo, graças à interpretação empenhada de James Nesbitt”, escrevem os críticos de forma unânime.
“Repleta de reviravoltas chocantes e violência macabra — algo habitual em todas as obras de Coben —, a série é um labirinto cativante desde a cena inicial até ao final”, é o que escreve a Variety.
“O facto de Run Away funcionar deve-se ao facto de a trama avançar demasiado depressa para que os espectadores consigam perceber as enormes falhas narrativas que se revelam ao longo da série. No entanto, vale a pena tentar contorná-las”, aponta o London Evening Standard.

